quarta-feira, 8 de março de 2023

SANTO DO DIA 7 DE MARÇO


Santas Perpétua e Felicidade, mártires do século II, protetora das grávidas



Mártires [nascidas no século II – morte em 203]

Origem
Muitas mulheres, jovens, mães, foram martirizadas no ano 203, em Cartago (norte da África, atual cidade de Túnis). Dentre elas, Perpétua, que tinha aproximadamente 22 anos. Era nobre de família rica, sendo seu pai o único da família a ser pagão. Quando foi levada para a prisão, ela tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava de Perpétua e, quando foi para a prisão, estava com oito meses de gestação e deu à luz a uma menina neste lugar.

O cárcere
Elas foram presas por causa de um decreto do imperador romano, Lúcio Septímo Severo, que condenaria à morte aqueles que se considerassem cristãos. Em seus escritos, Perpétua narra: “Nos jogaram na cárcere e eu fiquei consternada porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter junto a mim o meu filho, que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era a graça para ser capazes de sofrer e lutar por nossa santa religião”.

Entre os textos cristãos mais antigos
Foi na prisão também que as companheiras, pelo Batismo, oficializaram a pertença delas a Deus. Ainda na prisão, Perpétua escreve em um diário as atrocidades que viveu naquele lugar, ressaltando a sua coragem e amor a Cristo. Esse diário é considerado um dos textos cristãos mais antigos, ele é conhecido hoje como: a Paixão das Santos Perpétua e Felicidade (em Latim: Passio sanctarum Perpetuae et Felicitatis).
Santas Perpétua e Felicidade: Invocada pelas mulheres grávidas

Martírio
As duas foram lançadas na arena juntamente com outros companheiros para serem pisoteadas por touros e vacas. Perpétua foi a primeira a ser atingida. Felicidade a ergueu do chão, ficando lado a lado, dando força uma a outra e demonstrando coragem, que é própria dos mártires. Perpétua animou o grupo com estas palavras: “Fiquem firmes na fé e amem-se uns aos outros, todos vocês! Não deixem que martírio seja pedra de tropeço para vocês.”

Degolada
Felicidade foi a primeira a ser degolada. Em seguida, o soldado, que faria o mesmo com Perpétua, errou o local do golpe, fazendo com que ela lançasse um grito de dor, mas, com sua mão, ela indicou, ao seu algoz, o local a ser cortado pelo machado dele.

Oração
“Deus Todo-poderoso, que destes às mártires Santas Perpétua e Felicidade a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como eles não hesitaram em morrer por vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!”

”Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós.”

Minha oração
“Sofrer e morrer com a convicção de que o céu está reservado para mim! Senhor, como as Santas Perpétua e Felicidade, dai-me a graça de viver assim. Pedimos, porque, se não for a sua graça, não conseguiremos. Assiste-nos!”
Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós!

Catequese quaresmal II: “Oração, alimento da vida cristã”


Catequese quaresmal II: “Oração, alimento da vida cristã”


A oração na vida cristã é alimento do qual não se pode descuidar. Nesta Quaresma abeiremo-nos cada vez mais da oração, pessoal e comunitária. Procuremos tempo para a oração pessoal, tomemos a Palavra de Deus nas mãos ou, simplesmente, olhemos para o Senhor no Sacrário e Ele estará olhando para nós.


Vatican News *


Ao tomarmos consciência da nossa vida cristã, é impossível não tomarmos consciência da necessidade natural da oração. No tempo da quaresma somos convidados a renovar e reforçar nossa vida oracional, porque a oração é para a alma como o ar para os pulmões e a sobrevivência humana. O Catecismo da Igreja Católica, n. 2558, declara que, uma havendo deixado a fé penetrar em nossos corações e conduzir-nos por um estilo de vida segundo a proposta de Jesus Cristo, “este mistério [de fé] exige, portanto, que os fiéis nele creiam, o celebrem e dele vivam, numa relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro”.


O Catecismo, retomando um pensamento de S. João de Damasceno, no n. 2559, diz o que é a oração: “é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes”. O Papa Francisco completa esse pensamento, ao afirmar que “a oração, [é] expressão de abertura e de confiança no Senhor: é o encontro pessoal com Ele, que abrevia as distâncias criadas pelo pecado. Rezar significa dizer: ‘Não sou autossuficiente, tenho necessidade de ti, Tu és a minha vida e a minha salvação’” (Homilia, 10.02.2016).


Essa “elevação da alma” é um gesto de reconhecimento de Alguém que sabemos ser maior do que nós! Isso significa reconhecer nossa pequenez e fragilidade, e erguer o coração ao alto, entendendo-nos necessitados. Desse modo, a oração nos auxilia a crescer na humildade, que não é sem alegria, mas é “a humildade [como] a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus”, retomando um pensamento de Santo Agostinho (CIC, n.2559).


Em verdade, “chamamos de ‘oração’ a essa forma de rezar que consiste em pôr-se na presença de Deus durante um tempo mais ou menos longo, em solidão e em silêncio, com o desejo de entrar em íntima comunhão de amor com Ele” (Jacques Philippe, Tempo para Deus – Guia para a vida de oração, p. 03). Temos que programar alguns hábitos para uma boa vida de oração. O primeiro é a DISPOSIÇÃO INTERIOR. Aliás, “seria perfeitamente ilusório pretender progredir na oração se toda a nossa vida não fosse marcada por um desejo profundo e sincero de nos darmos totalmente a Deus, de amoldar o mais totalmente possível a nossa vida à vontade divina” (Jacques Philippe, op. cit., p.34).


Outro ponto necessário: a PERSEVERANÇA; pois, uma vez que “a oração cristã é uma relação de aliança entre Deus e o homem em Cristo” (CIC, n.2564), sendo uma aliança, exige perseverança a todo custo. Não nascemos sabendo rezar, S. Paulo é firme nessa afirmação: “não sabemos orar como convém” (Rm 8,26). Então, antes de pretendermos uma oração plena, ou que nos satisfaça, tenhamos em conta que “a qualidade [da oração] será fruto da fidelidade” (Jacques Philippe, op. cit., p. 12).


Outros dois pontos para nos ajudarem na busca de uma vida de oração autêntica são a intenção da nossa oração e a saída ao encontro dos irmãos. A RETA INTENÇÃO significa o querer viver somente para Deus: “e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2,20). Concluímos que “devemos fazer oração não pelas satisfações pessoais ou benefícios que nos possa trazer (...), mas principalmente para agradar a Deus, porque Ele no-lo pede” (Jacques Philippe, op. cit., p.14).


A oração realizada com disposição interior, perseverança e reta intenção, sem dúvida NOS CONDUZIRÁ AOS IRMÃOS, pois ela produz frutos, e “não devemos orientar o pensamento para Deus apenas quando nos aplicamos à oração [mental]; também no meio das mais variadas tarefas – como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo – é preciso conservar sempre vivos o desejo e a lembrança de Deus” (LH/III, Ofício de Leituras, Sexta-feira após as Cinzas).


A oração na vida cristã é alimento do qual não se pode descuidar. Nesta Quaresma abeiremo-nos cada vez mais da oração, pessoal e comunitária. Procuremos tempo para a oração pessoal, tomemos a Palavra de Deus nas mãos ou, simplesmente, olhemos para o Senhor no Sacrário e Ele estará olhando para nós. Papa Francisco, há algum tempo afirmava: “Há um dito entre nós que recita assim: ‘Diz-me como rezas e dir-te-ei como vives, diz-me como vives e dir-te-ei como rezas’; porque, mostrando-me como rezas, aprenderei a descobrir o Deus vivo e, mostrando-me como vives, aprenderei a acreditar no Deus a quem rezas, pois a nossa vida fala da oração e a oração fala da nossa vida. Aprende-se a rezar, como se aprende a caminhar, a falar, a escutar. A escola da oração é a escola da vida, e a escola da vida é o lugar onde fazemos escola de oração” (Homilia, México, 16.02.2016).


Fortaleza, 08 de março de 2023






*Pe. Rafhael Silva Maciel


Presbítero da Arquidiocese de Fortaleza


Missionário da Misericórdia

Arquidiocese de Teresina articula criação da Pastoral Indigenista do Piauí



Criação da Pastoral Indigenista do Piauí



Na tarde da última sexta-feira (03), os padres Ladislau da Silva, Alexandre Fonseca e João Paulo Carvalho, juntamente com a Cáritas Diocesana, se reuniram no Centro Pastoral Paulo VI para articulação da criação da Pastoral Indigenista que abrangerá todo o estado do Piauí.

Com o principal objetivo de testemunhar e anunciar a Boa Nova do Reino à serviço dos projetos de vida dos povos indígenas, a Pastoral Indigenista surge como uma forma de reparação histórica, já que os indígenas que residiam no estado do Piauí sofreram graves perseguições e violência durante o período de instalação do regime colonial e imperial luso-brasileiro. A pastoral também dará assistência aos venezuelanos que residem em Teresina.


De acordo com o padre Laudislau da Silva, membro da Coordenação Colegiada, agora é o momento da Igreja dar a sua contribuição para este povo, acompanhando a luta deles e respeitando a sua realidade. “No passado a Igreja não se envolvia com essas questões, e agora nós vamos desempenhar este papel com forma de reparação histórica para estes indígenas que sofreram por muito tempo sendo duramente reprimidos. Nossa função agora é devolver a autoestima deles, para que eles percam o medo e vivam conforme a sua cultura”, explica o sacerdote.

Os estados do Piauí e do Rio Grande do Norte eram tidos como os dois únicos estados do país que não tinham povos indígenas. Segundo o padre Alexandre Fonseca, também membro da Coordenação Colegiada, isso aconteceu porque grande parte dos indígenas que residiam nestes estados haviam sido exterminados e a outra parte vivia em um silêncio resistente por conta das perseguições que sofriam devido a sua cultura.

“Quando nós chegamos aqui percebemos que tinham vários agrupamentos étnicos como nos outros estados do Brasil e que passaram a se auto afirmar no reconhecimento de seus territórios e dos seus costumes, além do acesso à saúde e à educação”, pontua.



Há relatos da presença de Povos Indígenas nas seguintes localidades: Capitão de Campos, Esperantina, União, José de Freitas, Pimenteiras, Amarante, Regeneração, Miguel Alves, dentre outras cidades. Agora, o desejo é que através da criação desta pastoral, os cuidados com esses povos possam se espalhar por todo o Regional.
Fonte: http://arquidiocesedeteresina.org.br/

SANTO DO DIA 6 DE MARÇO




Santa Rosa de Viterbo, a jovem padroeira dos exilados


Jovem de 18 anos [1233 – 1251]


Origens da Santa
Rosa de Viterbo foi uma menina de família pobre da cidade de Viterbo (Itália). Foi educada na fé católica e defendia o catolicismo a todo custo.


Perseguida desde cedo
Mostrou-se defensora da Igreja na disputa entre o Papa Inocêncio IV e o imperador Germanico Frederico II. Foi perseguida pelo imperador Frederico II, mas não abriu mão de sua fé em Cristo. Demonstrava uma fé madura e penitente, a ponto de se impor severas penitências.




Milagre aos 4 anos
A pequena Rosa foi ao velório de sua tia. Achegando-se ao lado do caixão, a menina de 4 anos, envolvida por uma força sobrenatural, chamou pelo nome de sua tia, que ressuscitou em meio a todos que estavam no funeral. Entende-se que essa ressurreição foi uma forma de ressuscitar também a fé do povo de Viterbo, que tiveram suas esperanças também ressuscitadas e passaram a lutar novamente pela Santa Sé, que era ameaçada pelo imperador.


Santa Rosa de Viterbo e o desejo de oração


Espiritualidade
Desde pequena, ela se sentia atraída pela espiritualidade franciscana; e, à medida que crescia, aumentava-se seu desejo de oração, de contemplação, de estar em lugares silenciosos para rezar.



Saúde fragilizada
Acometida de uma forte febre, a Virgem Maria lhe aparece. A febre some e Nossa Senhora lhe confia uma missão e orienta a pedir sua admissão na Ordem Franciscana.



Ousadia na pregação
Ainda na cidade de Viterbo, ela teve uma visão do crucificado, quando seu coração ardeu em chamas. Foi impulsionada a sair pelas ruas pregando com um crucifixo nas mão. Ao anunciar Jesus, a multidão que ela atraía era tão grande que, por vezes, não se podia vê-la pregando. Numa ocasião, Rosa começou a levitar-se até poder ser vista por todos. A levitação de Rosa foi atestada por milhares de testemunhas e a notícia percorreu a Itália. A pregação de Rosa transformou Viterbo. Pecadores empedernidos se converteram. Hereges voltavam ao seio da igreja e, principalmente, os partidários italianos do Imperador revoltado reconciliaram-se com seu soberano – o Sumo Pontífice. Muitas vezes, a multidão comovida interrompia a jovem missionária exclamando: “Viva a Igreja! Viva o Papa! Viva o Nosso Senhor Jesus Cristo!”.


Denunciada ao Imperador


Deportação
Tempos depois, Frederico II voltou a dominar a Itália e, consequentemente, Viterbo. Rosa foi denunciada ao Imperador e levada à sua presença, sendo proibida pelo ditador de continuar suas pregações. E Rosa respondeu à Frederico: “Quem me manda pregar é muito mais poderoso e, assim, prefiro morrer a desobedecê-lo”. Frederico prendeu Rosa e temendo que houvesse revolta em Viterbo, caso conservasse Rosa na prisão, o Imperador mandou deportar a jovem missionária e seus idosos pais. Depois de muitas privações em meio à neve, Rosa e seus pais chegaram à Soriano, onde uma multidão correu para ouvi-la. Ela permaneceu pregando a submissão à Igreja.


Rejeitada e aceita
Rosa decidiu consagrar-se à Deus no Convento de Santa Maria das Rosas. As freiras recusaram a presença de Rosa. E Rosa lhes disse: “A donzela que repelis hoje há de ser por vós aceita um dia, com alegria, e guardareis preciosamente”. Rosa então transformou seu quarto em uma cela de religiosa e, assim, passou seus últimos sete anos de vida. Aos 18 anos, entregou sua alma a Deus. Seu corpo foi sepultado na Paróquia Santa Maria Del Poggio. Por três vezes o Papa Alexandre IV sonhou com Rosa, que lhe pedia por parte de Deus, que ele mesmo, o Papa, transladasse seus restos para o Convento Santa Maria das Rosas. Alexandre IV deslocou-se para Viterbo. As religiosas daquele convento receberam seus restos mortais como um verdadeiro tesouro.



Curiosidades
– Oficialmente, existem duas festas de Santa Rosa de Viterbo: 6 de março, sendo o dia de sua morte; e 4 de setembro, dia da trasladação do seu corpo para o Convento Santa Maria das Rosas.

– Os Papas Eugênio IV e Calisto III continuaram o seu processo de canonização que ficou pronto em 1457, mas, com a morte do Papa Calisto III, o decreto não foi promulgado, assim a canonização de Santa Rosa não chegou aos termos dentro dos trâmites exigidos. Mesmo assim, foi integrada ao Martirológio Romano e confirmada por documentos e pontífices.


Devoção a Santa Rosa de Viterbo

sábado, 4 de março de 2023

SANTO DO DIA 4 DE MARÇO

São João José da Cruz afirmava: "Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem"





Presbítero da Ordem dos Frades Menores Descalços [1654-1734]Origens


Carlos Caetano Calosinto é seu nome de batismo. Ele é natural da Ilha de Isca, na Itália. Desde criança, em casa, tinha devoção a Maria. Ao longo da vida, sempre invocava a Nossa Senhora, pedindo conselhos e conforto nas situações mais difíceis. Nasceu em família rica e religiosa. Estudou com os agostinianos, para que sua formação religiosa fosse mais completa. Ali, o pequeno apaixonou-se por Jesus. E ouviu a sua voz de Jesus, que o chamava para dedicar toda a sua vida a Ele.


Vocação ao despojamento
Com apenas 16 anos, o jovem entrou para o convento de Santa Luzia no Monte, em Nápoles, onde mudou seu nome para João José da Cruz, no dia da sua profissão religiosa, aos 17 anos. Viveu entre os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara, conhecidos como Alcantarinos.

Devoção particular a Nossa Senhora
Maria, como mãe carinhosa e fiel, o cobria de carinho e, às vezes, até lhe permitia fazer prodígios. Como Superior dos Alcantarinos, sempre manteve uma pequena imagem de Maria em sua escrivaninha, a qual contemplava e à qual se dirigia, em oração, antes de qualquer decisão ou pronunciamento. “Ele não sabia viver sem ela”, dizem seus biógrafos e muitos testemunhos dos frades, aos quais recomendava prestar homenagem a Ela, pois d’Ela “receberiam consolação, ajuda e luz para resolver os problemas”. O frade confidenciou suas últimas palavras sobre Maria, no leito de morte – 5 de março de 1734 – ao irmão que o assistia: “Recomendo-lhe Nossa Senhora”: esse pode ser considerado seu testamento espiritual.
“Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem.” (São João José da Cruz)

Amor à pobreza
O frade sabia imitar a Irmã Pobreza com perfeição, ia à busca dos pobres, não apenas nas esquinas das ruas, mas também nas favelas e casebres. Durante toda a sua vida teve apenas um hábito, que, com o tempo, ficou todo remendado. Por isso, recebeu o apelido de “frade dos cem remendos”.

Fiel a São Pedro Alcântara
João José foi escolhido para fundar um novo mosteiro em Piedimonte. Ali, construiu também um pequeno eremitério, que ainda hoje é meta de peregrinações, chamado “A Solidão”. Durante a sua vida, teve de assistir a divisão entre os Alcantarinos da Espanha e os da Itália. Desses últimos, tornou-se Provincial e, como tal, trabalhou por vinte anos até conseguir reunir novamente a família. Foi alvo de tantas críticas injustas e até calúnias, às quais respondeu fazendo o voto de silêncio. Teve, entre outros, o mérito de restaurar a disciplina religiosa em muitos conventos da região napolitana, sempre muito fiel ao seu fundador dentro da família franciscana.

Santificou-se levando outros a santidade
Morreu em 5 de março 1734, portanto, com 80 anos. João José da Cruz foi canonizado por Gregório XVI, em 1839, junto com Francisco de Jerônimo e Afonso Maria de Liguori, que o conheceram durante a sua vida e lhe pediram conselhos.
“Recomendo-lhe Nossa Senhora.” – São João José da Cruz

Vida Extraordinária
Ele foi rodeado de fenômenos místicos que denotam o sopro particular da graça em sua vida: bilocações, profecias, perscrutar corações, levitações, curas milagrosas e até uma ressurreição. Havia nele dons carismáticos incríveis, mas a sua santidade e testemunho de vida no ordinário falavam mais alto que tudo isso.

Oração oficial ao santo
São João José da Cruz obtém-nos a sua alegria e serenidade nas doenças, como também nas provações, embora saibamos que o sofrimento é um grande dom de Deus, que deve ser oferecido com pureza ao Pai, sem ser perturbado pelas nossas reclamações. Seguindo o seu exemplo, queremos suportar tudo com paciência, sem fazer pesar nossas dores sobre os outros. Pedimos ao Senhor a força; e a Ele agradeçamos, não apenas quando nos proporciona alegria, mas também quando nos permite doenças e as diversas provações.

Minha oração
“Oh querido frade, ensinai-nos a viver em santidade e em pobreza de coração. Com a vossa intercessão, envia-nos um espírito de fidelidade e amor a Jesus, para que assim possamos caminhar rumo à santidade de vida. Faz de nós imitadores da Sabedoria e repletos de bons conselhos para os nossos irmãos e irmãs. Amém!”
São João José da Cruz, rogai por nós!

Famílias trocam de profissão para se dedicarem ao ramo da culinária local no Piauí


O Piauí de Riquezas deste sábado (4) conta a história de piauienses que mudaram de vida através da gastronomia.


Fonte
Por g1 PI

04/03/2023 14h50 Atualizado há 5 horas



Culinária local — Foto: Reprodução /TV Clube


O programa Piauí de Riquezas deste sábado (4) conta a história de piauienses que, através da gastronomia local, mudaram de vida. Por meio do empreendedorismo e da coragem, eles mudaram o destino de suas famílias. Os pratos típicos da região como a panelada, sarapatel, mão de vaca, buchada, o torresmo inspiraram três empreendimentos. Confira:


Almoço ao ar livre


No cruzamento entre as avenidas João Antônio Leitão e Kennedy, na Zona Leste de Teresina, há um trailer que há quase 30 anos serve comidas típicas piauienses na região. Os funcionários são todos membros de uma mesma família.



"Nós somos 9 pessoas, a minha família, tem os pequenininhos também para quem a gente vai deixar o legado, para eles darem continuidade. E nós temos uma boa clientela, tem gente que vem de quase todos os bairros da cidade", afirmou Estevão Alves, patriarca dos funcionários e do empreendimento.



Antes de se tornar proprietário do trailer, ele trabalhava como gerente financeiro e sua esposa era costureira. Eles decidiram arriscar tudo e investir no próprio negócio. Um dos primeiros pratos feitos foi a mão de vaca que teve uma aceitação ótima pela clientela.

Hoje em dia, esse tradicional prato é carro chefe no restaurante da família e o cardápio deles cresceu bastante com o passar dos anos. Segundo Estevão, atualmente eles exploram toda a culinária regional.

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sexta-feira, 3 de março de 2023

Santo do dia 3 de Março


Santa Catarina Drexel, amor à Eucaristia e serviço aos índios e afro-americanos


Religiosa e fundadora [1858 – 1955]
Origem



Nasceu na Filadélfia (EUA). Filha de um famoso banqueiro, ela perdeu a mãe logo depois que nasceu e foi criada por seu pai e sua madrasta.


Generosidade familiar
A família de Catarina Drexel era rica e os bens que tinham eram partilhados com os mais necessitados. Ela aprendeu, desde criança, a ser generosa e a usar seus bens materiais para ajudar o próximo. O pai dela sustentava vários institutos católicos que cuidava dos pobres. Sua madrasta ensinou Catarina e suas duas irmãs a praticarem a caridade desde bem pequenas.


Educação católica
Catarina, que foi educada na fé desde jovem, trilhou um caminho espiritual de forma a querer conhecer, amar e servir ao Senhor.


Santa Catarina Drexel e a vida missionária


Indígenas e negros
Catarina se compadeceu da situação que os indígenas e os negros viviam no Oeste americano. Então, sentiu no coração o desejo de ajudar. Decidida a fazer algo pelos mais necessitados, ela vai ao encontro do Papa Leão XIII, a fim de pedir missionários para trabalhar com índios e negros, pois ela já os ajudava. Foi então que o Papa sugeriu que ela mesma se tornasse missionária.


Doação de vida
Decida a se entregar a Deus e, assim, servir aos mais pobres, Catarina, aos 32 anos, fez sua primeira profissão religiosa, em 1891, nas Irmãs da Misericórdia. Não conformada ainda com a sua entrega a Deus, depois, ela fundou a ordem das Irmãs do Santíssimo Sacramento, aprovada em Roma, em 1913, com a finalidade de anunciar o evangelho e a vida eucarística entre índios e afro-americanos.


Irmãs do Santíssimo Sacramento
Catarina e as irmãs da ordem do Santíssimo Sacramento cuidavam de um sistema de escolas católicas para índios e negros americanos, em 13 estados. Por ajudar aqueles que não eram homens livres, ela sofreu perseguição, mas não desistiu.


Jesus Eucarístico: o seu verdadeiro amor


Eucaristia
Tamanho era o seu amor pelo Senhor, ela ensinou as Irmãs do Santíssimo Sacramento que era preciso amar a Eucaristia e olhar para todos os povos, inclusive para os que sofriam discriminação racial.


Morte e subida aos altares
Catarina Drexel faleceu com 97 anos, em 3 de março de 1955, na Pensilvânia. Seus últimos 20 anos foram de vida centrada na meditação e oração. Foi beatificada em 20 de novembro de 1988, por São João Paulo II, e canonizada, também por ele, em 1º de outubro de 2000.


O verdadeiro valor
Uma mulher rica financeiramente, mas com um espírito despojado de si mesma e de toda a riqueza que possuía. Ela entendeu que os bens terrenos de nada valem se não tivessem ao serviço de Deus. Sua maior riqueza era o amor a sagrada Eucaristia.


Minha oração
“Olhar para os que sofrem bem mais do que eu: ‘Senhor, ajuda-me a fazer esse exercício de não parar no meu sofrimento do tempo presente, mas olhar ao meu lado e reconhecer que a humanidade sofre e, com ela, devo unir-me à Cruz do Senhor’. Assim seja.”


Santa Catarina Drexel, rogai por nós!

Aniversário Padre Klebert

 FIEIS PARTICIPAM DA MISSA DE AÇÃO DE  PEL DOM DA VIDA  DE PADRE KLERBET  

Dom Jacinto celebra aniversário do pároco da Catedral Padre Klerbet Carvalho - foto  Aryell


Hoje, dia 3 de março, na Igreja de Nossa Senhora das Dores da Praça Saraiva de Teresina, às 5 horas da tarde, aconteceu a celebração da santa missa pelo dom de vida do Padre Klerbet. A santa Missa  foi presidida por Dom Jacinto, Dom Juarez bispo metropolitano de Teresina, pelos os padres: Klerbet, Carlos, José Nery, seminaristas e todo povo de Deus.

Na Missa de ação de graças do padre Klerbet houve homenagens, mensagens de carinho, afeto, houve grande abraço em circulo das pastorais que emocionou todos presentes; após a santa Missa houve refrigélio com um lindo bolo de aniversário onde todos cantaram parabéns para o padre. E o primeiro pedaço do bolo foi para Dom Jacinto que o tem como filho.  

Mensagem do site www.pnsdasdores.com.br para o Padre Klerbet Carvalho

Padre, que o nosso bom Deus derrame sobre a sua vida muitas alegrias como a fé e saúde. Que o amor, a paz e a alegria esteja contigo todo o tempo para cuidar do rebanho que Deus lhe confiar.
Parabéns. 
Feliz Aniversário!  







Ofertas do Apostolado da Oração da Catedral

O Apostolado da Oração em uma de suas ações concretas de caridade e amor ao próximo, recebe alimentos e fraldas geriátricas na primeira sexta feira do mês, dia dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, para doação em abrigos de idosos. 
Todos podem participar, deixando sua oferta na missa das 17 horas, toda primeira sexta feira. O Apostolado da Oração se encarrega de levar aos abrigos e agradece a todos pela generosidade.

Abraço das pastorais para o Padre Klerbet


  

  
Feliz aniversário do Padre Klerbet




quinta-feira, 2 de março de 2023

SANTO DO DIA 2 DE MARÇO


Santa Ângela da Cruz superou o desprezo e fundou as Irmãs da Cruz



Religiosa e Fundadora [1846-1932]Origens

Santa Ângela da Cruz é espanhola e de família com condição social modesta, mas repleta de virtudes cristãs. Ela cresceu em um ambiente muito religioso, ajudando os seus pais nos trabalhos manuais, principalmente na costura.



Modo de viver
De caráter dócil e discreta, suscitava admiração em todos que a conheciam. Embora tivesse que trabalhar, dava atenção para dedicar-se à oração e à mortificação.

Experiência com a Cruz
Certo dia, em uma longa prática de oração, Ângela fez uma experiência forte com a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso lhe inspirou a imolar-se em união com Jesus para a salvação das almas.
“Quem quiser conservar a graça, não deve afastar os olhos da alma da Cruz, tanto na alegria como na tristeza.” (Santa Ângela da Cruz)


Sua vocação: sofrimento
Decidiu consagrar-se a Deus na vida religiosa. Por falta de saúde, não foi admitida no Carmelo, mas, em 1868, ingressou nas Filhas da Caridade. Dois anos depois, teve de deixar a Instituição. Viveu como “monja sem convento”, voltando ao seu trabalho e aceitando a orientação do seu diretor espiritual. Escreveu os seus pensamentos e desejos da alma, até descobrir a sua vocação permanente: a fundação de um Instituto inspirada em “fazer-se pobre com os pobres”. Instalou-se com outras três mulheres num quarto alugado, onde tinham em destaque o Crucifixo e um quadro da Virgem das Dores. Nasciam as Irmãs da Cruz.

Apostolado
Acolhiam meninas órfãs. Pediam esmola com uma das mãos e distribuíam-na com a outra. Em 1879, foram aprovadas pelo Bispo diocesano. Depressa, estenderam-se por toda a Espanha, chegaram à Itália e à América. A Irmã Ângela da Cruz foi nomeada Superiora-Geral, reeleita por quatro vezes, destacando-se pelas suas virtudes de naturalidade e simplicidade.

Cruz e citação bíblica
Sobre a mística da cruz ela deixa seu legado baseado nas sagradas escrituras: “Quanto a mim, que Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” baseando-se em Gálatas 6,14.
Do grande legado, a morte e canonização

Frase da Santa Ângela da Cruz
“O amor verdadeiro e puro que vem de Deus está na alma e faz com que ela reconheça os próprios defeitos e a bondade divina. Tal amor leva a alma a Cristo, e ela compreende com segurança que não se pode verificar nem haver qualquer engano. A tal amor não se pode misturar algo deste mundo.”

Páscoa
Sofreu com trombose cerebral, o que a levou à morte depois de nove meses. Apesar de paralisada, mais procurava agradar do que incomodar. Faleceu em 2 de março de 1932, e Sevilha passou três dias diante do seu cadáver. O Santo Padre Papa João Paulo II a beatificou no dia 5 de novembro de 1982.

Minha oração
“Senhor Nosso Deus, Santa Ângela da Cruz viveu a humilhação do desprezo por ter sua saúde fragilizada. Ela ressignificou sua decisão por seguir a Cristo e avançou. Dai-nos essa graça diante do que vivemos hoje. Assim cremos. Amém.”
Santa Ângela da Cruz, rogai por nós!

CONVITE

 

Catedral Nossa Senhora das Dores

quarta-feira, 1 de março de 2023

SANTO DO DIA 1° DE MARÇO

Santa Inês Cao Kuiying, mesmo engaiolada na China, não negou a fé




Viúva e mártir aos 35 anos [1821 – 1856]Origem

Santa Inês Cao Kuiying nasceu numa aldeia chinesa. Ainda bem novinha, foi para um orfanato depois da morte de seus pais, que eram católicos.



Fraternidade católica
Quando jovem, mudou-se para Xingyi (China) em busca de trabalho. Lá, conheceu uma mulher, também católica, que a acolheu em sua casa. Foi nesse tempo que a jovem Inês se encontrou, pela primeira vez, com o Bispo Bai, que estava de passagem por aquela cidade.

Intervenção da Providência
Assim que o Bispo descobriu que aquela jovem não tinha família, quis ajudá-la inserindo-a na paróquia local. Ele a levou para participar de um aprofundamento de fé que acontecia na paróquia da cidade, e logo se impressionou com os rápidos progressos que Inês fazia.

Santa Inês Cao Kuiying e o difícil casamento

Matrimônio e provações
Ao completar dezoito anos, ela se casou com um homem daquela região que trabalhava numa fazenda. Após o casamento, ela o descobriu muito violento. A partir daí, a jovem Inês enfrentou novas dificuldades. Seu cunhado e sua cunhada também passaram a tratá-la com desprezo por ser cristã. Este tratamento foi piorando cada vez mais, a ponto de Inês passar fome dentro da própria casa.

Viuvez
Infelizmente, a situação ficou bem pior depois do falecimento de seu marido: foi expulsa de casa. Para não passar fome, Inês fez trabalhos temporários em casas de família. Por causa desses trabalhos, conheceu uma piedosa viúva católica que a convidou para morar com ela. Em pouco tempo, era nítido o progresso espiritual que Inês vivia, ajudada por aquela mulher que a acolheu em casa.

Sacramentos
Por graça de Deus, a patroa de Inês Cao Kuiying sempre recebia em sua casa a visita de um sacerdote que ministrava para ela o Sacramento da Reconciliação (confissão) e a Eucaristia (celebrava a Santa Missa). Com isso, Inês cultivou com grande esmero a sua própria espiritualidade.
Atitude missionária e vida ativa


Ensinava o catecismo
Certa vez, Inês Cao Kuiying conheceu um missionário que, encantado com o conhecimento que ela possuía sobre a fé católica, a convenceu sair em missão para ensinar a Palavra de Deus. Ela então mudou-se para Baijiazhai, em 1852, onde passou a ensinar o catecismo. De um lado para o outro, Inês pregava a Palavra de Deus e transmitia a fé católica. Em seus tempos livres, ela cozinhava, cuidava de uma casa de família e ainda fazia trabalhos de babá.

Perseguição cristã
O governo local adotou posturas cada vez mais intransigentes com os cristãos. Inês e muitos outros católicos foram levados sob custódia. Embora muitos daqueles cristãos presos tivessem sido libertados pouco tempo depois, Inês e mais um sacerdote, foram mantidos no cárcere.
Engaiolada, manteve-se firme na fé

O julgamento
O Juiz daquela forania ainda tentou persuadir Inês a negar sua fé. Porém, ela manteve-se firme. Ele fez ameaças ainda mais duras ao dizer que ela seria torturada se não negasse sua fé. Mais uma vez, a jovem não demonstrou medo. Por fim, o magistrado a trancou em uma gaiola tão pequena, de modo que ela não conseguia se mexer. Do seu interior brotou a seguinte oração: “Deus, tenha misericórdia de mim; Jesus me salve!”.

Páscoa
Em 1º de março de 1856, ela gritou forte: “Meu Deus, me ajude!” e expirou aos 35 anos. O Papa Leão XIII a proclamou bem-aventurada em 27 de maio de 1900, e no dia 1º de outubro de 2000, o Papa João Paulo II a canonizou com mais 120 mártires da China.

Minha oração
“Senhor, as situações que vivemos tentam nos engaiolar e, cada vez mais, o cerco se fecha para os cristãos. Dai-nos a coragem necessária para, diante das perseguições do tempo presente, não negarmos a Cristo. Assim seja.”

Santa Inês Cao Kuiying, rogai por nós!

OS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DA QUARESMA: A ORAÇÃO PARA RESTAURAR A RELAÇÃO COM DEUS



 A ORAÇÃO PARA RESTAURAR A RELAÇÃO COM DEUS


01/03/2023
DESTAQUE ESPECIAL


Fonte: https://www.cnbb.org.br/



A Quaresma é o tempo proposto pela Igreja para o crescimento dos cristãos, por meio da conversão, preparando para a celebração daquela que é mais importante das solenidades católicas, a Páscoa. Nesse Tempo Litúrgico, são propostas como atitudes os exercícios da oração, do jejum e da esmola. E para abordar alguns aspectos dessas atitudes propostas pela Igreja neste tempo, o Portal da CNBB apresenta uma série sobre cada um desses exercícios, a começar pela oração.

A constituição conciliar Sacrossantum Concilium – sobre a Sagrada Liturgia, orienta colocar “maior realce, tanto na Liturgia como na catequese litúrgica”, a dois aspectos característicos do tempo quaresmal: “a escuta mais frequente da Palavra de Deus e a maior dedicação à oração, para a celebração do mistério pascal”.

Em artigo publicado no Portal da CNBB, o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência, dom Walmor Oliveira de Azevedo, recorda que não há discipulado sem conversão diária, profunda, pela aprendizagem de dinâmicas ensinadas e celebradas durante o tempo quaresmal.


“A Quaresma aponta o caminho de uma humanização espiritual e afetiva. A sua vivência contribui para a superação de muitas situações tristes […]. Oportuno e sábio é acolher o horizonte indicado por Jesus – buscar a conversão e a vivência do Evangelho.  Trata-se de uma pérola preciosa encontrada no Sermão da Montanha, carta magna do cristianismo, narrada pelo evangelista Mateus”. 

Dessa passagem do Evangelho, dom Walmor recorda as referências à prática do jejum, da esmola e da oração, “com propriedades para requalificar a condição humana que facilmente se distancia de valores e princípios essenciais a uma vida mais equilibrada”.


“A oração é a experiência única e insubstituível para alcançar o coração de Deus, estabelecendo um diálogo com o Pai, educando-se para enxergar o mundo e o próximo a partir da perspectiva do Criador”, escreveu dom Walmor.

O subsídio de roteiros homiléticos oferecido pela Edições CNBB recorda que o Evangelho da Quarta-feira de Cinzas apresenta as três práticas quaresmais como indicações de Jesus sobre o caminho de volta para Deus. Por meio deles, são revisados “os três principais relacionamentos da nossa vida: com o nosso próximo (esmola), com Deus (oração) e com nós mesmos (jejum)“.


Assim, a oração “visa restaurar a nossa relação com Deus, entendo que a oração é boa não quando saímos dela nos sentindo bem, mas quando saímos dela dispostos a fazer a vontade de Deus, expressar sua Palavra. Jesus deseja que a nossa oração vá além das nossas necessidades e se torne o espaço diário que damos ao Pai para que Ele cuide de nós e transforme o nosso coração de pedra num coração de carne (humano; cf Ez 36, 26)”.

O material também apresenta um questionamento:


“Fazemos nossas as orações a Deus, permitindo que Ele questione os nossos projetos e nos desafie com as exigências da sua Palavra, mesmo vivendo numa época em que muitos buscam a Deus somente para seus interesses imediatos e seu bem-estar espiritual?”.