terça-feira, 14 de março de 2023

SANTO DO DIA 14 DE MARÇO


Santa Matilde da Alemanha exortava: "Feliz quem prepara sua eterna salvação"



Viúva e religiosa [† 14 de março de 968]Santas Matilde


Segundo o Martirológio Romano, que relata os santos e beatos oficializados, assim como também com outros santos, há uma série com o nome Matilde. Sendo elas:



– Santa Matilda da Escócia [† 1118], filha de Santa Margarida da Escócia [† 1093], Rainha da Inglaterra, comemorada em 30 de abril;

– Santa Matilda de Hackeborn ou de Helfta, [1241-1299], monja beneditina e mística alemã, que é homenageada em 19 de novembro;

– Beata Matilde [† 1154], beneditina alemã no Mosteiro de Spanheim, celebrada em 26 de fevereiro;

– Beata Matilde di Canossa [† 1115], Duquesa da Toscana, Vice-Rainha da Itália, Condessa de Canossa e várias cidades italianas, celebrada em 23 de março;

– Beata Matilde, Condessa Palatina, celebra 21 de maio;

– Beata Matilde de Diessen [† 1160], abadessa beneditina de Diessen e reformadora do mosteiro de Edelsterten, celebrada em 31 de maio;

– Beata Matilde [† 1200], escocesa que se mudou para a França, eremita em Lappion (Picardia), celebrada em 11 de abril;

– Beata Matilde de Magdeburg [† 1280], mística beneditina, irmã de Santa Matilda de Hackeborn e Santa Gertrudes, celebrada em 8 de outubro;

– Beata Matilde do Sagrado Coração [1841-1902], religiosa espanhola fundadora da Congregação das Filhas de Maria Mãe da Igreja, comemoração de 17 de dezembro.

Qual delas a Igreja faz memória em 14 de março?
Este texto reporta-se à Santa Matilde que viveu na atual Alemanha. Foi esposa fidelíssima do rei Henrique I e se dedicou generosamente à assistência aos pobres e à fundação de hospitais e mosteiros.

Berço, humildade e maternidade
Matilde foi educada numa nobre família junto a um mosteiro beneditino. Após casar-se com Henrique I, rei da Alemanha, manteve sua nobreza interior. Não deixou-se influenciar pelo poder. Teve cinco filhos e, sempre como mãe humilde e orante, buscou ensinar para os filhos os caminhos da salvação eterna.
Santa Matilde da Alemanha: Mãe dos Pobres

Caridade
Matilde também foi mãe para o povo, em especial, para os pobres. Mulher cheia de compaixão que, dentro das possibilidades, ajudou e influenciou a muitos.

A verdadeira riqueza
Com o falecimento de Henrique I, essa grande mulher de Deus disse aos filhos: “Gravai bem no vosso coração o temor de Deus. Ele é o Rei e Senhor verdadeiro, que dá poder e dignidade perecíveis. Feliz quem prepara sua eterna salvação”.

Filho entregará mãe (conf Mt 10,21)
Com a morte do marido, o seu calvário começou: foi traída pelos filhos, sob a falsa acusação de que estaria desperdiçando os bens com os pobres. Retirou-se para um convento e ali intercedeu pelos seus amados filhos, por meio da oração e dos sacrifícios.
Consciência da Injustiça

Conversão dos filhos
Seus filhos, então, tomaram consciência da injustiça que estavam cometendo. Com a conversão deles, teve mais facilidade para ajudar a muitos outros pobres. Em 968, partiu para o Reino dos céus, o Reino dos santos.

Sua influência no Brasil
É desta Santa Matilde que des­cenderam os reis de Portugal e, por conseguinte, a Família Imperial do Brasil.

Minha oração
“Senhor Jesus, a exemplo de Santa Matilde, ajuda o teu povo, incluindo a mim, esse pecador que vos faz essa oração agora, a importar-se mais com a salvação da alma do que com os bens terrenos. Amém.”
Santa Matilde, rogai por nós!

PROGRAMAÇÃO TRÍDUO SÃO JOSÉ


 

VI SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ


 

segunda-feira, 13 de março de 2023

SANTO DO DIA 13 DE MARÇO


Santos Rodrigo e Salomão, homens com virtudes cristãs


Mártires no ano de 857

Origem
Santos Rodrigo e Salomão são os mártires mais característicos de Córdova, na Espanha. Esses dois, junto com São Eulógio e tantos outros, deram o testemunho de Cristo com as virtudes cristãs e, depois, com o martírio, na Espanha.

Contexto da época
Em 711, um exército muçulmano conquistou o Reino Visigótico, que era região cristã. Colocaram a maior parte da Península Ibérica sob o jugo do islã numa campanha que durou oito anos. A região foi rebatizada de Alandalus pelos novos líderes. Em 750, muitos sobreviventes da dinastia de Damasco se mudaram para Córdova e ali fundaram o Emirado de Córdova, tornando a cidade um centro da cultura islâmica ibérica. Uma vez conquistada a Ibéria, a Charia (lei islâmica) foi imposta em todo o território. Os cristãos e os judeus eram chamados de os “povos do livro” e estavam sujeitos a um imposto, pago por pessoa, que os permitia viver sob o regime islâmico. Sob a charia, a blasfêmia contra o Islã eram motivos suficientes para a pena de morte.

O sacerdote Rodrigo
Sabe-se que Rodrigo era sacerdote e tinha dois irmãos, um católico e outro muçulmano. Seus irmãos viviam em contínuas brigas. Uma vez, Rodrigo foi apartar a briga e acabou apanhando dos dois irmãos. Enquanto estava meio desmaiado da surra, o irmão muçulmano colocou-o num carro e saiu pelas ruas dizendo que Rodrigo havia abraçado a fé islâmica. Depois que sarou, Rodrigo continuou exercitando o ministério. Então, os muçulmanos julgaram-no traidor e decidiram acabar com ele. Perante os julgadores, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”.
Santos Rodrigo e Salomão sofreram na prisão

Páscoa
Pouco se sabe sobre Salomão, porém, antes e depois da prisão, ele sofreu muito com Rodrigo por causa do cristianismo. Tal perseguição resultou no martírio de ambos, em 13 de março de 857. Eles transformaram a cadeia num oratório, e cultivaram uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram à fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e, degolados, foram martirizados.

Minha oração
“Pela virtude dos mártires de Córdoba, peço a graça de não mais trair Jesus em meus atos, palavras e pensamentos. Que eu seja fiel até os últimos momentos de minha vida!”
Santos Rodrigo e Salomão, rogai por nós!

MULHER GUERREIRA SÓ ABAIXA A CABEÇA PARA REZAR

 Centenas de mulheres participaram do evento " mulher guerreira" promovido pelas pastorais da Catedral

Patamar da Catedral Nossa Senhora das Dores


O evento  mulher guerreira só abaixa a cabeça para rezar; iniciou as 5 horas da tarde na Igreja Catedral, do dia 12 de março de 2023 com a santa missa; presidida pelo o padre Klerbet Viana, e centenas de mulheres acompanhadas por seus familiares; amigos e parentes. No ofertório houve a entrada com cartaz com o nome Dízimo falando a importância de devolver o dízimo.  

Este movimento reuniu mulheres de todas as idades para comemorar o dia das mulheres cujo objetivo é  de prevenir, alertar, cuidar, e curar o fenomicidio que se alastra pelo mundo.

 Na ocasião houve sorteios; apresentações, música ao vivo, sorteios, refrigerantes, bolo e muito salgadinhos.


domingo, 12 de março de 2023

Santo do dia 12 de março

 Santos Rodrigo e Salomão, homens com virtudes cristãs



Mártires no ano de 857

Origem
Santos Rodrigo e Salomão são os mártires mais característicos de Córdova, na Espanha. Esses dois, junto com São Eulógio e tantos outros, deram o testemunho de Cristo com as virtudes cristãs e, depois, com o martírio, na Espanha.

Contexto da época
Em 711, um exército muçulmano conquistou o Reino Visigótico, que era região cristã. Colocaram a maior parte da Península Ibérica sob o jugo do islã numa campanha que durou oito anos. A região foi rebatizada de Alandalus pelos novos líderes. Em 750, muitos sobreviventes da dinastia de Damasco se mudaram para Córdova e ali fundaram o Emirado de Córdova, tornando a cidade um centro da cultura islâmica ibérica. Uma vez conquistada a Ibéria, a Charia (lei islâmica) foi imposta em todo o território. Os cristãos e os judeus eram chamados de os “povos do livro” e estavam sujeitos a um imposto, pago por pessoa, que os permitia viver sob o regime islâmico. Sob a charia, a blasfêmia contra o Islã eram motivos suficientes para a pena de morte.

O sacerdote Rodrigo
Sabe-se que Rodrigo era sacerdote e tinha dois irmãos, um católico e outro muçulmano. Seus irmãos viviam em contínuas brigas. Uma vez, Rodrigo foi apartar a briga e acabou apanhando dos dois irmãos. Enquanto estava meio desmaiado da surra, o irmão muçulmano colocou-o num carro e saiu pelas ruas dizendo que Rodrigo havia abraçado a fé islâmica. Depois que sarou, Rodrigo continuou exercitando o ministério. Então, os muçulmanos julgaram-no traidor e decidiram acabar com ele. Perante os julgadores, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”.
Santos Rodrigo e Salomão sofreram na prisão

Páscoa
Pouco se sabe sobre Salomão, porém, antes e depois da prisão, ele sofreu muito com Rodrigo por causa do cristianismo. Tal perseguição resultou no martírio de ambos, em 13 de março de 857. Eles transformaram a cadeia num oratório, e cultivaram uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram à fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e, degolados, foram martirizados.

Minha oração
“Pela virtude dos mártires de Córdoba, peço a graça de não mais trair Jesus em meus atos, palavras e pensamentos. Que eu seja fiel até os últimos momentos de minha vida!”
Santos Rodrigo e Salomão, rogai por nós!

PRIMEIRO ESCRUTÍNIO COM OS ELEITOS CATEDRAL NOSSA SENHORA DAS DORES

 PAIS DE CATEQUISANDOS PARTICIPAM DO PRIMEIRO ESCRUTÍNIO 2023

Catedral Nossa Senhora das Dores

Primeiro Escrutínio dos eleitos das turmas de jovens e adultos do catecumenato crismal de 2023, da Igreja Nossa Senhora das Dores, estiveram unidos com a comunidade, hoje dia 12 de março, para participar da santa Missa com seus familiares. Os eleitos irão receber os três sacramentos na vigília Pascal.

Objetivo

Estes ritos litúrgicos, que são três e que devem ser celebrados nos 3º, 4° e 5° domingo da quaresma, têm uma finalidade espiritual e por meio do exorcismo proporcionam a libertação do pecado e o fortalecimento em Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. 

Esta celebração do 1º. Escrutinio, 3°. DOMINGO DA QUARESMA: Neste primeiro escrutinio busca impregnar o espírito do eleito com o sen- tido de Cristo Redentor, que é a água viva.


Veja também

Jovens para o serviço do acolitado


Hoje também foram investidos três jovens para o serviço do acolitado, esse serviço faz parte da liturgia onde os mesmo colaboram nas celebrações. 

Antes da investidura os acólitos passaram por uma formação para o melhor servir ao altar.

A coordenadora Ayla explica que para participar do grupo de acólitos é necessário ser batizado, ter feito a primeira comunhão ou está participando do grupo de catequese.

Depoimento de Kassandra, mãe de dois coroinhas
Eu, como mãe de dois integrantes do grupo fico muito feliz que eles possam servir na nossa igreja e cada vez mais conhecer os ensinamentos de Jesus.

sábado, 11 de março de 2023

TERESINA RESSUSCITA COM CRISTO - TERESINA RISES CHRIST - VEJA SANTO DO DIA 11 DE MARÇO

 CONVITE


  



SANTO DO DIA 11 DE MARÇO

Santos Marcos Chong e Aleixo Se-yong, decapitados por seus parentes coreanos



Martirizados na Coreia com 70 e 19 anos [1866]Igreja que nasce no martírio
A história da Igreja é repleta de relatos de mártires, dentre eles, há uns mais conhecidos do que outros. Alguns nomes, como São Sebastião e Santa Luzia, são comuns entre os católicos. Outros mais recentes, como São Maximiliano Maria Kolbe, também são mais populares. Mas este texto pretende apresentar a você dois santos mártires, desconhecidos por muitos brasileiros, que, ao lado de outros, se tornaram verdadeiras bases da Igreja no Oriente: santos mártires Marcos Chong Ui-bae, catequista; e Aleixo U Se-yong, seu catequizando.



Fé na Coreia
Por causa da fé cristã, os dois foram ultrajados e flagelados pelos próprios parentes na Coreia em 1866. A oferta de vida deu origem à fé cristã na Coreia, que começa dois séculos antes, com a iniciativa de alguns leigos. O desenvolvimento das primeiras comunidades foi solidificado apenas no século XIX, com a chegada dos primeiros missionários vindos da França.

Mergulhando na vida dos mártires chineses
Poucos anos antes, nascia Marcos Chong Ui-bae. Filho de uma família pagã da nobreza local, Marcos se tornou professor, se casou e ficou viúvo. Foi aí que se sentiu tocado pelo testemunho de dois sacerdotes católicos martirizados: a alegria dos padres, mesmo diante da tortura, fez com que o jovem coreano se interessasse pelo catolicismo, a ponto de pedir o Batismo pouco tempo depois.
Santos Marcos Chong e Aleixo Se-yong: a vivência cristã

Vivência cristã
Catequista, aderiu a uma vida de pobreza e austeridade, ao lado da esposa, também cristã, se dedicou à caridade, prestando serviços aos doentes e aos órfãos, chegando a adotar uma criança. Mas seu testemunho não foi o suficiente para conter a onda de perseguições que surgia contra os cristãos. Marcos chegou a ajudar muitos católicos a deixar a Coreia, mas decidiu permanecer no próprio país.

O encontro
Conheceu um jovem, enviado pelo então bispo São Simeão Berneux, para ser catequizado: Aleixo U Se-Yong. Também oriundo de uma família rica, Aleixo rapidamente aceitou a pregação do Evangelho realizada por Marcos e se tornou cristão, abandonando a família que não aceitava aquela conversão, a ponto de ameaças e agressões físicas. Anos depois, fruto de sua intercessão, 20 membros de sua família aceitariam se tornarem cristãos.
A Perseguição e Negação

Perseguição
A perseguição contra os cristãos continuava: de um lado, o confucionismo, religião oficial do Estado, e, de outro, as tradições de veneração de ancestrais. Marcos Chong Ui-bae é preso. Seus algozes tentam em vão que ele denuncie outros católicos; Marcos oferece nomes de cristãos que já haviam morrido, em sinal do seu amor aos irmãos e sua fidelidade a Cristo. A Igreja relata que foi Aleixo quem se empenhou na tradução do Catecismo e de outros textos católicos para o idioma coreano.

Negou e arrependeu-se profundamente
Ao saber da prisão daquele que o havia catequizado, resolve negar a fé cristã e participa de um linchamento de um catequista. À semelhança de São Pedro, é irremediavelmente tomado por um arrependimento profundo de seus atos, resolve visitar um bispo na prisão, recebe o perdão dos pecados, mas acaba cativo, onde permaneceu firme na fé.
O Martírio e os Cristãos na Coreia

Decapitados em fidelidade a Deus
Em 11 de março de 1866, Marcos, aos 70 anos, e Aleixo, aos 19, caminharam juntos em direção ao martírio, quando foram decapitados, pelos próprios parentes. Os dois foram beatificados 102 anos depois, pelo Papa Paulo VI, e canonizados em 6 de maio de 1984, pelo Papa João Paulo II, ao lado de outros 93 mártires coreanos e 10 padres franceses. As estimativas é que cerca de 10 mil católicos coreanos foram martirizados no primeiro século de vida da Igreja naquele país. Em 2014, o Papa Francisco beatificou outros 124 coreanos, vítimas do martírio.

Os cristãos hoje na Coreia
Não há como não vincular o avanço da evangelização na Coreia do Sul à fé provada ao limite do martírio de homens, como São Marcos Chong Ui-bae, catequista, e São Aleixo U Se-yong. Hoje, a Coreia do Sul vê um considerável aumento no número de católicos. Segundo o relatório do Catholic Pastoral Institute of Korea, em 2018, os católicos sul-coreanos eram 5.866.510, enquanto que, em 1999, eram 3.946.844. Uma alta de 48,9%. Neste período de tempo, a porcentagem de católicos do país passou de 8,3% a 11,1%.
Reflexão e Oração

Lição para a vida pessoal
O que se aprende com esses dois santos? Em primeiro lugar, assim como na história de todos os mártires, a inegável fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho. Ainda que São Aleixo tenha apostatado, ciente do erro que havia cometido, volta confiante na misericórdia divina à comunhão da Igreja e da fé. Com eles também aprende-se que a pertença é inegociável, mesmo que, quando quem exige uma negação são os mais próximos. Mais que isso, ensinam a não desistir daqueles que perseguem, colocando em prática o ensino de Jesus de orar sem cessar por aqueles.

Minha oração
“Senhor Jesus, que o testemunho de São Marcos Chong Ui-bae, catequista, e São Aleixo U Se-yong, de terras e épocas tão diferentes das nossas, anime o nosso coração à busca contínua do amor e fidelidade a Jesus, sabendo que, com a nossa adesão radical ao Evangelho, outros também serão alcançados – na nossa família, na nossa cidade, no nosso país -, ainda que isto seja pago com o preço da nossa própria vida. Amém!”
Santos Marcos Chong e Aleixo Se-yong, rogai por nós!



sexta-feira, 10 de março de 2023

SANTO DO DIA 10 DE MARÇO


Santa Maria Eugênia de Jesus agiu corajosamente na contramão



Religiosa [1817-1898]Origem

Seu nome de batismo é Ana Eugênia Milleret de Brou. Mais tarde, se tornará Maria Eugênica de Jesus. Nasceu em Metz (França) em 25 de agosto 1817. Passou sua infância em sua casa natal, na fronteira entre Luxemburgo, Alemanha e França. Cresceu no seio de uma família incrédula. Seu pai era um alto funcionário, e sua mãe, descendente da nobreza da Bélgica e Luxemburgo, era excelente educadora. Ambos viviam um formalismo religioso. A família tinha um brasão: Nihil sine fide — nada sem fé —, que Ana Eugênia levou gravada em seu peito para toda a vida. Em 1830, seus pais se separam, e ela segue com a mãe para Paris. Dois anos depois, ela perde brutalmente a mãe devido a uma epidemia de cólera.



Encontro místico
Maria Eugênia teve um verdadeiro encontro místico com Jesus Cristo no dia de sua primeira comunhão no Natal de 1829: “Nunca o esqueci”. Anos depois, o pai a leva de volta para Paris. Ali, ela volta a ter uma experiência profunda com Deus, que direciona toda a sua vida. Era Quaresma de 1836, quando, ao ouvir uma pregação na Catedral de Notre Dame, ela afirma: “Sua palavra despertava em mim uma fé que nada pôde abalar. Minha vocação começou em Notre Dame”, diria mais tarde. Apaixona-se pela renovação do cristianismo.

Chamado à vida religiosa
Ana Eugênia, aos 18 anos, decidiu: “Quero dar todas as minhas forças, ou melhor, toda minha fragilidade, a essa Igreja!”. Sua experiência com Jesus e o desejo de gastar-se por Ele, fazendo a diferença na sociedade, foi crescendo cada dia mais. Aos 21 anos, com algumas companheiras, começou a Congregação das Religiosas da Assunção. E assumiu um novo nome: irmã Maria Eugênia de Jesus. Ela teve a coragem de se fazer discípula, seguidora de Jesus. Muitas jovens se deixaram contagiar pelo seu entusiasmo e por sua coragem. Essas, partilhando de seu mesmo sonho, juntaram-se a ela na nova congregação por ela fundada.
“O essencial é que o Bem se faça, seja por nossas mãos, sejam por outras.” (Santa Maria Eugênia de Jesus)

A obra da Assunção no mundo
O objetivo da nova fundação era alto: transformar a sociedade, através do Evangelho, pela educação. E um ponto de aplicação: as mulheres. Maria Eugênia de Jesus sonhou com missão na China – sonho que ainda não se realizou. Em mais de 50 anos de trabalho, espalhou comunidades por vários países da Europa, mas também na África, na América Latina, nas Filipinas (Ásia) e na Nova Caledônia (Oceania). Hoje, são mais de 1000 religiosas trabalhando em 31 países, inclusive no Brasil.

Saúde física e encontro com o Pai
Foi na velhice, depois de uma vida ofertada a Deus, que Maria Eugênia de Jesus vê sua saúde extremamente debilitada. Ela foi vencida por uma paralisia em 1897, e ali foi apagando-se aos poucos. Até o último instante de sua vida, procurou expressar sua bondade através de seu olhar. Uma de suas últimas frases foi esta: “Só me resta ser boa”. No dia 10 de março de 1898, encontra-se definitivamente com o Cristo ressuscitado, sua única paixão enquanto estava na Terra.

Frase da santa
“O desânimo está muito longe do meu espírito. Estamos bem convencidas de não haver em nós a santidade exigida pelas obras de Deus. Sendo assim, eu não me surpreenderia com nenhuma espécie de insucesso.”
O resultado de uma vida na Santidade

Fé e ação
“É preciso coragem para pensar diferente. É preciso coragem para agir diferente. É preciso coragem para ter personalidade, para expressar opiniões próprias, que muitas vezes vão na contramão em relação à maioria das pessoas.” Era assim que Maria Eugênia de Jesus, uma mulher de fé e de ação, se expressava e agia ao viver no século XIX. Sua vida tem muito a nos dizer, que já estamos no século XXI.

Reconhecimento nos altares
Maria Eugênia de Jesus sobe aos altares em 1975, onde foi beatificada pelo Papa São Paulo VI . Ao colocá-la como exemplo para toda a Igreja, o então Papa Paulo VI lançou um desafio: que, como Maria Eugênia, os cristãos tenham a audácia de fazer do Evangelho o seu projeto de vida. “Ousem” – dizia o Papa – “a viver a santidade”.

Canonização
Santa Maria Eugênia de Jesus foi canonizada pelo Papa Bento XVI, em 3 de junho de 2007, na Solenidade da Santíssima Trindade, destacando-se na homilia: “Maria Eugénia Milleret, durante a sua existência, encontrou forças para a sua missão, associando incessantemente contemplação e ação. Que o exemplo de Santa Maria Eugênia convide os homens e as mulheres de hoje a transmitir aos jovens os valores. Que os ajudem a tornar-se adultos fortes e testemunhas jubilosas do Ressuscitado”.

Oração que a própria santa fazia
“Peço a Deus o dom da oração contínua, o deixar-me a mim mesma e todo o apoio humano para um total apoio em Deus.”

Minha oração

“Senhor, que o meu coração seja inflamado deste amor que levou Santa Maria Eugênica de Jesus a dedicar toda a sua vida ao Evangelho, marcando a vida das mulheres do seu tempo, para que a sociedade pudesse ser transformada. Que minha vida doada em todos os ambientes em que estou inserido, deixe marcas do céu por onde eu passar. Que meus olhos e meu coração permaneçam sempre fixos em Ti. Amém.”
Santa Maria Eugênia de Jesus, rogai por nós!

Formação para Campanha da Fraternidade 2023

 


Aconteceu ontem dia 9 de março, no Centro Paroquial, a formação para Campanha da Fraternidade deste ano. O evento aconteceu às 19 horas.

Foto de Aryell ( PASCOM) da Catedral


quinta-feira, 9 de março de 2023

SANTO DO DIA 9


Santa Francisca Romana, exemplo de caridade a toda prova



Mãe, viúva, religiosa e fundadora [1384 – 1440]
Origens


Francisca é filha de um casal cristão que, na fé católica, educou a criança. E quem imaginaria que aquela pequena menina teria um dos corações mais caridosos que a Cidade Eterna já viu? Desde a mais tenra idade, Francisca manifestou aos seus pais e à comunidade o seu amor pelas coisas de Deus. Imitava sua mãe nas práticas de piedade e devoção.



Obediência acima do desejo
Fez voto de virgindade a Deus aspirando se tornar uma religiosa. No entanto, em obediência ao seu confessor e ao seu pai, a jovem é prometida em casamento a Lourenço Ponziani. O jovem é de família nobre, bom caráter e grande fortuna.

A serviço do Reino de Deus como esposa
Do matrimônio de Francisca com Lourenço nascem João Batista, João Evangelista e Inês. Sendo da nobreza de Roma, Francisca tinha a obrigação de se apresentar na sociedade usando belas joias e trajes deslumbrantes. Porém, a sua piedade não era sufocada por esses ricos vestidos, aproveitando todo tempo livre que tinha para se dedicar à oração. Não se esquecia das práticas de piedade que aprendera com sua mãe na infância.
Santa Francisca Romana: o “anjo da paz”

Sinal de paz
A sua própria família a considerava um anjo da paz, pois não omitia o ardente anseio que tinha por estar com Deus. Amava, de todo o seu coração, o Senhor, e por isso dedicou-se com inteireza na educação dos filhos, assumindo conscientemente a vocação matrimonial que Deus lhe permitiu viver.

Advogada da Cidade Eterna
O cenário que Roma se encontra é miserável e devastador. A fome, a doença e a guerra deixam suas marcas nas residências, nas famílias e nas ruas da cidade. A caridade floresce ainda mais no coração de Francisca. Por meio das obras, ela manifesta a sua fé através das generosas doações. Ela ajudava os mais necessitados, distribuindo alimentos entre eles. Quando o seu sogro a proibiu dessa prática, ela não se envergonhou em sair pelas ruas de Roma pedindo esmola para aqueles que viviam na miséria. Verdadeiramente, Francisca atraia consigo a manifestação da glória de Deus.

Luta contra a fome e a miséria
Certo dia, em companhia de uma amiga, buscando num celeiro vazio os grãos de trigo, com muito custo, recolheram alguns quilos para doar aos pobres. Após a sua saída, seu esposo Lourenço entrou no lugar e ali foi surpreendido com 40 sacos de trigo, cada um pesando 100 quilos. Os milagres começaram a deixar rastros por onde a Advogada da cidade de Roma passava. Lourenço, tocado pela fé da esposa, permitiu que ela trabalhasse para defender o povo romano da fome e da miséria.
Santa Francisca Romana passou por grandes provações

O palácio dos doentes
A Santa Romana enfrentou grandes provações: seu marido foi ferido gravemente em uma primeira invasão dos Colonna a Roma. O palácio da família foi saqueado e todos os bens confiscados. Para maior dor de Francisca, seu esposo Lourenço e seu filho João Batista partiram para o exílio. Com o flagelo da peste devastando a cidade, a Francisca fez do seu palácio um verdadeiro hospital, acolhendo os doentes e cuidando com amor maternal das vítimas que batiam a sua porta. Os seus dois filhos que restaram foram feridos pela peste e morreram. Nem ela escapou da doença, mas, por graça e milagre de Deus, foi curada, continuando sua incansável caridade.

Dons extraordinários
Francisca Romana recebeu de Deus muitas visões: o inferno e até mesmo o céu. Deus a consolou e lhe deu a graça de ver o seu anjo da guarda, tendo-o como um fiel companheiro e conselheiro de sua missão. Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu o dom do discernimento dos espíritos e do conselho, os quais usava para converter os pecadores.

A fé sem obras é morta
Francisca tem a alegria de receber em sua casa o seu esposo Lourenço e seu filho Batista, que retornaram do exílio. A mãe se alegrou com o casamento do filho e com a presença leal e compreensiva do marido, que bondosamente permitiu que a santa fundasse uma associação de religiosas seculares: a Sociedade das Oblatas da Santíssima Virgem Maria. Francisca vivia os conselhos evangélicos em sua casa, assim como as demais consagradas da ordem. Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca finalmente fez-se religiosa. Entrou como postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual — a aceitar os encargos de superiora e fundadora.
Espelho de santidade para todas as pessoas

Páscoa
Santa Francisca Romana, após três anos no convento, por força maternal, viu-se obrigada a retornar para o palácio para cuidar de seu filho. Ali mesmo ela foi acometida por uma pleurisia e percebeu que se aproximava o dia de sua páscoa. Em meio aos sofrimentos da doença, aconselhou suas filhas espirituais, partindo desse mundo no dia 9 de março após a oração das vésperas. Ao elevá-la às honras dos altares, em maio de 1608, o Papa Paulo V qualificou-a de “a mais romana de todas as santas”. E o Cardeal São Roberto Belarmino, que contribuiu, decisivamente, com seu voto, para a canonização, declarou no Consistório: “A proclamação da santidade de Francisca será de admirável proveito para classes muito diferentes de pessoas: as virgens, as mulheres casadas, as viúvas e as religiosas”.

Minha oração
“Virgem Maria, nossa querida Santa Francisca Romana, seguiu Seu exemplo de caridade extrema. Pedimos a sua intercessão para que as mulheres e homens do nosso tempo vivam a caridade acima de tudo.”
Santa Francisca Romana, rogai por nós!

Paróquia Nossa Senhora das Dores

quarta-feira, 8 de março de 2023

SANTO DO DIA 8 DE MARÇO


São João de Deus ensinou: "Fazei bem, a vós mesmos, ajudando os pobres"



Religioso e fundador da Ordem Hospitaleira [1495 – 1550]Padroeiro



Desde 1886 é o patrono oficial dos doentes e dos Hospitais, junto com São Camilo e, desde 1930, padroeiro dos enfermeiros e suas associações católicas. Alguns países também o tomam como padroeiro dos bombeiros.



Origens
Nasceu em Montemor-o-Novo, próximo de Évora, Portugal. Recebeu o nome de João Cidade, que depois se tornaria João de Deus. Aos 8 anos, decidiu seguir um clérigo até a cidade de Oropesa na Espanha. Lá, ele morou com uma família rica, colaborando com seus pastores e serventes, até os 27 anos.

Vida: de soldado até livreiro
Alistou-se no exército e combateu pelo menos duas batalhas importantes em Fuenterrabia e em Viena, invadidas pelos turcos. Depois de Viena voltou a Portugal, seus pais já tinham morrido e não quis ficar por lá. Retornou a Espanha, seguindo para Sevilha e depois para Gibraltar e Ceuta, onde serviu, com heroísmo, uma família portuguesa, exilada, que ficou doente. A seguir retornou a Gibraltar, começando a vender livros, como ambulante, para sobreviver. Buscando vida mais estável, se mudou para Granada, onde abriu uma livraria. Entre todos os empregos que teve até então, o de ser livreiro foi o que mais gostou: apaixonou-se logo pelos livros, que os considerou também como uma ajuda para a oração e a fé, sobretudo aqueles com imagens sagradas.
São João de Deus e a Vocação aos Doentes

Doentes
Certo dia, em Granada, João ouviu um sermão do místico João de Ávila que o iluminou e o perturbou tanto que precisou de internação hospitalar. Então, decidiu vender tudo e dar aos pobres. Logo, começou a sair pelas ruas pedindo esmolas para os pobres, utilizando uma fórmula especial que se tornaria o lema de sua futura congregação: “Fazei bem, irmãos, a vós mesmos, ajudando os pobres”.

O que acontecia no hospital psiquiátrico
No hospital, João descobriu os últimos entre os doentes, trancados por suas famílias para se esconder e se livrar deles. Além do mais, experimentou os métodos com os quais eram tratados os doentes: verdadeiras torturas. Assim, entendeu que deveria fazer algo para aqueles irmãos mais infelizes, porque Deus queria. Quando terminou a sua experiência no manicômio, João foi ter com o Bispo, diante do qual se comprometeu em viver pelos que sofriam e a acolher os que quisessem fazer a mesma coisa.

A Ordem Hospitaleira
A Providência deu-lhe dois confrades de início: Eles seriam os primeiros Irmãos de São João de Deus. Apesar de não ter noções de medicina, estava ciente de que devia tratar dos doentes de modo novo, ou seja, ouvindo-os e satisfazendo as suas necessidades de diversas maneiras. Desta forma, conseguiu fundar um primeiro hospital, segundo estes ditames, em Granada, dedicando-se, ao mesmo tempo, aos órfãos, prostitutas e desempregados. Seu foco era a certeza de que a cura do espírito gerava a cura do corpo.

Páscoa
João faleceu aos 55 anos, enquanto rezava de joelhos e apertava ao peito um crucifixo. Ele não deixou nenhuma regra escrita, mas a sua obra de caridade já estava bem encaminhada e seus coirmãos continuavam inspirados por ele. São João de Deus foi canonizado em 1690, 60 anos após sua beatificação.
A Ordem Hospitaleira de São João de Deus

Princípios InstitucionaisTemos como centro de interesse, para todos os que vivemos e trabalhamos no hospital ou em qualquer outra obra assistencial, a pessoa assistida;
Empenhamo-nos decididamente na defesa e promoção da vida humana;
Reconhecemos à pessoa assistida o direito de ser convenientemente informada sobre o seu estado de saúde;
Observamos as exigências do segredo profissional, fazendo que sejam igualmente respeitadas por todos os que se aproximam dos doentes e necessitados;
Defendemos o direito de morrer com dignidade, respeitando e satisfazendo os justos desejos e as necessidades espirituais daqueles que estão prestes a morrer, conscientes de que a vida humana tem um termo temporal e é chamada à sua plenitude em Cristo;
Respeitamos a liberdade de consciência das pessoas que assistimos e a dos nossos colaboradores, mas exigimos com firmeza que seja aceite e respeitada a identidade dos nossos centros hospitalares;
Valorizamos e promovemos as qualidades e o profissionalismo dos nossos colaboradores e estimulamo-los a participar ativamente na missão da Ordem e, em função das suas capacidades e âmbitos de responsabilidade, tornamo-los participantes no processo de decisão das nossas Obras apostólicas;
Opomo-nos à procura do lucro, por conseguinte, observamos e exigimos que sejam respeitadas as normas econômicas justas.

Congregação na Atualidade
Na atualidade, são aproximadamente 1000 irmãos, distribuídos por 53 países, em cerca de 200 comunidades, atendendo mais de 400 obras assistenciais: hospitais, clínicas, lares, centros de reabilitação, albergues, centros de saúde mental, ambulatórios, projetos sociais e escolas de enfermagem. Com eles estão 58.000 profissionais de saúde, 30.000 voluntários e milhares de benfeitores.

No Brasil
A Ordem Hospitaleira de São João de Deus opera no Brasil, sem interrupção, há 70 anos, trazida pelos Irmãos Portugueses. Estão atuando em Itaipava – Petrópolis (RJ) e Aparecida do Taboado (MS).
Devoção a São João de Deus

Oração
Senhor, vós inflamastes São João de Deus no fogo da caridade para que fosse na terra apóstolo dos pecadores, socorro dos pobres e saúde dos enfermos; e no céu o constituístes alívio dos que sofrem, padroeiro e modelo dos profissionais de saúde. Ensinai-nos a imitá-lo na Hospitalidade, e a comprometer-nos na construção do vosso Reino de paz e misericórdia. E, por sua intercessão, concedei-nos as graças de que necessitamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.

Minha oração
“Querido santo, quantas maravilhas Deus fez em ti, através do amor aos doentes, e quantas ainda ele pode fazer em mim. Livrai-me da cultura do descartável, dos pensamentos de exclusão e eutanásia para com os enfermos. Ensinai-me a aprender a enxergar Jesus nesses seus filhos sofredores e a cuidar de cada qual como se fossem o Cristo. Amém.”
São João de Deus, rogai por nós!

DIA 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Papa Francisco saúda grupo de mulheres presentes na Praça São Pedro para a Audiência Geral

Dia Internacional da Mulher: um olhar criativo e um coração terno
"Neste dia Internacional da mulher, agradeço-lhes pelo empenho na construção de uma sociedade mais humana, através da sua capacidade de perceber a realidade com um olhar criativo e um coração terno. Este é um privilégio apenas das mulheres!"



Ir. Grazielle Rigotti - Cidade do Vaticano
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O Dia Internacional da mulher traz em si um resgate de valores que são essencialmente femininos. Muito além de uma luta de gêneros, a data comemorativa procura ressaltar características que lhe são particulares. Em sua Audiência Geral desta manhã o Papa Francisco relembra em sua catequese, de forma especial, a celebração de hoje:

Neste dia Internacional da mulher, agradeço-lhes pelo empenho na construção de uma sociedade mais humana, através da sua capacidade de perceber a realidade com um olhar criativo e um coração terno. Este é um privilégio apenas das mulheres! Uma bênção especial para todas as mulheres presentes na praça. E uma salva de palmas para as mulheres! Elas merecem!’

De fato, olhar para a mulher neste dia, faz retomar as características divinas que levam à afirmação de que Deus é Pai, e também é Mãe. E pensando à maternidade divina, se confirmam estas duas características humanas: a criatividade e a ternura.

A criatividade como dom do Espírito, que faz ver com olhar potencialmente confiante a criatura divina, por vezes reduzida aos limites da própria realidade. Discorrendo ainda sobre o tema da Evangelização, o Papa relembrou a responsabilidade de cada evangelizador e evangelizadora em anunciar com a criatividade que é característica própria da vida cristã. Nesta missão, muitas mulheres doam suas vidas no caminho do seguimento de Jesus, iniciado no batismo.

Também à imagem de Deus que ama a todos os seus filhos com coração grande e terno, vemos ressoar nas mulheres o desafio de acolher a humanidade, principalmente os mais pobres e sofredores, com a característica própria do coração de Deus: sua ternura infinita com a qual abraça a todos os seus filhos, e a cada um em particular.

Diante de Nossa Senhora, espelho e modelo de vida cristã, está refletida a imagem do sonho de Deus para todo ser humano, por isso, de modo especial neste dia, o apelo seja adentrar no espaço sagrado do próprio interior com olhos novos, sempre mais inspiradas e inspirados pelo Espírito, pela Santa Ruah, que guia e dá dinamismo e feminilidade à vida cristã.

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR


ANUNCIAÇÃO DO SENHOR




No Oriente, em meados do século VI, esta festa era celebrada em 25 de março; depois, também em Roma, a partir do século VII. Por ser uma festa, que diz respeito ao Senhor Jesus e à sua entrada na história, a nova disposição litúrgica preferiu comemorá-la com o título de "Anunciação do Senhor", para diferenciá-la da festa popular da Anunciação de Maria. A solenidade da “Anunciação do Senhor” é uma festa natalina, embora não seja celebrada na época de Natal, porque aconteceu nove meses antes do Nascimento de Jesus, com a sua encarnação no seio da Virgem Maria.