segunda-feira, 4 de abril de 2022

O Papa: "Nós não aprendemos, estamos apaixonados pelas guerras e pelo espírito de Caim"


Papa Francisco, coletiva de imprensa (Foto arquivo)  (Papa Francisco, coletiva de imprensa (Foto arquivo)

O Papa: "Nós não aprendemos, estamos apaixonados pelas guerras e pelo espírito de Caim"


No diálogo com os jornalistas no voo de retorno de Malta, Francisco respondeu perguntas sobre a possibilidade de uma viagem a Kiev e sobre o horror da guerra.

Fonte https://www.vaticannews.va/




Vatican News


"Não aprendemos! Que o Senhor tenha piedade de nós, de todos nós, todos nós somos culpados"! O Papa Francisco com os jornalistas no voo de retorno de Malta, depois de recordar o que o impressionou sobre a acolhida da ilha, retorna a falar sobre a guerra.



Andrea Rossitto (TVM)


Obrigado por sua presença em Malta, minha pergunta é sobre a surpresa desta manhã na capela onde está enterrado São Giorgio Preca. O que o motivou a fazer esta surpresa aos malteses e o que se recordará desta visita a Malta. E ainda, como está sua saúde? Nós o vimos durante esta viagem muito intensa. Correu tudo bem, digamos. Muito obrigado.

A minha saúde é um pouco caprichosa, tenho este problema com meu joelho que traz problemas na caminhada, é um pouco chato, mas está melhorando, pelo menos eu posso andar. Duas semanas atrás, eu não podia fazer nada. É uma coisa lenta, vamos ver se melhora, mas há a dúvida de que nesta idade você não sabe como isso vai acabar, vamos esperar que corra tudo bem. E depois sobre Malta: fiquei feliz com a visita, vi as realidades de Malta, vi um entusiasmo impressionante do povo, seja em Gozo, seja em Malta La Valletta e nos outros lugares. Um grande entusiasmo nas ruas me surpreendeu, foi um pouco breve, o problema que eu vi para vocês e também um dos problemas é a migração. O problema dos migrantes é sério porque Grécia, Chipre, Malta, Itália, Espanha, são os países mais próximos da África e do Oriente Médio e aterrissam aqui, eles chegam aqui, os migrantes devem ser sempre acolhidos!


O problema é que cada governo tem que dizer quantos podem receber normalmente para viver ali. Para isso você precisa de um acordo com os países da Europa e nem todos eles estão dispostos a receber os migrantes. Esquecemos que a Europa foi feita por migrantes, certo? Mas é assim que as coisas são, mas pelo menos não deixar todo o peso para esses países vizinhos que são tão generosos, e Malta é um deles. Hoje eu estive no centro de acolhida de migrantes e as coisas que ouvi lá são terríveis, o sofrimento dessas pessoas para chegar aqui e depois os lagers, há lagers, que estão na costa líbica, quando são mandadas de volta. Isso parece criminoso, não parece? É por isso que eu acho que é um problema que toca o coração de todos. Assim como a Europa está abrindo espaço tão generosamente para os ucranianos que batem à porta, assim também para os outros que vêm do Mediterrâneo. Este é um ponto com o qual terminei a visita e me tocou muito, porque ouvi os testemunhos, os sofrimentos que são mais ou menos como aqueles que eu acho que lhes disse que estão naquele pequeno livro que saiu, "Hermanito" em espanhol, "Irmãozinho", e toda a Via-Sacra destas pessoas. Um que falou hoje teve que pagar quatro vezes, peço-lhes que pensem sobre isto. Obrigado

Jorge Antelo Barcia (RNA)


No voo que nos levou a Malta, o senhor disse a um colega que uma viagem a Kiev estava sobre a mesa e já em Malta fez referências à sua proximidade ao povo ucraniano, e na sexta-feira em Roma o presidente da Polônia deixou a porta aberta para uma viagem à fronteira com a Polônia. Hoje ficamos impressionados com as imagens vindas de Bucha, uma localidade perto de Kiev, abandonada pelo exército russo, onde os ucranianos encontraram dezenas de cadáveres jogados na rua, alguns com as mãos atadas, como se tivessem sido "executados". Parece que hoje sua presença ali seja cada vez mais necessária. O senhor acha que uma viagem como esta é possível? E quais condições teriam que ser cumpridas para que o senhor fosse lá?

Obrigado por me dar esta notícia de hoje que eu ainda não sabia. A guerra é sempre uma crueldade, uma coisa desumana, que vai contra o espírito humano, eu não digo cristão, humano. É o espírito de Caim, o espírito 'Caimista'... Estou disposto a fazer tudo o que precisa ser feito, e a Santa Sé, especialmente o lado diplomático, o cardeal Parolin e dom Gallagher, estão fazendo tudo, mas tudo, não se pode publicar tudo o que eles fazem, por prudência, por confidencialidade, mas estamos no limite do nosso trabalho. Entre as possibilidades está a viagem: há duas viagens possíveis: uma delas me pediu o presidente da Polônia para enviar o cardeal Krajewski para visitar os ucranianos que foram recebidos na Polônia. Ele já foi duas vezes, levou duas ambulâncias e ficou com eles, mas fará isso em outra ocasião, ele está disposto a fazer isso. A outra viagem que alguém me perguntou, mais de um, eu disse com sinceridade que eu tinha em mente de fazê-la, que há sempre a minha disponibilidade, não há o não, eu estou disponível. O que pensa sobre uma viagem, a pergunta era assim: "ouvimos dizer que o senhor estava pensando em uma viagem à Ucrânia", eu disse que ela está sobre a mesa, está ali como uma das propostas que chegaram, mas não sei se poderá ser feita, se é conveniente fazê-la e se seria para o melhor ou se é conveniente fazê-la e devo fazê-la, tudo isso está no ar. Depois há tempo, se tinha pensado em um encontro com o Patriarca Kirill, se está trabalhando para isso, se está trabalhando, e está se pensando no Oriente Médio para fazê-lo, estas são as coisas como elas são agora.

Gerry O’Connel (America Magazine)

Durante esta viagem, o senhor várias vezes falou da guerra. A pergunta que todos fazem desde o início da guerra é se o senhor falou com o presidente Putin e se não, o que lhe diria hoje?


As coisas que disse às autoridades de cada lado são públicas. Nada do que disse é reservado para mim. Quando falei com o Patriarca, ele depois fez uma bela declaração daquilo que dissemos. Falei com o presidente da Rússia no final do ano, quando ele me ligou para as felicitações. Falei duas vezes com o presidente da Ucrânia. Depois, no primeiro dia de guerra pensei que deveria ir à embaixada russa para falar com o embaixador, que é o representante do povo e fazer minhas perguntas e dizer as minhas impressões sobre o caso. Estes foram os contatos oficiais que tive. Com a Rússia, fiz através da embaixada. Também falei com o arcebispo-mor de Kiev, Dom Schevchuck. Falei ainda com regularidade a cada dois ou três dias com um de vocês, Elisabetta Piqué, que estava em Lviv e agora está em Odessa. Ela me diz como estão as coisas. Falei também com o reitor do seminário. Mas como disse, estou em contato também com um de vocês. Falando deste tema, gostaria de dar os meus pêsames pelos colegas de vocês que morreram. Estejam de que parte estejam, não interessa. Mas o trabalho de vocês é pelo bem comum e essas pessoas morreram em serviço pelo bem comum. Pela informação. Não nos esqueçamos deles. Foram corajosos e eu rezo por eles para que o Senhor lhes dê o prêmio pelo seu trabalho. Estes foram os contatos feitos até agora.


Mas qual seria a mensagem para Putin se tivesse a possibilidade (de falar com ele)?


As mensagens que dei a todas as autoridades são as que fiz publicamente. Não tenho linguagem dupla. Faço sempre o mesmo. Creio que na sua pergunta exista também uma dúvida sobre guerras justas e injustas. Toda guerra nasce de uma injustiça, sempre. Porque há o esquema da guerra. Não há o esquema da paz. Por exemplo, fazer investimentos para comprar as armas. Dizem: mas precisamos delas para nos defender. Este é o esquema da guerra. Quando Segunda Guerra Mundial acabou, todos respiraram o “nunca mais a guerra” e a paz. Começou uma onda de trabalho pela paz também com a boa vontade de não dar as armas, as armas atômicas naquele momento, pela paz, depois de Hiroshima e Nagasaki. Havia uma grande boa vontade.

Setenta anos depois, esquecemos tudo isso. É assim que o esquema da guerra se impõe. Havia muitas esperanças no trabalho das Nações Unidas na época. Mas o esquema de guerra se impôs mais uma vez. Nós não podemos pensar outro esquema, não estamos mais acostumados a pensar no esquema da paz. Houve grandes personagens, como Ghandi e outros que menciono no final da encíclica “Fratelli tutti”, que apostaram no esquema da paz. Mas nós fomos teimosos como humanidade. Somos apaixonados pelas guerras, pelo espírito de Caim. Não por acaso, no início da Bíblica há este problema: o espírito “caimista” de matar ao invés do espírito da paz. Pai, não se pode! Conto algo pessoal de quando estive em 2014 em Redipuglia e vi os nomes dos jovens, eu chorei. Realmente chorei de amargura. Depois, um ou dois anos depois, para o dia de Finados fui celebrar em Anzio e vi os nomes dos jovens mortos ali. Todos jovens e também ali chorei. Realmente. É preciso chorar sobre os túmulos. Há algo que respeito porque existe um problema político. Quando houve a celebração do desembarque na Normandia, os chefes de Estado se reuniram para comemorar. Mas não lembro se alguém citou os 30 mil jovens que ficaram ali na praia. A juventude não conta. Isso me faz pensar. Estou entristecido. Não aprendemos. Que o Senhor tenha piedade de nós, de todos nós. Todos somos culpados!

SANTO DO DIA 4 DE ABRIL

 


Santo Isidoro, bispo, pai dos concílios e mestre da Igreja



Bispo e doutor da Igreja [560 – 636]

Berço
Nasceu numa família hispânica-romana muito cristã. Seu pai chamava-se Severiano, foi prefeito de Cartagena e a administrava dentro dos preceitos católicos. Sua mãe, com o nome de Teodora, educou os filhos dentro da fé cristão católica. Como fruto, quatro deles foram elevados aos altares da Igreja: Isidoro (4/4), Fulgêncio (14/1), Leandro (27/2) e Florentina (20/6).

Vida cotidiano
Teve como referencial de vida a figura do irmão Leandro, pois o pai falecera cedo. Formou-se em Sevilha, estudando o latim, grego e hebraico. Ordenou-se sacerdote e, mais tarde, como bispo, sucedeu seu irmão como Bispo de Sevilha por quase quatro décadas.

Fragilidade
Isidoro, quando iniciou os seus estudos, teve muitas dificuldades de aprendizagem, inclusive gazeando aulas, trazendo grande preocupação para a família e os professores. Conta-se que, observando certa vez num poço, como as frágeis cordas fizeram sulcos profundos na dura rocha, tirou uma grande lição. E a Divina Providência completou a obra, tornando-o como homem mais sábio de sua época.

Via de santificação
Dedicou a vida aos estudos, sendo autor de numerosos livros que tratam de todo o ser humano, da agronomia à medicina, da teologia à economia doméstica.

Trabalhou na conversão dos visigodos arianos, foi responsável pela conversão dos judeus espanhóis.

Como bispo, organizou núcleos escolares nas casas religiosas, que são considerados os embriões dos atuais seminários.

Presidiu o II Concílio de Sevilha, em 619, e o IV Concílio de Toledo, em 633, do qual saíram leis muito importante para a Igreja.

Referência na Igreja
Foi chamado “Pai dos Concílios” e “mestre da Igreja” da Idade Média.

Morte
No dia 4 de abril de 636, sentindo que a morte estava se aproximando dele, dividiu os seus bens com os pobres, publicamente pediu perdão para os seus pecados, recebeu, pela última vez, a eucaristia e, orando aos pés do altar, ali morreu.

Doutor da Igreja
Em 1722, foi proclamado pelo Papa Bento XIV Santo Isidoro de Sevilha, doutor da Igreja.

Oração
Ouvi, ó Deus, as nossas preces na comemoração de Santo Isidoro, para que a sua intercessão ajude a Igreja, por ele alimentada com a vossa doutrina. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

TERESINA RESSUSCITA COM CRISTO - PROGRAMAÇÃO

 





domingo, 3 de abril de 2022

SANTO DO DIA 3 ABRIL

 

Fonte - /www.vaticannews.va

San Sisto I, Basilica di san Paolo fuori le mura 

Sisto era filho de dois pastores, provenientes da VII região da Cidade, chamada Via Lata, perto da atual Via do Corso, onde ainda existe uma rua com este nome. Na realidade, seu verdadeiro nome era "Xystus", provavelmente de origem grega, que podia ser confundido com sexto, erroneamente avaliado, também porque foi o sétimo Papa, ou seja, o sexto depois de São Pedro.
O sexto pontificado depois de Pedro

Eleito, por volta do ano 115, algumas regras de culto, muito importantes, foram, certamente, atribuídas a ele. Por exemplo, decidiu que, durante a consagração, ninguém, além dos ministros de culto, podia tocar o cálice sagrado e a patena; ele também introduziu na Missa que, após o Prefácio, a oração do "Santo" fosse recitada em forma conjunta, entre o sacerdote e a assembleia; ao que parece, também a fórmula final do "Ite Missa est", embora não seja confirmada historicamente.
Ele estabeleceu, porém, com certeza, que os Bispos, que visitassem a Santa Sé, deviam voltar para as suas dioceses com uma Carta do Papa, que comprovava a sua plena comunhão com o Sucessor de Pedro.
Não é certeza, enfim, que tenha sido ele a introduzir o uso da água no rito Eucarístico e da água benta para as abluções.
No entanto, foram-lhe atribuídas duas Cartas de cunho doutrinário: uma, sobre a SS. Trindade; a outra, sobre a Primazia do Bispo de Roma, que alguns, todavia, consideram apócrifa.
Durante o Pontificado de Sisto, tiveram início, provavelmente, as primeiras divergências com as Igrejas Orientais, enquanto parece ter sido ele a enviar os primeiros missionários para evangelizar a Gália, entre os quais São Peregrino.
Equívoco sobre o martírio e as relíquias

São Sisto faleceu, por volta do ano 125, provavelmente decapitado. No início, fora indicado como mártir. No entanto, uma vez que não são se tinham detalhes sobre o seu martírio, o Calendário Universal da Igreja não o inclui, hoje, entre os mártires. No começo, foi sepultado na necrópole vaticana; dez séculos depois, seus restos mortais foram transladados para Alatri. Desde então, a cidade de Frusinate contende, com a vizinha Alife - hoje na região de Caserta - São Sisto como padroeiro.
Na realidade, as relíquias do seu corpo, segundo as últimas revelações, são conservadas em ambas as cidades; outras, também atribuídas a São Sisto, encontram-se na homônima igreja na Via Ápia, em Roma, e até em uma teca, em uma Capela da Catedral da Assunção, em Savona, doada à cidade pelo Papa Paulo V.

"Conversão" é a palavra deste V Domingo da Quaresma

 


"Conversão" é a palavra deste V Domingo da Quaresma


Fonte www.vaticannews.va

"Oásis" é o nome do projeto do Vatican News que nos acompanha durante todo o período quaresmal até à Páscoa. O salesiano Padre Pedro André nos guia neste itinerário, inspirando-se a cada domingo numa palavra. A de hoje é "conversão".



Vatican News

Jesus nos ensina que todos somos pecadores e que, ao julgar alguém, estamos julgando a nós mesmos. A mulher que estava prestes a ser apedrejada encontra acolhida na atitude corajosa de Jesus, que era o único ali que poderia julgá-la.

Além de não a condenar, Jesus a convida a seguir uma vida nova, isto é, que ela não volte mais a pecar; pelo contrário, que devia assumir um novo modo de viver, longe do pecado, trilhando um caminho de conversão.

Cada encontro com Jesus que os evangelhos descrevem provoca uma reação e geralmente leva a uma vida nova, que, além da graça dada por Deus, exige o esforço contínuo para não voltar atrás.

A conversão, que não é um processo que ocorre uma única vez, deve ser uma constante na vida de todo seguidor de Jesus.

 Fonte - www.vaticannews.va

Papa: a misericórdia é o coração de Deus, que sempre deixa aberta uma possibilidade

 

Papa: a misericórdia é o coração de Deus, que sempre deixa aberta uma possibilidade

Fonte - www.vaticannews.va

Na homilia na Missa celebrada na terra que acolheu São Paulo depois de ter naufragado, Francisco falou de perdão e misericórdia: "Deus que sempre perdoa, continua a crer em nós e todas as vezes dá a possibilidade de recomeçar. Não há pecado ou fracasso que, levados a Ele, não possam tornar-se ocasião para começar uma vida nova, diferente, sob o signo da misericórdia.”



Jackson Erpen - Cidade do Vaticano



Neste domingo, 3, o Papa Francisco deu prosseguimento a sua “breve mas bela” viagem à República de Malta. Depois da oração na Gruta e Basílica de São Paulo em Rabat, foi a vez de encontrar os fiéis malteses para a Missa na Praça dos Celeiros, em Floriana.

Perdão e misericórdia: na homilia, inspirada no episódio da mulher adúltera narrada no Evangelho de João, o Papa recorda que ela “conheceu a misericórdia na sua miséria e volta curada pelo perdão de Jesus”, o que nos sugere, como Igreja, “que principiemos de novo a frequentar a escola do Evangelho, a escola do Deus da esperança que sempre nos surpreende”, pois se imitarmos Jesus, “não seremos levados a concentrar-nos na denúncia dos pecados, mas a sair amorosamente à procura dos pecadores.”

Dirigindo-se aos cerca de 20 mil fiéis e representantes de diversas religiões presentes na celebração, o Papa começa explicando que as pessoas procuram Jesus para escutá-lo, pois “sua doutrina não é abstrata, toca a vida e liberta-a, transforma-a, renova-a”, o que revela o “faro do povo de Deus”, “que não se contenta com o templo feito de pedras, mas reúne-se à volta da pessoa de Jesus”.

Mas havia alguns ausentes: a mulher - uma pessoa perdida, extraviada procurando a felicidade por caminhos errados -, e seus acusadores, os escribas e fariseus, que “pensam que já sabem tudo, não precisam do ensinamento de Jesus”.
A traça da hipocrisia e o vício de apontar o dedo


Os acusadores da mulher adúltera - explica Francisco - são aqueles que se vangloriam de “observadores da lei de Deus, pessoas regradas e justas. Não se preocupam com os próprios defeitos, mas mostram-se muito atentos na descoberta dos alheios”, ou seja, procuram Jesus não para escutá-lo, mas para encontrarem um motivo de queda para acusá-lo:





É um intento que fotografa a interioridade destas pessoas cultas e religiosas, que conhecem as Escrituras, frequentam o templo, mas subordinam tudo isto aos próprios interesses e não combatem os pensamentos maus que se agitam no seu coração. Aos olhos do povo, parecem peritos de Deus, e contudo não reconhecem Jesus; antes pelo contrário, veem-No como um inimigo que precisam de eliminar. Para o conseguir, colocam diante d’Ele uma pessoa, como se fosse uma coisa, chamando-a desdenhosamente «esta mulher» e denunciando publicamente o seu adultério. Pressionam para que a mulher seja apedrejada, derramando sobre ela a aversão que eles sentem pela compaixão de Jesus. E fazem tudo isto sob o manto da sua fama de homens religiosos.

Esse fato, explica Francisco, mostra que mesmo na nossa religiosidade “se podem insinuar a traça da hipocrisia e o vício de apontar o dedo; e isto a todo o momento, em qualquer comunidade”:


Há sempre o perigo de entender mal Jesus, ter o seu nome nos lábios, mas negá-Lo nas obras. E pode-se fazê-lo mesmo quando se levantam estandartes com a cruz.
A misericórdia é o coração de Deus


“Então – pergunta o Papa - como saber se somos discípulos na escola do Mestre?” “Pelo nosso olhar – responde - pelo modo como olhamos para o próximo”, que pode ser como o faz Jesus, com misericórdia, ou como os acusadores do Evangelho, de forma acusatória e com desdenho:


Na realidade, quem julga defender a fé apontando o dedo contra os outros, até pode possuir uma visão religiosa, mas não adota o espírito do Evangelho, porque esquece a misericórdia, que é o coração de Deus.
Pobreza interior, tesouro mais precioso do homem


Mas para compreender se somos verdadeiros discípulos do Mestre, “é preciso verificar também como olhamos para nós mesmos”. Os acusadores de que fala o Evangelho julgam não ter nada para aprender, sua aparência externa é perfeita, “mas falta a verdade do coração”:


São a figura dos crentes de cada época que fazem da fé um elemento de fachada, onde sobressai o aspeto exterior solene, mas falta a pobreza interior, que é o tesouro mais precioso do homem. De fato, para Jesus o que conta é a abertura disponível de quem não se sente perfeito, mas necessitado de salvação.
Jesus busca a verdade do coração


Neste sentido, “quando estivermos em oração e mesmo quando tomarmos parte em belas cerimônias religiosas, será bom perguntarmo-nos se estamos sintonizados com o Senhor”, perguntando a Ele: «Jesus, estou aqui convosco, mas Vós que quereis de mim? Que quereis que mude no meu coração, na minha vida? Como quereis que veja os outros?».

Perguntas de grande valia, “porque o Mestre não Se satisfaz com a aparência, mas busca a verdade do coração. E quando Lhe abrimos de verdade o coração, Jesus pode operar maravilhas em nós.” E isso, acontece com a mulher adúltera, “sua situação parece irremediável, mas aos seus olhos abre-se um horizonte novo, inconcebível”:

Coberta de insultos, pronta a receber palavras implacáveis e severos castigos, com maravilha vê-se absolvida por Deus, que lhe abre de par em par um futuro inesperado: «Ninguém te condenou? – diz-lhe Jesus – Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar». Que diferença entre o Mestre e os acusadores! Estes citaram a Escritura para condenar; Jesus, Palavra de Deus em pessoa, reabilita completamente a mulher, restituindo-lhe a esperança.
Pecados e fracassos, ocasião para vida nova sob o signo da misericórdia


Este caso, diz o Papa, nos ensina “que qualquer advertência, se não for movida pela caridade e não contiver caridade, afunda ainda mais quem a recebe. Deus, pelo contrário, deixa sempre aberta uma possibilidade e sabe encontrar, todas as vezes, caminhos de libertação e salvação”:

A vida daquela mulher muda graças ao perdão. Apetece-me pensar que, perdoada por Jesus, ela por sua vez aprendeu a perdoar. Talvez passasse a ver os seus acusadores, já não como pessoas rígidas e perversas, mas como aqueles que lhe permitiram encontrar Jesus. O Senhor quer que também nós, seus discípulos, nós como Igreja, perdoados por Ele, nos tornemos testemunhas incansáveis de reconciliação: testemunhas dum Deus para o Qual não existe a palavra «irrecuperável»; dum Deus que sempre perdoa, continua a crer em nós e todas as vezes dá a possibilidade de recomeçar. Não há pecado ou fracasso que, levados a Ele, não possam tornar-se ocasião para começar uma vida nova, diferente, sob o signo da misericórdia.
Deus nos visita através das nossas chagas interiores


O Senhor Jesus é assim, diz o Santo Padre. Bem o sabe, quem fez experiência do seu perdão, como por exemplo a mulher do Evangelho, que descobre “que Deus nos visita através das nossas chagas interiores: é sobretudo nestas que o Senhor prefere fazer-Se presente, pois não veio para os sãos, mas para os doentes”:

E hoje esta mulher, que conheceu a misericórdia na sua miséria e volta curada pelo perdão de Jesus, sugere-nos, como Igreja, que principiemos de novo a frequentar a escola do Evangelho, a escola do Deus da esperança que sempre nos surpreende. Se O imitarmos, não seremos levados a concentrar-nos na denúncia dos pecados, mas a sair amorosamente à procura dos pecadores. Não ficaremos a contar os presentes, mas iremos em busca dos ausentes. Não voltaremos a apontar o dedo, mas começaremos a pôr-nos à escuta. Não descartaremos os desprezados, mas olharemos como primeiros aqueles que são considerados últimos. Isto é o que Jesus nos ensina hoje com o exemplo. Deixemo-nos surpreender por Ele. Acolhamos com alegria a sua novidade.

sábado, 2 de abril de 2022

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO- PASCOM EM AÇÃO

 




Crédito Pedro e Hilda

A Pastoral da Comunicação, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo - Demerval Lobão, em parceria com o Instituto Padre Mário Rocchi, iniciou hoje (02), as aulas do curso de Produção de Vídeo, ministrado pelo radialista e produtor de vídeo, Emanuel Santiago (coordenador Paroquial da PASCOM).

O curso terá duração de 20 hrs. O certificado será expedido pelo Instituto.



Na aula inaugural o diácono Meneses representou o Pároco Padre Gonçalo, e o secretário geral do IPMR, Hélio Carvalho, representou o diácono Gilberto, presidente do Instituto.

QUARESMA

 


Qual tem sido a tua resposta ao convite para a caridade como um exercício quaresmal? Você tem sido generoso ou tem se perdido nas suas próprias necessidades, se esquecendo de que Deus providencia a nós o que necessitamos quando nos abrimos à prática da caridade? Partilhe o seu dízimo e dê sua resposta positiva. 
Crédito - Leonardo do Dízimo

SANTO DO DIA 2 DE ABRIL

S. Francisco de Paula, Moretto 

Nasceu em Paola, hoje província de Cosenza, em 27 de março de 1416. Acometido por um abcesso maligno no olho esquerdo, seus pais o confiaram à intercessão de Francisco de Assis: em caso de cura, a criança teria usado, por um ano inteiro, o saio franciscano. Perfeitamente curado, cumpriu o voto entrando para o convento de São Marcos Argentano, em Cosenza, com a idade de 15 anos; ali ele manifestou, imediatamente, fortes dons de piedade e inclinação à oração. Ao término da sua permanência no convento, fez uma verdadeira peregrinação, com seus pais, em busca de uma vida religiosa mais apropriada para si: esteve em Assis, Montecassino, Roma, Loreto e Monte Luco. Em Roma, perturbado pelas pompas da corte papal, comentou: "Nosso Senhor não era assim!". Este foi o primeiro indício do seu espírito reformador.
Eremita

Retornando a Paola, iniciou um período de vida eremítica em um lugar inacessível das propriedades da família. Aos poucos, outros, cada vez mais numerosos, se uniram à sua experiência, reconhecendo-o como guia espiritual. Com seus pais, construiu uma capela e três dormitórios. Em 1452, conseguiu a aprovação diocesana e a permissão para instituir um oratório, um mosteiro e uma igreja. Os próprios nobres da cidade de Paola, entusiasmados pela experiência de Francisco, contribuíram, como simples operários, para a conclusão das obras.
Aprovações papais

A fama da santidade de Francisco espalhou-se rapidamente. Em 1467, o Papa Paulo II enviou a Paola um emissário para saber notícias do eremita. Depois de apresentar uma relação positiva sobre o mosteiro, o próprio Legado pontifício decidiu aderir à comunidade.
Em 17 de maio de 1474, o Papa Sisto IV reconheceu, oficialmente, a nova Ordem, que recebeu o nome de Congregação Paulina dos Eremitas de São Francisco de Assis. O reconhecimento da Regra, com o nome atual da Ordem dos Mínimos, ocorreu com o Papa Alexandre VI.
A túnica sobre o mar

Amado e procurado como guia espiritual, Francisco também era considerado a única autoridade, capaz de se opor aos abusos da corte aragonesa no reino de Nápoles, colocando-se do lado dos pobres. Sobre eles, narra-se alguns fatos prodigiosos a ele atribuídos.
Em 1464, ano de grave escassez, alguns operários se dirigiam à planície de Terranova para encontrar trabalho. No território de Galatro (Régio Calábria), depararam-se com São Francisco, que ia para a Sicília, ao qual pediram um pouco de pão, porque estavam famintos e nada tinham para comer. Então, Francisco lhes disse: "Mostrem-me seus alforjes, porque dentro há pão". E assim foi! Em seus pobres bornais os operários encontraram pão branquíssimo, fresquinho e quentinho. Quanto mais eles comiam, mais aumentavam os pães.
Segundo outra narração, um barqueiro recusou-se transportar Francisco e seus companheiros para a Sicília. Então, o santo estendeu sua túnica sobre o mar e assim puderam atravessar o estreito.
Outro "carisma", atribuído ao santo eremita, foi uma profecia: ele previu que a cidade de Otranto cairia nas mãos dos turcos, em 1480, mas, depois, seria novamente conquistada pelo rei de Nápoles.
Do eremitério à Corte

Por meio dos mercadores napolitanos, a fama de Francisco chegou até à corte de Luís XI, na França. Enfermo, o rei pediu ao Papa Sisto IV para mandar o eremita a ir ter com ele em seu leito. Tanto o Papa como o rei de Nápoles notaram neste convite a possibilidade de vantagens políticas. Francisco, no entanto, obedeceu, com um pouco de desprazer, ao pedido do Papa, pois ele estava acostumado a seu eremitério e não se adaptaria facilmente à vida de corte. À sua chegada, o rei Luís XI ajoelhou-se aos seus pés, mas nunca recobrou sua saúde; porém, a presença do eremita na corte contribuiu para melhorar as relações entre o papado e a monarquia francesa.
Ali, Francisco manteve encontros com pessoas simples, mas também com acadêmicos em busca de um guia espiritual.
Francisco permaneceu 25 anos além dos Alpes, trabalhando a terra como camponês, mas a sua fama aumentava sempre mais como reformador e penitente.
Com a agregação de alguns beneditinos e franciscanos, a Congregação calabresa mudou sua vida de eremita para a de cenobita. Tal reviravolta levou a fundação a contar com a Ordem Terceira Secular e, depois, com as Monjas. As respectivas regras foram aprovadas, definitivamente, por Júlio II, em 28 de julho de 1506.
Morte e canonização

Francisco de Paula morreu em Tours, em 2 de abril de 1507. Sua fama difundiu-se logo pela Europa, por meio dos três ramos da família dos Mínimos: frades, monjas e terciários.
Foi canonizado em 1° de maio de 1519, apenas doze anos após a sua morte, durante o pontificado do Papa Leão X, do qual ele havia previsto sua eleição para o trono papal quando ainda era criança.

São Francisco, rogai por nós.

Francisco: devemos ser peritos em humanidade, acender fogueiras de ternura

 

Fonte - www.vaticannews.va

Francisco: devemos ser peritos em humanidade, acender fogueiras de ternura
No único compromisso na parte da tarde deste sábado, 2 de abril, no âmbito da 36ª Viagem Apostólica Internacional de seu pontificado, o Papa Francisco presidiu um encontro de oração em um dos lugares de fé mais importantes da República de Malta: o Santuário de Ta ‘Pinu. A Igreja se encontra na ilha de Gozo a segunda maior ilha do arquipélago de Malta.





Silvonei José – Vatican News


Segundo a tradição “uma voz convidou a recitar "três Ave Marias, uma para cada dia que meu corpo permaneceu no túmulo". Quem a ouviu em 22 de junho de 1883 foi Carmela Grima, uma agricultora da ilha de Gozo. Ela confidenciou o prodigioso acontecimento a um amigo seu, Francisco Portelli, que revelou à jovem que tinha ouvido as mesmas palavras nas proximidades do mesmo local, lugar hoje da Igreja de Ta 'Pinu, que agora é um Santuário, e que acolheu o Papa Francisco na tarde deste sábado.


Na sua homilia durante o encontro de oração Francisco iniciou refletindo sobre a hora de Jesus, que no Evangelho de João é a hora da morte na cruz. Francisco disse que não constitui a conclusão da história, mas marca o início duma vida nova. Na cruz, contemplamos o amor misericordioso de Cristo, que estende os braços para nós e, através da sua morte, abre-nos à alegria da vida eterna.


“Irmãos e irmãs, a partir deste Santuário de Ta' Pinu, podemos meditar juntos sobre o novo início que brota da hora de Jesus. Também neste lugar, antes do edifício esplêndido que vemos hoje, havia só uma capelinha em estado de abandono. Já estava aliás decidida a sua demolição: parecia o fim".


Mas uma série de acontecimentos mudou o rumo das coisas, como se o Senhor quisesse dizer a esta população: «Não serás mais chamada a “Desamparada”, nem a tua terra a “Deserta”; antes, serás chamada: “Minha Dileta”, e a tua terra a “Desposada”». Aquela capelinha tornou-se o Santuário nacional, meta de peregrinos e fonte de vida nova.


Francisco recordou que esteve ali como peregrino, também São João Paulo II, cujo aniversário da morte ocorre hoje. Um lugar que parecia perdido, hoje regenera fé e esperança no Povo de Deus.


Mas que significa voltar àquele início? Que significa tornar às origens? perguntou Francisco.


"Antes de mais nada, disse Francisco, trata-se de voltar a descobrir o essencial da fé. Tornar à Igreja das origens não significa olhar para trás para copiar o modelo eclesial da primeira comunidade cristã. Não podemos «saltar a história», como se o Senhor não tivesse falado e feito grandes coisas também na vida da Igreja dos séculos seguintes. Nem significa sermos demasiado idealistas, imaginando que naquela comunidade não haveria dificuldades quando, pelo contrário, lemos que os discípulos discutem e chegam mesmo a litigar entre eles, e nem sempre entendem os ensinamentos do Senhor".


Voltar às origens significa, disse o Papa, antes, recuperar o espírito da primeira comunidade Cristã, isto é, voltar ao coração e redescobrir o centro da fé: a relação com Jesus e o anúncio do seu Evangelho ao mundo inteiro. Isto é o essencial!


Francisco destacou que a Igreja maltesa gloria-se duma história preciosa da qual extrair tantas riquezas espirituais e pastorais. “Todavia, a vida da Igreja – tenhamo-lo sempre presente – nunca é só «uma história passada a recordar», mas um «grande futuro a construir», dócil aos desígnios de Deus”.


O Santo Padre afirmou “não nos pode bastar uma fé feita de usos e costumes recebidos por tradição, de celebrações solenes, belas iniciativas populares, momentos fortes e emocionantes; precisamos duma fé fundada e renovada no encontro pessoal com Cristo, na escuta diária da sua Palavra, na ativa colaboração na vida da Igreja, na alma da piedade popular”.


Francisco disse em seguida que a crise da fé, a apatia da prática religiosa sobretudo no pós-pandemia e a indiferença de muitos jovens relativamente à presença de Deus não são questões que devemos «açucarar» pensando que, apesar de tudo, ainda subsiste um certo espírito religioso. Na realidade, às vezes o suporte exterior pode ser religioso, mas por trás desses andaimes a fé vai envelhecendo.


O Papa advertiu então que é preciso vigiar para que as práticas religiosas não se reduzam à repetição dum repertório do passado, mas expressem uma fé viva, aberta, que difunda a alegria do Evangelho.


O Santo Padre destacou então que também os malteses iniciaram, através do Sínodo, um processo de renovação, e lhes agradeceu por este caminho. Este é o momento de voltar àquele começo, ao pé da cruz, olhando para a primeira comunidade Cristã, para ser uma Igreja que tem a peito a amizade com Jesus e o anúncio do seu Evangelho, e não a busca de espaço e atenções.


“Não tenhais medo de empreender – como já fazeis – percursos novos de evangelização e anúncio, talvez até arriscados, mas que tocam a vida”.


Francisco voltou então mais uma vez para as origens, para Maria e João junto da cruz. Nos primórdios da Igreja, temos o seu gesto de mútua entrega. Com efeito, o Senhor confia cada um deles aos cuidados do outro: João a Maria e Maria a João. Realmente não se tratou dum simples gesto de compaixão – Jesus teria confiado a sua Mãe a João, para que Ela não ficasse sozinha depois da morte d’Ele – mas duma indicação concreta do modo como viver o mandamento supremo: o do amor. O culto a Deus passa pela proximidade ao irmão.


Quão importante é na Igreja o amor entre os irmãos e o acolhimento do próximo!


“Caríssimos, o mútuo acolhimento, não como pura formalidade, mas em nome de Cristo, é um desafio permanente. É-o antes de mais nada para as nossas relações eclesiais, porque a nossa missão produz fruto se trabalharmos na amizade e na comunhão fraterna”.


Mas o acolhimento é também o teste decisivo para verificar quão efetivamente esteja permeada a Igreja pelo espírito do Evangelho.


Maria e João acolhem-se não no refúgio ameno do Cenáculo, mas junto da cruz, naquele lugar tenebroso onde se era condenado e crucificado como criminoso. Também nós não podemos acolher-nos apenas entre nós à sombra das nossas belas igrejas, enquanto fora muitos irmãos e irmãs sofrem e são crucificados pelo sofrimento, a miséria, a pobreza e a violência.


“No rosto destes pobres, é o próprio Cristo que Se apresenta a vós. Esta foi a experiência do Apóstolo Paulo que, depois dum terrível naufrágio, foi calorosamente acolhido pelos vossos antepassados…. Eis o Evangelho que somos chamados a viver: acolher, ser peritos em humanidade, acender fogueiras de ternura quando o frio da vida paira sobre aqueles que sofrem”.


Enfim o agradecimento do Papa aos numerosos missionários malteses "que espalham a alegria do Evangelho por todo o mundo, aos inúmeros sacerdotes, às religiosas e aos religiosos e a todos vós".

“Como disse o vosso bispo D. Teuma, sois uma ilha pequena mas de coração grande. Sois um tesouro na Igreja e para a Igreja”.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

PROGRAMAÇÃO DA QUARESMA - CATEDRAL NOSSA SENHORA DAS DORES

 

Aguarde....

Caminhada da Fraternidade retorna às ruas e sofre mudanças em Teresina

 


Fonte - cidadeverde.com/

A Arquidiocese de Teresina, por meio da Ação Social Arquidiocesana (ASA), realizou o lançamento oficial da 27ª Caminhada da Fraternidade, com o tema “Alegria, nossos passos cheios de amor”. O evento voltará a ser realizado presencialmente no dia 11 de junho com algumas novidades em relação às edições anteriores.

Durante o lançamento foram apresentadas algumas das novidades no evento que completa 27 anos. Realizada tradicionalmente nas manhãs de domingo, em 2022 a Caminhada da Fraternidade será realizada no final da tarde de sábado a partir das 16h. 

A mudança ocorre, porque à noite a temperatura é mais amena e favorece o bem estar dos caminheiros. Após a tradicional caminhada pelas ruas da capital, será realizado um grande show católico para congregar a alegria do povo teresinense na arena do Teresina Shopping. O artista ainda será divulgado pela organização.

Outra mudança é que o evento volta a ser presencial, já que devido à pandemia da Covid-19, a caminhada pelas ruas de Teresina não estava acontecendo.

“Para nós não tem uma motivação maior para retornarmos às avenidas do que o sentimento de alegria. Esse sentimento que tem movido a Caminhada da Fraternidade durante esses 27 anos de existência. Nos alegramos em poder levar alegria para o próximo. Isso é amor, isso é caridade, retornamos à nossa forma original com um tema tão belo”, explicou o padre Isaías Pereira, coordenador da CF.

De acordo com o padre Tony Batista, vigário-geral da Arquidiocese de Teresina, após dois anos de confinamento, a Caminhada ganha mais um novo significado, pois traz a alegria e a esperança por dias melhores.

“Às vezes imaginamos a Caminhada da Fraternidade como uma grande procissão nas avenidas de Teresina com o objetivo de arrecadar fundos, mas não é só isso. Eu a entendo como um grande dom de Deus para a nossa capital e uma resposta de amor para com Ele. Nós passamos por esse período com medo. A Caminhada deve sair nas ruas como um sinal de alegria, porque a vida não terminou. Estamos apenas atravessando uma crise e ela é essa presença de esperança para as pessoas”, disse.



Da Redação
redacao@cidadeverde.com


EDUCAÇÃO CATÓLICA




Fonte - www.cnbb.org.br


Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)


A Igreja Católica convida a sociedade, com a Campanha da Fraternidade 2022, a discernir sobre novos caminhos para a educação, pilar fundamental da paz e do desenvolvimento integral. Esta é a terceira vez em quase seis décadas que reflexões sobre Fraternidade e Educação inspiram a vivência da Quaresma. O tempo quaresmal, com sua luz própria e pertinente interpelação à conversão, pode contribuir para iluminar a realidade da educação no Brasil, especialmente ante a necessária busca por soluções para projetos inconclusos, respeitando a Constituição. O ponto de partida é compreender que o apelo à conversão deve envolver a conduta cidadã, possibilitando o fortalecimento da democracia, da paz, do respeito à dignidade humana. A fé deve sempre inspirar a consolidação de uma sociedade fundamentada na justiça e na solidariedade, impulsionada pelo mais completo e amplo sentido de fraternidade universal. 

A interpelação da Igreja Católica à sociedade civil para refletir sobre um tema tão complexo e prioritário se alicerça na sua contribuição qualificada no campo da educação. Um serviço oferecido há muitos séculos, com raízes que remetem a Jesus Cristo, Mestre e Senhor, aquele que perfeitamente “fala com sabedoria e ensina com amor”. Inspirada em Jesus, a Igreja, na sua história bimilenar, vem oferecendo reconhecida contribuição ao campo educacional. Sejam lembrados os mosteiros, lugares da cultura e do ensino, de pesquisas e de avanços científicos, bem como as catedrais no seu sentido mais genuíno – referências na acolhida prioritária dos pobres, espaços dedicados à arte e à cultura, particularmente à espiritualidade e à fé, que são forças formativas de proporções admiráveis. No passado e no presente, a Igreja vem formando gerações e, assim, atuando decisivamente em processos que levam a avanços civilizatórios. 

Grande é o tesouro da herança da educação cristã católica, com significativa contribuição acadêmica e científica, respostas sociais impressionantes e a inteligência própria de quem prioriza o humano – ao invés da busca pelo lucro ou por vantagens. No areópago do campo educacional na contemporaneidade, em todas as suas diversificadas dimensões práticas, a educação católica, com atores historicamente relevantes e com instituições de ensino exemplares, distingue-se por compreender o ser humano, a cultura e a sociedade a partir de valores e princípios cristãos inegociáveis. A antropologia cristã, na sua riqueza e completude, inspira a prática educacional sistêmica. Define prioridades de atuação e de serviços a partir do inegociável compromisso com a excelência acadêmica. As dificuldades e desafios – que não são poucos – impostos particularmente pelas crises econômica e cultural, não conseguem demover o “barco” da educação católica do seu rumo e de suas metas, por compreender-se como serviço à promoção da vida e da sacralidade de toda pessoa humana.  

A antropologia cristã permeia, pois, a prática formal da educação, congregando dimensões, setores e etapas da vida humana e social. Parte-se de uma visão positiva e integral do ser humano, responsável por si mesmo e pelo mundo, um ser livre, aberto à transcendência e culturalmente situado, consciente dos seus limites e, por isso mesmo, comprometido a superá-los, para assim caminhar na direção de um reino de amor, ajudando a edificá-lo, com justiça e fraternidade. Assim, é ponto determinante da educação católica preparar cada pessoa para agir sob os parâmetros de um humanismo integral, considerando as dimensões relacional e comunitária. Um compromisso enraizado na identidade e na missão das instituições de ensino da Igreja. 

Educar a pessoa em todas as suas dimensões é o compromisso das instituições católicas de ensino. Isto significa oferecer uma educação integral, agora ainda mais necessária, pois muitas crises se agravam na sociedade brasileira. Reconheça-se a importância da educação católica, por sua qualidade, mas também pela expressividade de seu alcance. As escolas católicas estão presentes em todos os Estados da Federação, com aproximadamente 100 instituições de ensino superior, 1000 escolas, 110 mil profissionais e 1,5 milhão de estudantes, com especial zelo e apoio aos mais pobres. Escolas católicas são lugar da partilha, da educação integral, articulando fé, cultura e vida. Um dom a ser cuidado no horizonte da educação brasileira, com bela história e instigantes desafios. 

SANTO DO DIA 1DE ABRIL

 


Santo do Dia

Fonte - rainhadoscoracoes.org.br



Santo Hugo de Grenoble – bispo | 01 de Abril




Hugo abraçou a vida religiosa na flor da idade e teve encargos de grande responsabilidade. Estudou em Valência e em Reims onde foi aluno de são Bruno, com 27 anos apenas foi nomeado bispo de Grenoble por Gregório VII e ficou no cargo por 52 anos. Ambos foram excelentes colaboradores dos papas Gregório VII, Urbano II, Pascoal II e Inocêncio II. Ajudaram na reforma da Igreja, na luta contra a simonia e a corrupção do clero. Ambos foram os primeiros a dar exemplo de reforma pessoal e interior. Os dois foram propugnadores da vida monástica.

Cluny se tornou exemplo de vida monástica para toda a Europa. O rigoroso são Pedro Damião dá um belo testemunho de Cluny que visitou em 1063: “Que diremos da severidade, da ascese, da disciplina da Regra, do respeito pelo mosteiro e pelo silêncio? Durante o tempo do estudo, do trabalho ou da leitura da Bíblia, ninguém ousa andar à toa pelos corredores ou falar, senão em caso de verdadeira necessidade. O serviço de Deus enche de tal modo o dia que, além dos trabalhos necessários para os irmãos, fica só meia hora para conversa e colóquios necessários. Falam só raramente. Durante o silêncio noturno e, em certos lugares (cozinha, sacristia, dormitório, refeitório e claustro) também de dia, só se fala por meio de sinais, que são escolhidos com tanta severidade que não há lugar à leviandade”.

Hugo de Grenoble foi um dos artífices na fundação dos cartuxos (Grande Cartuxa). Foi ele que acolheu são Bruno e deu-lhe a montanha da Cartuxa. Aí ele repetiu o milagre de Moisés: fez jorrar água da rocha.

Santo Hugo de Grenoble, rogai por nós!









Arcebispo de Kiev: luta da Ucrânia tem características de uma luta espiritual

 

Arcebispo de Kiev: luta da Ucrânia tem características de uma luta espiritual

www.vaticannews.va


Vemos que a luta da Ucrânia, a luta do povo ucraniano contra o agressor russo, tem todas as características de uma luta espiritual. Toda grande guerra é acompanhada por uma grande mentira. E isso é feito para capturar, aprisionar, ocupar nossas mentes, nossos corações e paralisar nossa vontade."



Louvado seja Jesus Cristo!




Queridos irmãos e irmãs em Cristo, hoje é sexta-feira, 1º de abril de 2022, e a Ucrânia está travando esta guerra da pátria contra o agressor russo há 37 dias.

Durante todo o dia de ontem e esta noite, mais uma vez a terra ucraniana tremeu com mísseis russos, bombas... mais uma vez as cidades e povoados de nossa pátria arderam em chamas. De modo particular rezamos por Mariupol que resiste heroicamente há mais de um mês e surpreende o mundo inteiro com sua força. Deve-se dizer que ele está nos mostrando um milagre nas margens do Mar de Azov.

Nossa Kharkiv permanece heroicamente em pé, nossa Chernihiv... Nossas orações vão especialmente para Kherson ocupada, para a heróica Mykolaiv... Sob a pressão do exército ucraniano, o inimigo está recuando. Nossas cidades e povoados estão sendo liberados. No entanto, ao não ter sucesso no solo, o inimigo está aumentando os ataques aéreos. É por isso que, mais uma vez, a Igreja ucraniana e as organizações religiosas pedem ao mundo que ajude a proteger o céu ucraniano. Para proteger a vida de nossos civis, cidades e povoados.

Vemos que a luta da Ucrânia, a luta do povo ucraniano contra o agressor russo, tem todas as características de uma luta espiritual. Toda grande guerra é acompanhada por uma grande mentira. E isso é feito para capturar, aprisionar, ocupar nossas mentes, nossos corações e paralisar nossa vontade.



O combate espiritual é caracterizado pelo fato de que o diabo, antes de tudo, tenta nos incutir suas ideias com diferentes imagens, e procura fazê-lo com sua propaganda, tentando também nos intimidar. A segunda etapa começa quando a pessoa começa a dialogar com essa proposta pecaminosa, com essa sugestão pecaminosa. E é assim que a batalha começa dentro de nós, em nossas mentes, em nossos corações. É assim que começam as batalhas de rua dentro da pessoa, a batalha com aquele mal que tenta nos dominar. E se jogamos junto, então nossa vontade consente com o mal e vem a ocupação interior, a escravidão da pessoa, a paixão, o pecado.

Para vencer esse combate interior, em primeiro lugar devemos perceber que, com o pecado, com o diabo, não é possível dialogar. Deve ser rejeitado e vencido, como o Papa Francisco explicou recentemente em sua catequese dominical.

Para resistir a uma ideologia inimiga, para expulsar o diabo antes de tudo de nossas mentes, de nossos corações e também de nossas casas e de nossa terra, devemos primeiro tomar consciência do que é uma mentira. É por isso que é tão necessário nos opormos a ela com toda nossa força e nossa vontade. E então a arrancaremos pela raiz e chegará a liberação ... liberdade.

Hoje, especialmente nestes dias de Quaresma, convido todos a travar uma luta espiritual interior contra o diabo e seus servos. Se perceberem que certas notícias que leem ou assistem na televisão são notícias que tentam cativar sua mente, sua vontade, seus sentimentos, tentando se converter em um ocupante interno de sua pessoa, saibam que essa propaganda é uma sugestão do mal. E então tem que opor resistência. É tão importante perceber que podemos vencer, mas não por nossa própria força, mas pelo poder e graça do Espírito Santo!

Rezemos pelo exército ucraniano. Por aqueles que lutam contra o ocupante. Apoiemo-los com nossas orações. Direcionemos nossa luta espiritual contra as mentiras e tudo o que tenta paralisar nossa vontade e capturar nosso mundo espiritual interior. Rezemos pela Ucrânia. Resistamos ao ocupante e a todo mal. Extirpemos pela raiz o mal de nossos corações. Comportemo-nos como cristãos e como seres humanos que somos, mesmo em circunstâncias de guerra. Que a bênção de Deus repouse sobre todos nós e que a vitória sobre o mal se converta na vitória da Ucrânia em sua luta invisível contra o diabo.

Que a bênção do Senhor e sua misericórdia desçam sobre vocês por sua divina graça e amor e permaneçam agora e para todo o sempre, amém.


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!