segunda-feira, 6 de junho de 2022

DEVOÇÃO MARIANA - Igreja celebra hoje memória da Virgem Maria Mãe da Igreja

 


Na primeira segunda-feira após Pentecostes, a Igreja celebra a memória da Virgem Maria Mãe da Igreja, título inserido no Calendário Litúrgico em 2018

Da redação com Vatican News




Da redação com Vatican News


Nossa Senhora, mãe da Igreja

Nesta segunda-feira que segue a Solenidade de Pentecostes, a Igreja eleva o olhar a Maria que estava com os apóstolos, quando veio o Espírito Santo: celebra-se a memória da Virgem Maria Mãe da Igreja. Ela, sendo protagonista com a primeira comunidade, está estreitamente ligada ao Espírito, na Solenidade de Pentecostes, afirmou o Papa Francisco em pronunciamento no Regina Coeli em 2018.
Decreto sobre a Memória de Maria, Mãe da Igreja

No Decreto “Ecclesia Mater” da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, divulgado em 3 de março de 2018, mas com data de 11 de fevereiro de 2018, ficou estabelecido que a recorrência seja celebrada na segunda-feira após Pentecostes. O objetivo é “favorecer o crescimento do senso materno da Igreja nos pastores, religiosos e fiéis, bem como da genuína piedade mariana”.

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A maternidade de Maria e a maternidade da Igreja

“Todas as palavras de Nossa Senhora são palavras de mãe”, desde o momento da “Anunciação até o fim, ela é mãe”. O Papa Francisco o havia dito na Casa Santa Marta, na primeira Missa celebrada em memória da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, em 21 de maio de 2018. E explicava como os Padres da Igreja haviam entendido que a maternidade de Maria era a maternidade da Igreja.

Ao salientar a dimensão feminina da Igreja e também a importância da mulher, afirmou: “Sem a mulher a Igreja não vai em frente, porque ela é mulher, e essa atitude da mulher vem de Maria, porque Jesus assim o desejou”.
As raízes profundas do título de Maria Mãe da Igreja

Se o título de Maria Mãe da Igreja tem raízes nos primeiros tempos do cristianismo – e já está presente no pensamento de Santo Agostinho e São Leão Magno, no Credo de Nicéia de 325, e já os Padres do Concílio de Éfeso (430) haviam definido Maria como “verdadeira mãe de Deus” – ele retorna ao Magistério de Bento XIV e Leão XIII.

Mas foi o Papa Paulo VI, no final da terceira sessão do Concílio Vaticano II, em 21 de novembro de 1964, a declarar a Bem-Aventurada Virgem “Mãe da Igreja, isto é, de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos pastores que a chamam de Mãe amantíssima”.



Mais tarde, em 1980, João Paulo II inseriu nas Ladainhas Lauretanas a veneração a Nossa Senhora como Mãe da Igreja. Depois, chegou o decreto desejado pelo Papa Francisco que, na memória de um ano atrás, em 10 de junho de 2019, escreveu um tweet que continua atual: “Maria, mãe da Igreja, ajuda-nos a entregar-nos plenamente a Jesus, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e de cruz, quando nossa fé é chamada a amadurecer”.

Santo do dia 6 de junho --- veja também Inscrições para Acólitos seguem abertas até 15 de junho

 

São Norberto, apóstolo da Eucaristia



Bispo e fundador [1080-1134]Família nobre e vida mundana



Norberto nasceu numa família de nobres por cerca do ano 1080, em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde, mais tarde, foi ordenado subdiácono. O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana.

Mudança de Vida

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do Papa Gelásio II como pregador itinerante.

Fundador

Mais tarde, o Papa Calixto II o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França. Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, no norte da França, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratado na Regra de Agostinho.

Episcopado

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses, para trabalhar no pastoreio dessa vasta arquidiocese na fronteira nordeste do Sacro Império Romano-Germânico. Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do antipapa Anacleto II e no retorno do Papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou à Magdeburgo, onde morreu em 06 de junho de 1134.

Apóstolo da Eucaristia

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, pois tão grande era a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto ele viajava a pé pela Europa. Era de tal forma, que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente — embora não fosse uma prática comum na época um sacerdote celebrar tão frequentemente, apenas nos domingos. O ostensório realmente só entrou em uso muito depois, mas, durante os tempos conturbados da revolta protestante, ele se tornou uma expressão artística da tão conhecida devoção Eucarística de São Norberto.

A minha oração

Grande bispo e pastor das almas, ajudai-nos a viver com sinceridade e verdade os sacramentos tendo como centro das nossas vidas a Eucaristia. Que Jesus seja cada dia mais amado e adorado, e nós sejamos seus fiéis seguidores. Amém!

São Norberto , rogai por nós!




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Inscrições para o Encontro Arquidiocesano dos Acólitos seguem abertas até 15 de junho; evento acontece no sábado (25/06)








domingo, 5 de junho de 2022

CATEQUESE

 

! Deus derrame copiosas bênçãos e graças a todos os nossos irmãos catequistas!
Aguarde





SANTO DO DIA 5 DE JUNHO

 


São Bonifácio




Com alegria, celebramos a vida de total entrega a Deus deste santo que se tornou o “Apóstolo da Alemanha”. São Bonifácio nasceu em 675 e recebeu o nome de batismo de Winfrido; com o passar da vida, no seguimento ao Divino Mestre, tornou-se monge beneditino.

O coração de Bonifácio era sereno como o dos seus irmãos monges, porém, inquieto por causa do seu ardor missionário. Sendo assim, ao se apresentar ao Papa, recebeu sua investidura de missionário, fato que mudou sua vida e seu nome de Winfrido para Bonifácio, em memória de um grande mártir. Ordenado Bispo, São Bonifácio soube proporcionar elo do Cristianismo nascente na Alemanha com Roma, assim como bem evangelizou os quatro cantos de sua região através de muitos mosteiros e dioceses que nasceram por sua causa.

Docilidade e firmeza, timidez e coragem, oração e ação estavam presentes em sua pessoa e em seu fecundo apostolado, que não se resumiu na Alemanha, pois, ao estabelecer sede episcopal, deixou tudo nas mãos de outro bispo e foi evangelizar o Norte da Europa. Aconteceu que, ao ir para Dokkin, a convite para celebrar o Crisma, São Bonifácio e outros cristãos foram atacados e mortos por pagãos, isso em 754.

São Bonifácio, rogai por nós!

Solenidade de Pentecostes



Pentecostes ((c) Kevron2001 | Dreamstime.com)

Solenidade de Pentecostes
Ele deseja fazer-nos compreender que o Espírito que conduziu Jesus para sua missão de salvar a Humanidade é o mesmo que agora conduz a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, na continuidade da mesma missão.



Padre Cesar Augusto, SJ - Vatican News


“Jesus sopra o Espírito sobre seus seguidores, gerando uma nova criação”


O autor do Evangelho deste domingo, João Evangelista, nos diz que a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos se deu no dia de Páscoa.




Ele deseja fazer-nos compreender que o Espírito que conduziu Jesus para sua missão de salvar a Humanidade é o mesmo que agora conduz a Igreja, comunidade dos seguidores de Jesus, na continuidade da mesma missão. A Igreja torna presente, na História, o Cristo Redentor.


Quando os discípulos, à tarde do primeiro dia da semana, estão reunidos o Senhor aparece no meio deles e lhes comunica a paz. Mostra-lhes os sinais de seus sofrimentos para lhes dizer que, apesar de seu aspecto glorioso, a memória da paixão não poderá ser deixada de lado, que a glória veio através da cruz.


Estamos no primeiro dia da semana, não nos esqueçamos. Exatamente com esse sentido do novo, do novo pós pascal, isto é, do novo eterno, que não caduca, que não envelhece, Jesus faz a nova criação soprando o Espírito sobre seus seguidores. É uma referência à criação do homem, relatada no cap. 2º, vers. 7 do Gênesis, quando diz que Deus insuflou em suas narinas o hálito de vida e o homem passou a viver. No relato desse fato na tarde pascal, temos a criação da Comunidade Cristã.


A missão é dada logo em seguida: perdoar os pecados e até retê-los, se for o caso. Pecado é aquilo que impede a realização do projeto do Pai, que é a felicidade do ser humano. Ora, perdoar os pecados significa lutar para que os planos de Deus cheguem à sua concretização e, evidentemente, devolvendo àquele que está arrependido de suas ações contrárias a esse plano, a reconciliação.


Pelo batismo e pela crisma fazemos parte dessa comunidade que deve continuar a missão redentora de Jesus. Que honra!

Que nossas ações, seja na família, no trabalho ou no meio dos amigos, colaborem com a alegria e felicidade daqueles que nos cercam. Assim estaremos dando glória a Deus, pois a glória de Deus é a felicidade do homem.

A solidariedade do Papa para com as vítimas das enchentes em Recife

 


A solidariedade do Papa para com as vítimas das enchentes em Recife


Fonte: https://www.vaticannews.va/

Além da oração, Francisco fez uma doação feita em prol das vítimas através da Caritas Arquidiocesana. Ao final da tarde deste sábado, o arcebispo de Olinda e Recife presidiu à missa em memória dos 128 falecidos e atingidos pelas chuvas em Pernambuco.



Bianca Fraccalvieri - Vatican News



“Desejo garantir a minha oração pelas vítimas dos deslizamentos causados pelas chuvas torrenciais ocorridas na região metropolitana de Recife, no Brasil.”

Assim o Papa Francisco manifestou sua solidariedade aos afetados pelas enchentes na capital pernambucana, ao final da oração do Regina Coeli deste Domingo de Pentecostes.

Na sexta-feira, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, divulgou a doação feita pelo Pontífice às vítimas.

A iniciativa partiu do núncio apostólico no Brasil, Dom Giambattista Diquattro, que telefonou a Dom Fernando, solidarizando-se com a situação. O núncio, porém, sugeriu que Dom Saburido escrevesse ao Papa Francisco falando da realidade e pedindo ajuda.

“Assim o fiz. Ontem a nunciatura telefonou confirmando que o Papa autorizou a doação de 30.000 euros, em nome da Cáritas Arquidiocesana, o que corresponde a um pouco mais de R$ 150.000,00.”

“Essa valiosa ajuda soma-se a tantos outros gestos de irmãos e irmãs de Pernambuco, de outros Estados do Brasil e até do exterior”, acrescentou o arcebispo em declaração ao Vatican News.

Ao final da tarde deste sábado (04/06, Dom Saburido presidiu à missa em memória dos 128 falecidos e atingidos pelas chuvas em Pernambuco.

Dom Saburido esteve semana passado no Vaticano, em visita ad Limina com os demais bispos e arcebispos do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.


Apelo de Francisco: por favor, não levem a humanidade à ruína!

 



Apelo de Francisco: por favor, não levem a humanidade à ruína!
Após a oração do Regina Coeli Francisco reafirmou: “sobre a humanidade desceu novamente o pesadelo da guerra, que é a negação do sonho de Deus”.



Silvonei José – Vatican News

Após a oração do Regina Coeli neste domingo na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou que em Pentecostes, o sonho de Deus sobre a humanidade tornou-se realidade; cinquenta dias após a Páscoa, povos que falam línguas diferentes se encontraram e se entenderam.




Mas agora, - disse Francisco - cem dias após o início da agressão armada contra a Ucrânia, sobre a humanidade desceu novamente o pesadelo da guerra, que é a negação do sonho de Deus: povos em confronto, povos que se matam uns aos outros, povos que, em vez de se aproximarem, são expulsos de suas casas.


Papa Francisco

E à medida que a fúria da destruição e da morte se acende e os confrontos se ampliam, alimentando uma escalada que é cada vez mais perigosa para todos, renovo meu apelo aos responsáveis pelas nações: por favor, não levem a humanidade à ruína! Não levem a humanidade à ruína, por favor!

Francisco pediu que se realizem negociações reais, negociações reais para um cessar-fogo e para uma solução sustentável.

Que o grito desesperado do povo que sofre seja ouvido - nós o vemos todos os dias na mídia - que a vida humana seja respeitada e que seja detida a macabra destruição de cidades e vilarejos no leste da Ucrânia. Por favor, continuemos a rezar e a nos comprometermos pela paz, sem nos cansarmos.


SANTO DO DIA 4 DE JUNHO


São Francisco Caracciolo






Ascânio Caracciolo era um italiano. Nasceu em 13 de outubro de 1563, próximo de Nápoles, na Vila Santa Maria de Chieti. A família era muito cristã e tinha vínculos com a elite da nobreza, por isso preparavam-no para a vida de negócios e da política.

Quando adolescente, decidiu seguir carreira militar, contudo, foi acometido por uma rara doença na pele, semelhante à lepra. Quando não havia mais tratamentos possíveis para a cura da doença, Ascânio rezou fervorosamente a Deus, pedindo por sua cura e prometendo que, se tal graça fosse concedida, entregaria sua vida a serviço do Reino de Deus. Pouco depois, a cura aconteceu.

Cumprindo sua promessa, completando 22 anos de idade, foi para Nápoles, onde estudou Teologia e ordenou-se sacerdote. Iniciou seu trabalho junto aos “Padres Brancos da Justiça”, dedicando seu apostolado em favor dos encarcerados, doentes, pobres e abandonados.

Por engano, recebeu uma carta endereçada a outro padre de mesmo nome Ascânio. A carta propunha a fundação de uma nova Ordem, a dos “Clérigos Regulares Menores”, dando alguns detalhes sobre o carisma que desejavam implantar.

Entre os anos de 1595 e 1598, fundou uma casa de religiosos em Valadolid; um colégio em Alcalá e, em Madri, um seminário, no qual foi mestre dos noviços.

Durante uma visita aos padres do Oratório da cidade de Agnone, adoeceu e morreu aos 44 de idade, em 4 de junho de 1608. Foi canonizado, em 1807, pelo papa Pio VII. Foi consagrado copadroeiro de Nápoles em 1840.

São Francisco Caracciolo, rogai por nós!
São Francisco Caracciolo

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Papa: a Cruz de Cristo nos leva ao caminho da plena unidade

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/






Papa: a Cruz de Cristo nos leva ao caminho da plena unidade


“Que a cruz de Cristo seja a bússola que nos orienta no caminho da plena unidade" Palavras do Papa Francisco a uma delegação de jovens sacerdotes e monges das Igrejas Ortodoxas Orientais recebidos em audiência nesta sexta-feira (03/06) no Vaticano.



Jane Nogara - Vaticano News

"A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" (2 Cor 13,13). Com estas palavras de São Paulo o Papa Francisco saudou a delegação de jovens sacerdotes e monges das Igrejas Ortodoxas Orientais recebidos em audiência nesta sexta-feira (03/06) no Vaticano.

Em seguida o Papa disse estar feliz por recebê-los na véspera da solenidade de Pentecostes que, de acordo com o calendário latino, cai neste próximo domingo (05/06). E disse que gostaria de oferecer quatro breves pensamentos que a festividade de Pentecostes que lhe inspiram sobre "a unidade total pela qual ansiamos”.
Unidade é dom e harmonia

“O primeiro pensamento é que a unidade é um dom, um fogo que vem do Alto” afirma. Todavia, advertiu:



“A realização da unidade não é primariamente um fruto da terra, mas do Céu; não é nem mesmo o resultado de nossos esforços e acordos, mas da ação do Espírito Santo, a quem devemos abrir nossos corações com confiança para que nos conduza pelos caminhos da plena comunhão. A unidade é uma graça, um dom”

Ao falar sobre o segundo ensinamento de Pentecostes o Papa afirmou: “a unidade é harmonia”. E explica:

A unidade é harmonia na diversidade dos carismas despertados pelo Espírito. Porque o Espírito Santo ama despertar tanto a multiplicidade quanto a unidade, como em Pentecostes, onde as diferentes línguas não foram reduzidas a uma só, mas assimiladas em sua pluralidade. A harmonia é o caminho do Espírito, porque Ele mesmo, como diz São Basílio, o Grande, é a harmonia.
Unidade é caminho e missão

“O terceiro ensinamento do Dia de Pentecostes – continua – é que a unidade é um caminho”. “Não é um projeto a ser escrito, não é feito na imobilidade, mas no movimento, no novo dinamismo que o Espírito, a partir de Pentecostes, transmite aos discípulos. É feito à medida que caminhamos: cresce na partilha, passo a passo, na disponibilidade comum de acolher as alegrias e as fadigas da viagem, nas surpresas que surgem ao longo do caminho”. Depois de recordar que Santo Irineu se expressou como “uma caravana de irmãos” o Papa disse:

“Nesta caravana, a unidade cresce e amadurece, o que - no estilo de Deus - não chega como um milagre improvisado e surpreendente, mas na partilha paciente e perseverante de uma caminhada feita juntos”.

Por fim Francisco falou sobre o quarto ensinamento de Pentecostes. Disse que a unidade não é simplesmente um fim em si mesma, mas está ligada à fecundidade do anúncio: a unidade é para a missão.



“Em Pentecostes a Igreja nasce missionária. E hoje o mundo ainda está esperando, mesmo sem saber, para aprender sobre o Evangelho da caridade, da liberdade e da paz que somos chamados a testemunhar juntos, não uns contra os outros ou longe uns dos outros”

O Papa conclui com um agradecimento:

“Obrigado por todas as sementes de amor e esperança espalhadas, em nome do Crucificado Ressuscitado, nas várias regiões ainda marcadas, infelizmente, pela violência e pelos conflitos muitas vezes esquecidos”. Recordando ainda: “Que a cruz de Cristo seja a bússola que nos orienta no caminho da plena unidade”.



“E por isso coloco idealmente nos braços da cruz, no altar da unidade, as palavras que queria compartilhar com vocês, quase como quatro pontos cardeais de plena comunhão, que é dom, harmonia, caminho, missão”

SANTO DO DIA 3 DE JUNHO

 


São Carlos Lwanga e companheiros



Neste dia, celebramos a memória destes grandes mártires que, na África, testemunharam o nome de Jesus. Carlos Lwanga era chefe dos pajens, que serviam na corte do rei Muanga da Uganda.

Acontece que a entrada da evangelização na África sofreu muito pelas invasões dos homens brancos, por isso os missionários tinham que ser homens verdadeiramente de Deus, ou seja, de caridade, pois facilmente eram confundidos como colonizadores. Depois da entrada dos padres que fizeram um lindo trabalho de evangelização, que atingiu Carlos Lwanga e outros, o rei se revoltou e decretou pena de morte para os que rezassem.

Decidido a acabar com a presença cristã em Uganda, o rei Muanga apanhou um pajem de dezessete anos, chamado Dionísio, ensinando religião. De próprio punho, o rei atravessou seu peito com uma lança, deixou-o agonizando por toda a noite, e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte. Usou este exemplo para avisar que mandaria matar todos os que rezavam.

São Carlos, depois de muito se preparar junto com seus companheiros, apresentou-se diante do rei com o firme propósito de não negar a fé, por isso foi queimado vivo diante de todos. Seguindo o irmão na fé, nenhum deles renegou, até que, em 1887, o último deles morreu afogado, como parte dos corajosos mártires de Uganda, na África.

São Carlos Lwanga e os 22 mártires de Uganda foram beatificados, em 1920, por Bento XV. Em 1934, São Carlos Lwanga foi declarado “Padroeiro da Juventude Africana”, e, em 1964, o Papa Paulo VI canonizou esse grupo de mártires.

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

O PAPA ABRAÇA UMA SENHORA IDOSA - Indulgência Plenária e Kit pastoral para o Dia dos Avós e Idosos

 

O PAPA ABRAÇA UMA SENHORA IDOSA



Indulgência Plenária e Kit pastoral para o Dia dos Avós e Idosos


Em vista do Dia Mundial dos Avós e Idosos, em 24 de julho, a Penitenciaria Apostólica concede a oportunidade de receber a Indulgência Plenária a quem participar da missa presidida pelo Papa Francisco na Basílica de São Pedro, aos doentes que a seguirão de casa e a quem dedicar tempo para visitar os idosos, especialmente os sozinhos, os doentes ou deficientes. Divulgado o Kit pastoral para a celebração do II Dia Mundial dos Avós e Idosos.






Vatican News


A Penitenciaria Apostólica, aceitando o pedido apresentado pelo prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Joseph Farrell, em vista do II Dia Mundial dos Avós e Idosos, instituído pelo Papa Francisco, celebrado no quarto domingo de julho, comunica numa nota, divulgada nesta segunda-feira (30/05), a possibilidade de obter a Indulgência plenária nas condições habituais (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice) "aos avós, idosos e todos os fiéis que, motivados pelo verdadeiro espírito de penitência e caridade, participarão em 24 de julho próximo, da celebração solene que o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro, e de diferentes funções que serão celebradas em todo o mundo. A Indulgência também poderá ser aplicada como sufrágio às almas do Purgatório."


Indulgência plenária aos doentes e a quem visitar os idosos

A Indulgência Plenária, especifica a nota, também será concedida no mesmo dia aos fiéis "que dedicarão tempo adequado para visitar, em presença ou virtualmente, através dos meios de comunicação, os irmãos idosos necessitados ou em dificuldade (como os doentes, os abandonados e com deficiência)".

Além disso, a mesma Indulgência Plenária será concedida aos idosos doentes e a todos aqueles que, "impossibilitados de saírem de suas casas por motivos graves, se unirão espiritualmente às funções sagradas do Dia Mundial, oferecendo ao Deus Misericordioso suas orações, dores e sofrimentos de suas vidas, especialmente enquanto as palavras do Pontífice e as várias celebrações serão transmitidas pelos meios de comunicação".

A nota termina com o pedido aos sacerdotes "a se colocarem à disposição com um espírito pronto e generoso para a celebração do Sacramento da Penitência".
Kit pastoral para a celebração II Dia Mundial dos Avós e Idosos

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida lançou, nesta segunda-feira (30/05), o kit pastoral com indicações para a celebração do II Dia Mundial dos Avós e Idosos em todas as dioceses, paróquias e comunidades eclesiais. Trata-se da mensagem que o Santo Padre publicou para a ocasião, da oração oficial e das catequeses de quartas-feiras que o Papa tem dedicado à velhice. Estes textos vêm acompanhados de algumas sugestões pastorais e litúrgicas.

Além disso, foi anunciado também nesta segunda-feira que a Penitenciaria Apostólica concedeu, mais uma vez, a Indulgência plenária a todos os idosos que participarem das celebrações liturgias por ocasião do Dia Mundial, e a todos os que, nos dias anteriores ou posteriores, forem visitar um idoso sozinho. A visita, segundo o Papa, “é uma obra de misericórdia do nosso tempo!”

O kit, que nos próximos dias será enviado a todas as conferências episcopais, pretende ajudar a pôr em prática o convite do Santo Padre, ou seja, celebrar o Dia Mundial dos Avós e Idosos em todas as paróquias, dioceses e comunidades eclesiais, mas deseja também oferecer ferramentas pastorais para lançar as bases de uma atenção aos idosos com um olhar no futuro. Com relação a isso, o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Farrell, ressaltou que “a atenção para com os avós e idosos, com efeito, não pode ser algo extraordinário, dado que a presença deles não é excepcional, mas um fato consolidado na nossa sociedade. O Santo Padre nos convida a tomar consciência da relevância deles na vida dos nossos países e sociedades, e a fazê-lo de modo não episódico, mas estrutural. Não se trata, pois, de remediar uma emergência, mas lançar as bases de um trabalho pastoral a longo prazo, que nos envolverá pelas próximas décadas.”

As catequeses e a mensagem do Santo Padre são o cerne do kit pastoral e contêm uma ampla gama de indicações que poderão ser adotadas, adaptando-as, caso necessário, às diversas realidades eclesiais. A oração oficial é um instrumento para acompanhar as preparações do evento e pode ser recitada pelos idosos e pelos que irão visitá-los.

Ucrânia, destruído o histórico mosteiro ortodoxo da "Santa Dormição"

 

Ucrânia, destruído o histórico mosteiro ortodoxo da "Santa Dormição"


A Lavra, em Donetsk, foi atingida em 30 de maio por um ataque russo na cidade de Svyatogorsk. O arquimandrita, dois monges e uma religiosa morreram. Desconhecido, até o momento, o número de leigos mortos e feridos. A "Lavra da Santa Dormição da Mãe de Deus" em Sviatohirsk (literalmente "montanha sagrada") é um mosteiro importante e histórico e faz parte da jurisdição da Igreja ortodoxa ucraniana sob o Patriarcado de Moscou






Vatican News


O histórico mosteiro ortodoxo da "Santa Dormição" na cidade de Svyatogorsk, no oblast de Donetsk, foi destruído por um bombardeio russo na segunda-feira, 30 de maio. A notícia foi publicada pelo site informativo do Patriarcado de Moscou, que cita uma declaração do metropolita Hilarion de Donetsk e Mariupol: "É com profunda tristeza que informo que no dia 30 de maio, durante os confrontos, os edifícios monásticos 3 e 4 da Lavra da Santa Dormição em Svyatogorsk foram danificados".
Quatro pessoas mortas


No ataque, lê-se, "o decano da Lavra, o arquimandrita Galaktion, o monge Aristokliy e a irmã Varvara foram mortos". Os hieromonges Joasaph e Amphilochius, assim como o hierodiácono Alipiy, ficaram feridos. O número de leigos mortos e feridos é atualmente desconhecido". O metropolita pede "santas orações pelo repouso dos mortos e pela rápida recuperação dos feridos".
Origens no século XIII




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02/06/2022




A "Lavra da Santa Dormição da Mãe de Deus" em Sviatohirsk (literalmente "montanha sagrada") é um mosteiro importante e histórico e faz parte da jurisdição da Igreja ortodoxa ucraniana sob o Patriarcado de Moscou. As fontes históricas diferem na data da fundação do mosteiro. Segundo alguns, as origens do mosteiro remontam ao século XIII, quando monges da Lavra das Grutas de Kyiv, fugindo da invasão mongol, encontraram refúgio na região onde estabeleceram as bases da vida monástica.
Lugar de refúgio


Durante quase cem dias de guerra - recorda a agência de notícias Sir -, deslocados civis encontraram refúgio no mosteiro, apesar de o complexo ter sido atingido várias vezes. Em 12 de março de 2022, foi danificado por um ataque aéreo russo à ponte sobre o Donet, ocasião em que cerca de 520 refugiados estavam presentes na estrutura. A explosão danificou as janelas e portas dos edifícios do mosteiro e várias pessoas ficaram feridas por vidros estilhaçados das janelas. Em 4 de maio, repetidos bombardeios feriram mais sete pessoas.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

SANTO DO DIA 2 DE JUNHO

 


São Marcelino e São Pedro



Os santos de hoje pertenceram ao clero romano, no século IV, e viveram no contexto da grande perseguição contra a Igreja de Cristo por parte do Imperador Diocleciano. Foram mártires por causa do amor a Jesus.

Os santos demonstram com a vida e até com a morte, no caso dos mártires, que o amor precisa ser o mais importante. Foram presos, e na cadeia souberam que o responsável daquela prisão estava deprimido. E quiseram saber o porquê. A filha deste estava sendo oprimida pelo maligno. Eles, então, anunciaram Jesus àquele pai, e disseram do poder do Senhor para libertá-la. Conseguiram liberação, foram até a casa desta família, anunciaram Jesus, oraram pela libertação daquela criança. Por graça, toda a família se converteu, aceitando o santo batismo. Este pai de família também foi preso e martirizado.

Pedro e Marcelino foram instrumentos da Divina Providência para que a evangelização chegasse a essa família e a tantas outras pessoas. Esses santos foram decapitados no ano de 304.

Peçamos a intercessão desses santos para que a nossa evangelização seja centrada no amor de Deus, para que muitas famílias se convertam e se tornem sinais visíveis deste amor que santifica e salva, o amor de Deus.

São Marcelino e São Pedro, rogai por nós!

O Papa: a velhice não deve ser escondida, é o “magistério da fragilidade”

O Papa: a velhice não deve ser escondida, é o “magistério da fragilidade”


Na Audiência Geral desta quarta-feira, falando sobre os idosos, Francisco disse que "a sociedade como um todo deve apressar-se a cuidar dos seus idosos cada vez mais numerosos, e com frequência também mais abandonados", até mesmo pelas famílias.


Papa Francisco reflete sobre a fragilidade do idoso


Por
Mariangela Jaguraba - Vatican News

"Não me abandonar quando minhas forças declinarem" foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (01/06), realizada na Praça São Pedro.
Na Audiência Geral desta quarta-feira, falando sobre os idosos, Francisco disse que "a sociedade como um todo deve apressar-se a cuidar dos seus idosos cada vez mais numerosos, e com frequência também mais abandonados", até mesmo pelas famílias.



Mariangela Jaguraba - Vatican News

"Não me abandonar quando minhas forças declinarem" foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (01/06), realizada na Praça São Pedro.

Essas palavras do Salmo 71 "nos encoraja a meditar sobre a forte tensão que habita na condição da velhice, quando a memória das dificuldades superadas e das bênçãos recebidas é colocada à prova da fé e da esperança". "A provação apresenta-se com a fraqueza que acompanha a passagem através da fragilidade e da vulnerabilidade da idade avançada. E o salmista – um idoso que se dirige ao Senhor – menciona explicitamente o fato de que este processo se torna ocasião de abandono, engano, prevaricação e arrogância, que por vezes recaem sobre os idosos", disse ainda o Papa.
Não faltam os que se aproveitam da idade do idoso

"Uma forma de covardia em que estamos nos especializando nesta nossa sociedade. É verdade! Nessa sociedade do descarte, nessa cultura do descarte, os idosos são deixados de lado e sofrem essas coisas", sublinhou Francisco, acrescentando:

Com efeito, não faltam aqueles que se aproveitam da idade do idoso, para o enganar, para o intimidar de mil maneiras. Lemos frequentemente nos jornais ou ouvimos notícias de pessoas idosas que são enganadas sem escrúpulos a fim de se apoderar das suas economias; ou que são deixadas desprotegidas e abandonadas sem cuidados; ou que são ofendidas por formas de desprezo e intimidadas a renunciar aos seus direitos. Tais crueldades também acontecem nas famílias. Os idosos são descartados, abandonados em asilos, sem que seus filhos vão visitá-los ou se vão, vão algumas vezes ao ano. O idoso é colocado bem no canto da existência. E isso acontece: acontece hoje, acontece nas famílias, acontece sempre. Precisamos refletir sobre isso.

Segundo o Pontífice, "a sociedade como um todo deve apressar-se a cuidar dos seus idosos cada vez mais numerosos, e com frequência também mais abandonados".



“Quando ouvimos dizer que os idosos são despojados da própria autonomia, da sua segurança, até das suas casas, compreendemos que a ambivalência da sociedade atual em relação aos idosos não é um problema de emergências ocasionais, mas um traço da cultura do descarte que envenena o mundo em que vivemos.”

O idoso do salmo confia o seu desânimo a Deus: «Os meus inimigos já dizem de mim, e os que espiam a minha vida conspiram dizendo: “Deus o abandonou. Podem persegui-lo e agarrá-lo, que ninguém o salvará!» De acordo com o Papa, "as consequências são fatais. A velhice não só perde a sua dignidade, como até se duvida que mereça continuar. Assim, todos somos tentados a esconder a nossa vulnerabilidade, a esconder a nossa doença, a nossa idade, a nossa velhice, porque tememos que sejam a antecâmara da nossa perda de dignidade".

SANTO DO DIA 1 DE JUNHO

 


São Justino, "um homem de bem não abandona a fé"




Filósofo e mártir [103-167]Origens e paganismo



Nasceu na Palestina, na cidade de Siquém, em uma família que não conheceu Jesus. Justino nasceu nas trevas do paganismo.

Ele buscou a verdade com aquilo que tinha. Cursou as escolas filosóficas de sua terra e dedicou-se ao estudo do pensamento de Platão. Para aprofundar-se cada vez mais no sistema do grande sábio grego, retirou-se para um ermo.

Conversa sobre filosofia e desejo da verdade

Essa sede pela verdade pôs em sua vida um ancião que se aproximou para falar sobre a filosofia, apresentando-lhe o ‘algo mais’ que faltava. Falou dos profetas, da fé, da verdade, do mistério de Deus e apresentou Jesus Cristo. Ele lhe disse: “Eleva tua alma em profunda oração ao céu, para que se te abram as portas do Santuário da verdade e da vida. As coisas que te falei são incompreensíveis, a não ser que Jesus Cristo, filho de Deus, nos dê delas compreensão”.

Defesa dos cristãos

No ano de 130, foi batizado na cidade de Efeso, substituindo a filosofia de Platão pela verdade de Cristo. Justino foi um defensor e propagador da fé entre os pagãos. Certa vez, ele teve a oportunidade de admirar a virtude e a constância dos cristãos durante uma guerra. Na época em que eram vistos de maneira errônea e negativa, ele se levantou para defendê-los, dizendo: “Os cristãos vivem na carne, mas não segundo a carne; perseguidos pelo mundo, amam a todos; neles são conhecidos os vícios, que nos outros se descobrem; nos cristãos é perseguida a inocência, que não é reconhecida; são martirizados até a morte, e a morte lhes dá a vida; pobres que são, enriquecem a muitos outros; falta-lhes tudo, e possuem tudo em abundância; são tratados com desprezo e nisto se sentem honrados.”

Padre da Igreja

Depois dos Padres Apostólicos – que teriam conhecido os apóstolos ou que teriam tido contato com testemunhas diretas de seus ensinamentos -, São Justino é o primeiro padre da Igreja cujas obras têm grande valor e apresentam a doutrina e sua pureza, e conservam fontes puras da tradição apostólica.

Coerência de vida

Justino se tornou um grande filósofo cristão, sacerdote, um homem que buscou corresponder, diariamente, à sua fé. Estava em Roma quando passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Evangelizava entre os letrados de maneira muito culta. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia. A Sagrada Tradição foi muito testemunhada nos escritos deste santo.

Julgamento e martírio

Por inveja e por não aceitar a verdade, São Justino foi denunciado e julgado injustamente.

No tribunal, ao ser questionado se entraria no céu, ele respondeu: “Não só o creio – que entrarei no céu – sei-o e disto tenho tanta certeza, que não me cabe a menor dúvida”.

E à ameaça de ser flagelado, disse: “Um homem de bem não abandona a fé, para abraçar o erro e a impiedade. Maior desejo não tenho senão de padecer por aquele que entregou a vida por mim. Os sofrimentos enchem a nossa alma de confiança na terrível justiça divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, perante o qual, por ordem de Deus, todo o mundo deverá comparecer. Faz o que tencionas a fazer; inútil é insistir conosco para que prestemos homenagens aos deuses.”

Assim, após estas palavras, seguiu-se a sua flagelação e decapitação no ano de 167.

A minha oração

Meu Senhor Jesus Cristo, o encontro que tivestes com Justino deu-lhe forças para que se deixasse conduzir pela verdade em toda a sua vida. Por isso, eu Te peço a mesma graça: venha ao meu coração e faça com que ele escute a Tua voz e por ela sempre siga. Ensina-me a ser uma defensora da minha fé, acima de tudo, através de uma vivência coerente com o Teu Evangelho, à semelhança de São Justino. E mais que tudo eu Te peço: jamais me deixes negar a Ti por medo de perder a minha vida. Eu sei, Senhor, verdadeira vida é só em Ti! Assim seja!

São Justino, rogai por nós!