quarta-feira, 6 de julho de 2022

VISITA DA SANTA CRUZ DOS MILAGRES - CONFIRA OS DIAS NA CATEDRAL DE TERESINA









 

SANTO DO DIA 6 DE JULHO

 


Santa Maria Goretti
A+A-





A Igreja, neste dia, celebra a virgem e mártir que encantou e continua enriquecendo os cristãos com seu testemunho de ‘sim’ a Deus e ‘não’ ao pecado. Nasceu em Corinaldo, centro da Itália, no ano de 1890. Era de família pobre, numerosa e camponesa, mas muito temente a Deus.

Com a morte do pai, Maria Goretti, com os seus, foram morar num local perto de Roma, sob o mesmo teto de uma família composta por um pai viúvo e dois filhos, sendo um deles Alessandro. Aconteceu que este jovem, por várias vezes, tentou seduzir Goretti, que ficava em casa para cuidar dos irmãozinhos. E por ser uma menina temente a Deus, sua resposta era cheia de maturidade: “Não, não, Deus não quer; é pecado!”

Santa Maria Goretti, certa vez, estava em casa e em oração, por isso quando o jovem, que era de maior estatura e idade, tentou novamente seduzi-la, Goretti resistiu com mais um grande não. A resposta de Alessandro foram 14 facadas, enquanto da parte de Goretti, percebemos a santidade na confidência à sua mãe: “Sim, o perdoo… Lá no céu, rogarei para que ele se arrependa… Quero que ele esteja junto comigo na glória eterna”.

O martírio desta adolescente, de apenas 12 anos, foi a causa da conversão do jovem assassino, que, depois de sair da cadeia, esteve com as 400 mil pessoas, na Praça de São Pedro, na ocasião da canonização dessa santa, e ao lado da mãe dela, que o perdoou também.

Santa Maria Goretti manteve-se pura e santa por causa do seu amor a Deus, por isso reina na glória com Cristo.

Sua beatificação foi celebrada no dia 27 de abril de 1947, por Papa Pio Xll. E em 24 de junho de 1950, o mesmo celebrou a canonização da santa. Sua festa é celebrada no dia 6 de julho. Santa Maria Goretti é tida como a santa da castidade, da juventude, das vítimas de estupro, da pureza de coração e do perdão. É representada segurando lírios, que simbolizam sua pureza, e com vestes brancas, sinal de sua virgindade.

Santa Maria Goretti, rogai por nós!

SANTO PAPA- anuncia que nomeará duas mulheres no Dicastério para os Bispos

 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/pa

O Papa anuncia que nomeará duas mulheres no Dicastério para os Bispos
Em entrevista à agência de notícias Reuters, Francisco fala sobre a valorização da mulher na Cúria Romana e explica que pela primeira vez duas mulheres trabalharão no Dicastério que ajuda o Pontífice na escolha dos pastores diocesanos



A entrevista do Papa Francisco à agência de notícias Reuters (Reuters)





SANTA SÉ
O Papa anuncia que nomeará duas mulheres no Dicastério para os Bispos




Vatican News




Na entrevista à agência de notícias Reuters, conduzida por Phil Pullella, o Papa Francisco revelou que está prestes a nomear duas mulheres no Dicastério para os Bispos, que estarão, portanto, envolvidas no processo de eleição de novos pastores diocesanos. O Pontífice respondeu a uma pergunta sobre a presença feminina no Vaticano, a propósito do que estabelece a nova Constituição apostólica "Praedicate Evangelium", que reforma a Cúria, e sobre quais dicastérios poderiam ser confiados a um leigo ou leiga no futuro.

"Estou aberto para que seja dada a oportunidade. Agora o Governatorato tem uma vice-governadora... Agora, na Congregação para os Bispos, na comissão para eleger os bispos, duas mulheres irão para lá pela primeira vez. Um pouco se abre desta maneira." Francisco acrescentou, em seguida, que para o futuro ele vê a possibilidade de que leigos sejam nomeados para dirigir dicastérios como o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, os dicastérios para a Cultura e para a Educação, ou a Biblioteca, que é quase um dicastério.

Sucessivamente, o Papa Francisco lembrou que no ano passado, pela primeira vez, nomeou uma mulher para o cargo número dois do Governatorato da Cidade do Vaticano, a Irmã Raffaella Petrini. Além disso, Francisco nomeou a Irmã Nathalie Becquart, religiosa francesa das Irmãs Missionárias Xavierianas, subsecretária do Sínodo dos Bispos, e irmã Alessandra Smerilli, das Filhas de Maria Auxiliadora, número dois do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Entre as mulheres leigas que já ocupam cargos de alto nível no Vaticano estão Barbara Jatta, a primeira diretora dos Museus Vaticanos, Nataša Govekar, diretora da Direção teológica-pastoral do Dicastério para a Comunicação, e Cristiane Murray, vice-diretora da Sala de Imprensa Vaticana. E em janeiro de 2020, uma mulher foi nomeada pela primeira vez subsecretária da Seção da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados e as organizações internacionais, Francesca di Giovanni, responsável pelo setor multilateral. Todas foram nomeadas pelo atual Pontífice.

No mês passado, o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Joseph Farrell, brincou sobre o fato que, com a promulgação da nova Constituição sobre a Cúria, ele poderia ser o último clérigo a liderar este dicastério.





SANTO DO DIA 5 DE JULHO

 


Santo Antônio Maria Zaccaria
A+A-



Antônio Maria nasceu em Cremona, no norte da Itália, em 1502, na família Zaccaria, tradicional nobreza italiana. Ao perder o pai muito cedo, teve de sua mãe o grande gesto de amor que consistiu em dedicar-se somente para sua educação, tanto assim que, com apenas 22 anos, já era médico.

Ele fazia de sua profissão um apostolado, por isso, não cuidava só do corpo, mas também da alma dos seus pacientes que eram tratados como irmãos desse médico corajoso, pois viviam em um ambiente impregnado pelo humanismo sem Deus.

Chamado por Cristo, ampliou seu apostolado ao ser ordenado sacerdote em 1528 e, dessa forma, pôde testemunhar Jesus e a unidade da Igreja num tempo em que as ciências de fundo pagão, a decadência das ordens religiosas, do clero pediam não uma Reforma Protestante, e sim uma santidade transformadora.

Fundador dos Clérigos Regulares de São Paulo e, com a ajuda de uma condessa, da Congregação das Angélicas de São Paulo, Antônio viveu, comunicou vida num dos períodos mais difíceis da Igreja de Cristo. Depois de muito propagar a devoção a Jesus Eucarístico, por ter trabalhado demais, veio com 37 anos “dormir” nos braços de sua mãe terrestre e acordar nos braços de sua Mãe Celeste. Foi canonizado em 1897. É considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na história da Igreja.

Santo Antônio Maria Zaccaria, rogai por nós!

CNBB

 

SEMINÁRIO NACIONAL DE CATEQUESE ACONTECE DE 11 A 15 DE JULHO EM COMEMORAÇÃO AOS 30 ANOS DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

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Neste ano de 2022 comemora-se os 30 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, ocorrido em 11 de outubro de 1992. Para promover a recordação acerca do ambiente de recepção do texto do Catecismo, bem como favorecer a ampliação e o aprofundamento de seu conhecimento no Brasil, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB tem realizado uma série de eventos comemorativos e formativos.

No próximos dias 11 a 15 de julho, a Comissão realiza o Seminário Nacional de Catequese – já comum nas programações – com o tema “Catecismo da Igreja Católica: 30 anos”. A iniciativa acontece de forma online, com transmissão pelo YouTube da CNBB e da Catequese no Brasil, sempre às 19h30.

A semana catequética terá como objetivo aprofundar temáticas presentes no Catecismo em vista de ajudar o Povo de Deus em um maior conhecimento dos ensinamentos da Igreja e da vivência da fé em Cristo Jesus.

Padre Jânison de Sá, assessor da Comissão, convoca todos a participarem:
“Pe. Jânison de Sá”Tocador de áudio



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1:07

A programação pode ser conferida abaixo:
11/07 – Segunda-feira

Saudações de dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização; e dom Jaime Spengler, vice-presidente da CNBB.

Conferência – O Catecismo da Igreja Católica e sua importância para a missão da Igreja com assessoria de dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e professor na PUC Rio .
12/07 – Terça-feira

Saudação de dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

1ª Conferência – Fundamentos bíblicos no Catecismo da Igreja Católica – Antigo Testamento com assessoria do frei Vicente Artuso, professor na PUC Paraná.

2ª Conferência – Fundamentos bíblicos no Catecismo da Igreja Católica- Novo Testamento com assessoria do Cláudio Vianney Manzoni, professor na Universidade Católica de Pernambuco.
13/07 – Quarta-feira

Saudação de dom Waldemar Passini Dalbello, membro da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB.

Conferência – Patrística no Catecismo da Igreja Católica com assessoria do padre André Luiz Rodrigues da Silva, professor na PUC Rio.
14/07 – Quinta-feira

Saudação de dom Armando Bucciol, membro da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB.

1ª Conferência – Aspectos cristológicos no Catecismo da Igreja Católica com assessoria da irmã Sueli da Cruz Pereira, membro do Grupo de reflexão bíblica e catequética da CNBB.

2ª Conferência – Aspectos mariológicos no Catecismo da Igreja Católica com assessoria da irmã Maria Freire, professora na PUC SP.
15/07 – Sexta-feira

Saudação de dom Joel Portella Amado, secretário-geral da CNBB.

Conferência – Catequética e pastoral no Catecismo da Igreja Católica com o padre Abimar Oliveira de Moraes, professor na PUC Rio.
O Catecismo da Igreja Católica (CIC)

O Catecismo da Igreja Católica é uma exposição sistemática da doutrina Católica publicada no ano de 1992. A apresentação do seu conteúdo está organizada em quatro partes, a saber, a fé professada (a explicação do Credo), a fé celebrada (a apresentação da liturgia da Igreja), a fé vivida (a moral ou exigências dos mandamentos) e a fé rezada (a vida de oração da Igreja).

As bases que fundamentam toda essa apresentação são: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Esse conteúdo constitui a riqueza do pensamento da Igreja sobre os mais variados assuntos e dimensões da vida da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

Como adquirir o seu?
No site da Editora da CNBB, a Edições CNBB, no link: Catecismo da Igreja Católica.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/s

CASA DA CULTURA

 Fonte: https://portalodia.com/noticias/



A Casa da Cultura, localizada no Centro de Teresina, vem sofrendo com o descaso e abandono. O prédio, importante palco cultural da cidade, está há um ano fechado após o término do contrato entre a Prefeitura e a Arquidiocese. Desde então, o imóvel segue sem reforma e cuidados. O corrimão da escadaria principal desmoronou e as paredes já apresentam danos e rachaduras. Diante disso, a classe artística tem se manifestado, cobrando uma reforma do imóvel.


O poeta e escritor Cinéas Santos lamentou que a Casa esteja fechada e o prédio completamente abandonado pelos órgãos. Ele enfatiza que, independentemente de quem seja a propriedade, trata-se de um imóvel histórico.



(Fotos: Assis Fernandes/ODIA)

“As partes envolvidas não podem permitir ou deixar que um imóvel desse porte, que um prédio com essa importância, se transforme em estacionamento ou outra coisa inusitada. Cabe à Prefeitura de Teresina e a Arquidiocese envidarem esforços para salvar um patrimônio que não pertence à Diocese e nem à Prefeitura, pertence ao povo de Teresina, porque tem uma função social, cultural e histórica. O mínimo que se exige disso é empenho para preservar este prédio”, enfatiza.


Cinéas Santos destaca que muitos casarões antigos localizados no centro de Teresina têm sido transformados em estacionamento e que este não pode ser o fim da Casa da Cultural. “A cidade precisa preservar o mínimo da sua feição original, do contrário, será apenas uma cidade transitória, um acampamento que você monta e desmonta quando acha conveniente”, complementa.


Ao O DIA, Jailson Rodrigues, assessor de comunicação da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC), explicou que a Prefeitura chegou a fazer inúmeras tentativas, junto à Arquidiocese de Teresina, para que a gestão municipal reformasse a Casa da Cultura, desde que o valor da obra fosse abatido no aluguel do imóvel. Além da estrutura, a reforma também seria voltada para parte elétrica, ponto mais crítico do prédio e que colocava em risco, inclusive, o acervo presente na Casa. Entretanto, segundo Jailson, a Arquidiocese recusou a proposta e solicitou o encerramento do contrato.


Apesar da explanação, a FMCMC enfatizou que não iria se manifestar sobre o caso, uma vez que o prédio, que era alugado, já foi devolvido à Arquidiocese de Teresina, e, portanto, não há mais nenhum vínculo com o imóvel.


Por meio da assessoria de comunicação, a Arquidiocese de Teresina informou que não possui porta-voz para falar sobre o assunto, que o prédio será de responsabilidade do Estado e que a entidade já está fazendo esta negociação.

Entenda

O prédio da Casa da Cultura pertence à Arquidiocese de Teresina, era alugado pela Prefeitura e mantido pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC). Em janeiro de 2021, o local foi interditado após apresentar problemas estruturais na edificação e elétrica, exigindo uma reforma urgente. Com o fim do contrato entre a PMT, que encerrou em julho do mesmo ano, o local foi fechado e segue, até o momento, sem reparos.


Diante disso, o acervo foi transferido para outros espaços culturais, como a antiga Casa da Dona Carlotinha, na Praça João Luís Ferreira, prédio do Instituto de Previdência Municipal de Teresina (IPMT), o Museu Dom Libório, localizado na Rua Olavo Bilac e o Balé da Cidade será encaminhado para o Teatro João Paulo II.



É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!

segunda-feira, 4 de julho de 2022

SANTO DO DIA 4 DE JULHO

 


Santa Isabel de Portugal





Nasceu na Espanha no ano de 1271. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação, digna do seguimento de Cristo. Ela foi criada por seu avô, Tiago I, que estava recém-convertido ao cristianismo.

Casamento

Foi entregue em casamento ao rei Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração e centrada na Eucaristia. Seu matrimônio foi um lugar de humilhação e santificação: ela permaneceu fiel e amável mesmo diante das traições e dificuldades com o esposo.

Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados.

Mulher religiosa e de caridade

Ela ajudou a propagar a grande devoção a Nossa Senhora da Conceição.

Refundou, em 1314, o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra; também fundou, em 1321, em Santarém, o Hospital de Nossa Senhora dos Inocentes, voltado para crianças que, por algum motivo, eram abandonadas por suas mães.

Uma de suas últimas obras de caridade talvez tenha sido cuidar do seu próprio esposo. Dom Diniz, que tanto a fez sofrer, agora precisava dos cuidados de Isabel, que se dispôs, quis cuidar dele. Ele ficou doente em 1324, e faleceu no ano seguinte.

Viúva e Clarissa

Então, Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha, abdicando seus bens e títulos para receber o hábito no Mosteiro das Clarissas em Coimbra, ingressando na Ordem Terceira Franciscana.

Em 1336, saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho devido a um novo conflito familiar. Mesmo enferma, conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho.

Páscoa

Faleceu no dia 4 de julho de 1336, e foi sepultada no Mosteiro em Coimbra.

Foi canonizada pelo Papa Urbano VIII em 1665.

Padroeira de Portugal

Santa Isabel foi declarada padroeira de Portugal, recebendo do povo o título de “rainha santa da concórdia e da paz”.

A minha oração

“Santa Isabel, fostes uma exímia esposa, mãe, serva, rainha e religiosa porque em tudo se dedicou ao amor a Deus e ao próximo, intercede por nós junto ao Senhor para que também saibamos amar e nos doar à Ele e aos nossos irmãos. Amém!”

Santa Isabel, rogai por nós!

PAPA FRANCISCO: missão evangelizadora, testemunho do amor fraterno

 

Fonte: www.vaticannews.va/pt

O Papa: missão evangelizadora, testemunho do amor fraterno
"A missão evangelizadora não se baseia no ativismo pessoal, mas no testemunho do amor fraterno, mesmo através das dificuldades que a convivência implica”. Palavras do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 3 de julho, ao falar sobre a missão evangelizadora que nos foi confiada por Jesus



Jane Nogara - Vatican News

No Angelus deste domingo, 3 de julho, o Papa Francisco falou sobre a missão evangelizadora que nos foi confiada por Cristo. Ao comentar o Evangelho disse: “Os discípulos foram enviados dois a dois, não individualmente. Ir em missão dois a dois, de um ponto de vista prático, parece ter mais desvantagens do que vantagens. Há o risco de que os dois não se entendam, que tenham um ritmo diferente, que um fique cansado ou doente pelo caminho, forçando o outro a parar também”. Entretanto, continua, Jesus não pensa assim, “não envia solitários à sua frente, mas discípulos que vão dois a dois. Perguntemo-nos: qual é a razão desta escolha do Senhor?”.






Mais sobre o testemunho do que sobre as palavras

“A tarefa dos discípulos é ir à frente e preparar o povo para receber Jesus; e as instruções que Ele lhes dá não são tanto sobre o que devem dizer, mas sobre como devem ser: mais sobre o testemunho a ser dado do que sobre as palavras a serem ditas:



“De fato, os chama de operários: isto é, são chamados a operar, a evangelizar através de seu comportamento. E a primeira ação concreta pela qual os discípulos realizam sua missão é precisamente a de ir dois a dois”
Disponibilidade para a fraternidade

Francisco continua: “Pode-se elaborar planos pastorais perfeitos, implementar projetos bem elaborados, organizar-se até os mínimos detalhes; pode-se convocar multidões e ter muitos meios; mas se não houver disponibilidade para a fraternidade, a missão evangélica não avança”.


Concluindo seu pensamento Francisco afirma:



“A missão evangelizadora não se baseia no ativismo pessoal, ou seja, no ‘fazer’, mas no testemunho do amor fraterno, mesmo através das dificuldades que a convivência implica”
Respeitamos quem nos rodeia?


Por fim o Papa pondera: “Então podemos nos perguntar: como levamos a boa nova do Evangelho aos outros? Fazemo-lo com espírito e estilo fraterno, ou à maneira do mundo, com protagonismo, competitividade e eficiência? Perguntemo-nos se temos a capacidade de colaborar, se sabemos tomar decisões em conjunto, respeitando sinceramente quem nos rodeia e levando em conta seu ponto de vista. É sobretudo desta maneira que a vida do discípulo permite que a do Mestre transpareça, anunciando-o verdadeiramente aos outros”.

ARQUIDIOCESE DE TERESINA - realizou a XIII Semana Arquidiocesana de Catequese

 

Coordenador arquidiocesano de Catequese  Edmilson Alves


No período de 27 de junho a 01 de julho aconteceu a XIII Semana Arquidiocesana de Catequese que visa fortalecer o itinerário formativo dos agentes de catequese da Arquidiocese de Teresina, os encontros aconteceram às 19h no Auditório São Paulo VI, em Teresina.

A proposta foi: capacitar a caminhada de discípulos missionários de Jesus para conhecer melhor aquilo que a Igreja traz de mais nobre, para que possamos vivenciar estes ensinamentos no dia a dia de nossas comunidades.

Mais informação  -  (86) 99466-2373 

ECC - 50º ENCOINTRO DE CASAIS COM CRISTO

Catedral de Nossa Senhora das Dores realiza o 50º ECC


A Catedral de Nossa Senhora das Dores realizou hoje dia 3 de Junho o 50º ECC com a Santa Missa.

SANTO DO DIA 3 DE JULHO

 


São Tomé Apóstolo



Testemunho Bíblico

Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não acreditarei”. Uma semana mais tarde, os seus discípulos estavam outra vez ali, e Tomé com eles. Apesar de estarem trancadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A Paz esteja com vocês!”. Depois, disse a Tomé: “Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e acredite”. Disse-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!”. Então Jesus lhe disse: “Você acreditou porque me viu! Felizes os que não viram e acreditarão». (Jo 20,24-29)

Tomé incrédulo?

Geralmente, quando se fala de São Tomé, começa-se de trás para frente: depois da ressurreição, por não estar presente na aparição de Jesus aos Apóstolos, não acreditou no que lhe disseram. Porém, ninguém tem o direito de pensar que Tomé era uma pessoa tépida ou, pior ainda, um pecador. Era apenas um homem cuja fé profunda ainda devia ser posta à dura prova da vida, que ele não escondia: expôs suas dúvidas e fez a Jesus as perguntas que brotavam do seu coração. Por exemplo: quando Jesus voltou a Betânia, onde seu amigo Lázaro tinha falecido, os discípulos ficaram com medo, porque, na Judeia, o clima não era nada favorável. Ali, Tomé demonstrou não ter medo de nada, a ponto de dizer: “Vamos morrer com Ele”. Durante a Última Ceia também, quando Cristo disse que ia preparar um lugar para todos na Casa do Pai, Tomé ficou desorientado. Por isso, perguntou ao Senhor para onde ia, e qual seria o caminho para chegar lá. Então, Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a vida!”.

Incredulidade do Apóstolo como estereótipo

Toda a comunidade dos Apóstolos estava abalada pela morte de Jesus e pelas violências que padeceu. Porém, ao ressuscitar, Jesus apareceu, imediatamente, aos seus discípulos para tranquilizá-los. Tomé não estava lá naquele momento, e por isso não acreditou no que diziam. Talvez, por causa da sua teimosia inata ou por sentir de estar ausente, quis tocar as feridas dos cravos e nas mãos, e no peito de Jesus. Afinal, ele era um homem como todos. Por isso Jesus o satisfez ao voltar oito dias depois. Assim, Tomé acreditou, imediatamente, a ponto de confessar: “Meu Senhor e meu Deus!”, como ninguém jamais havia feito. Por fim, Jesus fez uma promessa, que servia para toda a humanidade, até o fim dos tempos: “Felizes dos que acreditarão sem ter visto”. O Papa São Gregório Magno, meditando essa realidade de São Tomé, diz: “A incredulidade de Tomé não foi um acaso, mas prevista nos planos de Deus. O discípulo, que duvidando da Ressurreição do Mestre, pôs as mãos em Suas chagas, e curou com isso a ferida da nossa incredulidade”.

A missão do discípulo

Sabemos que Tomé não era muito instruído, mas, certamente, compensava esta lacuna pelo imenso amor que sentia por Jesus. Segundo a tradição, o Apóstolo recebeu a missão de evangelizar a Síria e, depois, a cidade de Edessa, da qual partiu para fundar a primeira comunidade cristã na Babilônia, Mesopotâmia, onde permaneceu sete anos. Dalí, embarcou para a Índia. De Muziris, onde já havia comunidade judaica promissora, que se tornou cristã, rapidamente atravessou todo o país até chegar à China, sempre e somente por amor ao Evangelho. Ao voltar à Índia, foi martirizado, transpassado por uma lança, na atual Chennai, em 3 de julho de 72.

A minha oração

“Ó Santo Apóstolo, predileto do Senhor, com tua incredulidade curou a nossa, com tua audácia tocaste no corpo glorioso do Senhor. Ensinai-nos a crer sem precedências e a provar da ressurreição do divino Mestre. Amém!”

São Tomé , rogai por nós!

sábado, 2 de julho de 2022

SANTO DO DIA 2 DE JULHO


São Bernardino Realino, salvava almas para Deus





Religioso [1530 – 1616]Sacerdote da Companhia de Jesus que resplandeceu por caridade e bondade. Rejeitando as honras mundanas, dedicou-se à pastoral dos presos e doentes e ao ministério da palavra e da penitência. Tornou-se um santo padroeiro de uma cidade toda mesmo em vida.



Jovem dedicado ao estudo e às festas

Bernardino Realino nasceu em Carpi (Modena), em 1 de dezembro de 1530. Filho mais velho de um senhor ao serviço dos tribunais no norte da Itália, Bernardino lança-se com alma aberta e ardente na vida juvenil das Universidades, passando de umas para as outras, sempre dedicadas com a mesma vivacidade e com feliz sucesso à medicina e à literatura, à filosofia e ao direito, feliz companheiro nos círculos estudantis de Modena e parceiros em suas diversões barulhentas.

Companhia de Jesus

Depois de se formar em Direito em Bolonha, em 1556, entrou ao serviço do Marquês Francesco Ferdinando d’Avalos; vice-rei da Sicília, mudou-se para Nápoles e, em 1564, decidiu tornar-se religioso da Companhia de Jesus. Ele realiza um trabalho apostólico ativo especialmente em Lecce, onde morreu em 2 de julho de 1616 aos 86 anos. As relíquias são mantidas na Igreja do Gesù em Lecce.

Homilia de canonização

Canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII, ele diz: “Tendo partido em uma ladeira tão escorregadia, para onde ele irá? A contenção de sua profunda fé religiosa o manterá à beira do abismo, enquanto um amor honesto cultivado no segredo de seu coração o guarda […] Diante de seus passos, abre-se o caminho brilhante do judiciário, a voz de Deus, que discretamente fala ao seu coração […] você o vê aos trinta e quatro anos apresentando-se ao noviciado em Nápoles […] Bernardino conhece cada vez mais a fugacidade do que o cerca, desprende-se cada vez mais resolutamente de tudo o que passa, riquezas, hon

A minha oração

“Depois de experimentar o mundo, tu descobristes que o melhor é estar ao lado de Deus. Por isso, ensina-nos a viver com piedade e livrai-nos das tentações e seduções do mundo para que sejamos santos. Que a tua bondade nos ajude a crescer nos estudos sem descuidar da espiritualidade. Amém!”

São Bernardino, rogai por nós!ras, laços de afeições mesmo legítimas, mas demasiado humanas, para consagrar-se sem reservas Àquele que permanece imutável, Senhor, Inspirador, Governante e Recompensador de todo o bem no meio do fluxo desta vida mortal”.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

O Papa: na guerra, não se dança o minueto, mata-se

 




Papa Francisco sendo entrevistado pela jornalista Bernarda Llorente, da agência de notícias argentina Télam (Vatican Media)


O Papa: na guerra, não se dança o minueto, mata-se

Entrevista da agência Télam com o Papa Francisco. O Papa reitera que os conflitos são gerados pela falta de diálogo e expressa desilusão perante a incapacidade da ONU de detê-los. No balanço de quase dez anos de pontificado, a consciência de ter atuado como um catalisador das exigências do Colégio dos Cardeais. Também o convite à sua América Latina para se libertar dos "imperialismos exploradores", promovendo o encontro entre povos e soberania



Antonella Palermo - Vatican News

"Não podemos voltar à falsa segurança das estruturas políticas e econômicas que tínhamos antes". Esta é uma das passagens mais significativas da longa entrevista concedida pelo Papa Francisco a Bernarda Llorente, da principal agência de notícias da Argentina, a Télam. O Pontífice articula suas reflexões desde a pandemia até o cuidado da casa comum, dos jovens ao compromisso na política, da Igreja na América Latina à crise das instituições, voltando ao grande tema da guerra e por fim tentando fazer um balanço de seu pontificado. É, portanto, sobre a questão central de como as crises são tratadas ou não são tratadas que o Papa se move primeiramente, que nos lembra que, se estes compromissos não forem enfrentados, se transformam em conflito. "E o conflito é algo fechado, busca a solução dentro de si mesmo e se autodestrói".


África sem vacinas: exemplo de má gestão da pandemia


Francisco fala sobre a atitude que está sendo imposta diante da epidemia do coronavírus que, confessa, não lhe agrada. O exemplo dado é o da África deixada sem um suprimento suficiente de vacinas; ele vê, em suma, outros interesses na administração, à luz do fato de que - afirma - "algo não funcionou". "Usar a crise em proveito próprio significa sair mal e, acima de tudo, sair sozinho", reitera ele. E, portanto, critica a presunção de que um único grupo possa sair da crise: segundo o Papa isso é uma ilusão. Francisco fala de "salvação parcial, econômica, política ou de certos setores do poder".


A guerra é uma falta de diálogo

Entre as crises mais dramáticas está a guerra, à qual a entrevista dedica um exame aprofundado na segunda parte. A referência à Ucrânia é explícita, mas o Papa também lembra - em uma abordagem progressiva de nossos dias - as tragédias de Ruanda, Síria, Líbano e Mianmar. "Uma guerra, infelizmente, é uma crueldade por dia. Na guerra, não se dança o minueto, mata-se", aponta amargamente o Pontífice, denunciando novamente a estrutura de venda de armas que a favorece. Também retorna ao conceito de "guerra justa": "Pode haver uma guerra justa, existe o direito de se defender, mas a forma como o conceito é usado hoje deve ser repensado", diz Francisco, que mais uma vez chama a atenção para a importância de saber ouvir uns aos outros - mesmo simplesmente na vida comum - para poder dialogar e assim dissipar qualquer possibilidade de conflito. A este respeito, ele recorda sua visita ao cemitério de Redipuglia para o centenário da guerra de 1914, suas lágrimas impossíveis de conter. Também aconteceu no cemitério de Anzio: "Que crueldade", comenta. Pensando nos desembarques na Normandia e nos 30 mil jovens que perderam suas vidas na praia pelos nazistas, se pergunta: "Isso é justificável? E convida as pessoas a visitarem cemitérios militares na Europa, pois isso ajuda a perceber isso.
A ONU não tem o poder de se impor para acabar com as guerras

À luz destas observações, com a franqueza com que o Papa está acostumado a se expressar, confessa sua desilusão com o trabalho das Nações Unidas que - por mais que ajudem a evitar guerras (pensando em Chipre, por exemplo) - não consegue detê-las, "não tem nenhum poder". À solicitação da jornalista, o Papa chega ao ponto de dizer que existem algumas "instituições beneméritas" em crise (sobre as quais reserva alguma esperança) e outras empenhadas na resolução de questões internas. Apela para o uso de coragem e criatividade em instituições internacionais para superar o que ele define de situações "mortais".


A natureza "não perdoa”

A outra crise, a ambiental – sobre a qual o Papa fala mais uma vez, antes de sintetizar o estilo que inspirou seu Magistério nestes quase dez anos de pontificado - não é negligenciada. Francisco fala do uso distorcido que o homem faz da natureza, que, no entanto, "faz você pagar": você a usa, ela o sobrecarrega. Estamos agredindo continuamente o universo. "Usamos mal nossas forças", afirma o Papa. A preocupação com o aquecimento global o leva a recontar mais uma vez a gênese da encíclica "Laudato Si", e a apontar que a natureza não é vingativa, mas "não perdoa", se pusermos em marcha processos degenerados.
Confiança nos jovens, mesmo que sejam desencorajados. Tradição não é retroceder

O universo da juventude ocupa uma grande parte da entrevista. Em particular, o Papa se detém no desengajamento político que parece estar emergindo inexoravelmente: "eles estão desanimados", diz Francisco, que inclui acordos mafiosos e corrupção entre as causas do desencantamento. Daí o convite do Papa para aprender, em vez disso, "a ciência da política, da convivência, mas também da luta política que nos purifica do egoísmo e nos faz progredir". No entanto, o Papa mostra que tem confiança nos jovens, mesmo que eles geralmente não vão à missa: o importante é ajudá-los a crescer e acompanhá-los. Em seguida, citando o compositor Mahler, lembra: "A tradição é a garantia do futuro". Não se trata de uma peça de museu. É o que lhe dá vida, desde que faça crescer. É completamente diferente de ir para trás, que é um conservadorismo insalubre".
A filosofia da alteridade para derrotar os "males do espelho”

Francisco também descreve o que ele considera os males de nosso tempo: narcisismo, desencorajamento e pessimismo, os males da chamada psicologia do espelho. Segundo ele, eles são combatidos com o senso de humor "que torna mais humano" e com o confronto, com a filosofia da alteridade.
Em 2023, dez anos de pontificado: reuni sugestões das reuniões pré-conclave

Em vista dos dez anos da sua eleição em 2023, ele foi solicitado a fazer um balanço de sua atividade no Trono de Pedro. O Papa Francisco enfatiza que "reuniu tudo o que os cardeais haviam dito nas reuniões pré-conclave". "Creio que nada seja original da minha parte", admite, "mas eu comecei o que todos tínhamos decidido juntos". É em essência o estilo que produziu a nova Constituição Apostólica Praedicate Evangelium, o resultado de oito anos e meio de trabalho e consultas que já estavam em preparação há algum tempo. Surgiu assim a experiência missionária da Igreja. O Papa insiste em não reivindicar toda a autoria, no sentido de que foi como o catalisador de um processo: "Isto é, não são minhas ideias. Que fique claro. São as ideias de todo o Colégio dos Cardeais que pediram isso".
A marca latino-americana

O Papa Bergoglio reconhece que existe uma abordagem tipicamente latino-americana de ser uma Igreja em diálogo com o povo de Deus, que ele inevitavelmente imprimiu no Magistério. Aproveita a oportunidade, a este respeito, para lembrar o fato de que a Igreja "foi distorcida quando o povo não pôde se expressar e acabou sendo uma Igreja de chefes, com agentes pastorais no comando". Ele recomenda a leitura do filósofo argentino Kush "quem melhor capturou o que seja um povo". Francisco assinala que o povo latino-americano soube manifestar seu verdadeiro protagonismo precisamente no âmbito religioso, mas não esquece de mencionar as tentativas de ideologização da própria Igreja, como instrumento de análise marxista da realidade para a Teologia da Libertação. "Foi uma instrumentalização ideológica, um caminho de libertação - digamos assim - da Igreja popular latino-americana. Mas as pessoas são uma coisa, os populismos são outra”, esclarece.
Encontro de povos e soberania: o trabalho para a América Latina, além das ideologias

"A Igreja latino-americana apresenta em alguns casos aspectos de subordinação ideológica", continuou o Papa, "houve e continuará havendo, porque esta é uma limitação humana. Mas é uma Igreja que soube e sabe expressar cada vez melhor sua piedade popular". O Pontífice reitera a importância de olhar o mundo a partir das periferias existenciais e sociais, precisamente à luz da ligação entre estas e o povo. Daí o convite para visitar idosos aposentados, crianças, bairros, fábricas, universidades, "onde se vive o cotidiano. E é lá que o povo se mostra". O olhar de Francisco para seu continente natal é o de quem o vê em um caminho lento, de luta, do sonho de San Martín e Bolívar, pela unidade. "Sempre foi vítima, e será sempre uma vítima até ser completamente liberada dos imperialismos exploradores", assinala, observando que todos os países têm este problema. Por isso, ele pede que se trabalhe para o encontro de "todos os povos da América Latina, além das ideologias, com soberania, para que cada povo sinta que tem sua própria identidade e, ao mesmo tempo, precise da identidade do outro. Não é fácil", admite o Papa.
Atenção às distorções da realidade na mídia: ser honestos

Quanto à importância da voz do Papa Francisco no mundo de hoje, em nível social e político, o pontífice aponta para a coerência, entre o que ele sente diante de Deus e os outros, que guia suas ações e as suas afirmações. E acrescenta que não está preocupado se não conseguirem realmente mudar as coisas, embora ele queira que mudem. Reflete sobre o fato de que tem que ter muito cuidado com o risco de manipulação de seu pensamento pela mídia e dá o exemplo de uma controvérsia que surgiu, no contexto dos comentários sobre a guerra na Ucrânia, pela omissão da condenação de Putin. E diz: "A realidade é que o estado de guerra é algo muito mais universal, mais sério, e não existem os bons e os malvados. Estamos todos envolvidos e isto é o que temos que aprender". De modo mais geral, Francisco adverte contra as tendências da mídia que levam à distorção da realidade enquanto comunicar, observa, significa "engajar-se bem". E, a este respeito, evoca os quatro "pecados da comunicação": desinformação (dizer o que é conveniente); calúnia (inventar em detrimento de uma pessoa); difamação (atribuir a alguém um pensamento que entretanto mudou); coprofilia (amor à sujeira, gosto pelo escândalo). "A comunicação é algo sagrado" e deve ser feita com "honestidade e autenticidade", salienta o Papa que, portanto, pede aos meios de comunicação uma objetividade saudável, "o que não significa que se trate de água destilada". "O comunicador, para ser um bom comunicador, deve ser uma pessoa correta", afirma.
A vida é bela se soubermos esperar, no estilo de Deus

Na parte final da entrevista, Bergoglio recorda a época do conclave, a mudança em sua vida após sua eleição, mas também retorna para recordar sua vida antes de tornar-se pontífice: 'É a história de uma vida que continuou com muitos dons de Deus, muitas falhas de minha parte', confessa, muitas posições não tão universais. Na vida se aprende a ser universal, a ser caridoso, a ser menos maldoso". Fala de altos e baixos no seu caminho e é grato por tantos amigos que o ajudaram, o acompanharam tanto que ele nunca se sentiu sozinho. E, em uma espécie de jogo de espelho para o qual a entrevistadora o convida, Francisco diz com uma pitada de ironia: "Pobrezinho, o que te aconteceu! Mas não é tão trágico ser papa. Pode-se ser um bom pastor". A conversa termina com uma espécie de autoanálise da personalidade de Bergoglio desde que se tornou papa: "Em minha vida tive períodos rígidos, nos quais pretendi demais. Então percebi que não se pode seguir esse caminho, que é preciso saber guiar. Esta é a paternidade que Deus tem". Ele não se esquiva de criticar sua atitude quando era bispo, na qual ele admite ter usado de severidade excessiva. Diz que a vida é bela se soubermos esperar, como Deus faz conosco, um traço do estilo de Deus que ele teria amadurecido com o tempo. "Teremos o Papa Francisco por mais um tempo?" pergunta a entrevistadora. "Deixemos a resposta para Aquele que está no alto", brinca o Papa.

SANTO DO DIA 1º DE JULHO

 


Beata Madre Maria Assunta Marchetti



Cofundadora [1871-1948]Religiosa e cofundadora do Instituto das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, foi uma monja exemplar ao serviço dos órfãos dos imigrantes italianos; ela viu Jesus presente nos pobres, nos órfãos, nos doentes, nos migrantes.



Maria Assunta Caterina Marchetti

Nasceu em Lombrici di Camaiore (Lucca) em 15 de agosto de 1871. Desde muito jovem, desejou uma vida de total dedicação e entrega a Deus, mas o trabalho doméstico, a doença da mãe e a morte prematura do pai a impediram de realizar suas aspirações imediatamente.

Missionária

Em 1895, aceitou o pedido de seu irmão, Pe. Giuseppe Marchetti, para acompanhá-lo em sua missão no Brasil, para cuidar dos órfãos dos imigrantes italianos. Ela seguiu sua vocação e, junto com sua mãe e outros dois jovens, foi apresentada a Giovanni Battista Scalabrini, constituindo os Servos dos Órfãos e Abandonados . Era 25 de outubro de 1895.

Espiritualidade maternal

Para a Madre, Jesus estava presente nos pobres, nos órfãos, nos doentes, nos migrantes. Ficou feliz por ser chamada à honra do apostolado , ao serviço da caridade entre os mais abandonados. Dedicou sua juventude aos pequeninos, tornando-se mãe daqueles que ficaram órfãos; ele ansiava, em seu coração, terminar seus dias terrenos na companhia de seus entes queridos, os pequenos órfãos.

Modelo de vida

As Irmãs Missionárias Scalabrinianas têm nela um pilar e modelo de incansável dedicação missionária e corajosa ao serviço da caridade. Sua dedicação gerou uma grave lesão na perna, causada durante uma visita a uma pessoa doente, que lhe causou longos anos de sofrimento. Ele morreu no orfanato em São Paulo, Brasil, em 1º de julho de 1948. Sua Beatificação ocorreu, em 25 de outubro de 2014, por meio do Papa Francisco.

A minha oração

“Mãe dos pobres e abandonados, olhai para aqueles que mais sofrem e intercedei por eles. Assim como cuidai de nós como vossos filhos, aqueles a quem tu adotastes com amor e carinho. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

Beata Madre Marchetti , rogai por nós!

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Conheça o logo do Jubileu de 2025

 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vatic


Conheça o logo do Jubileu de 2025
Apresentado o logotipo oficial do próximo Jubileu, que terá lugar em 2025. Foram recebidas um total de 294 inscrições de 213 cidades e 48 países diferentes, com idades entre os 6 e os 83 anos. A obra é de Giacomo Travisani





Vatican News

Foi apresentado na tarde desta terça-feira o logotipo oficial do próximo Jubileu, que terá lugar em 2025.

Para a escolha, foi lançado um concurso, aberto a todos. Segundo o presidente do Dicastério para a Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, foram recebidas um total de 294 inscrições de 213 cidades e 48 países diferentes, com idades entre os 6 e os 83 anos.

"De fato, muitos desenhos feitos à mão foram recebidos de crianças de todo o mundo, e foi realmente comovente ver estes desenhos fruto da imaginação e da simples fé."

Durante a escolha, as obras foram identificadas apenas por um número, de modo que o autor permanecesse anônimo.

Em 11 de junho, o Arcebispo Fisichella submeteu os três projetos finais ao Papa Francisco, que selecionou o que mais o impressionava.

"Depois de analisar os projetos várias vezes e expressar a sua preferência, foi escolhido o desenho de Giacomo Travisani", disse o Arcebispo Fisichella.

Giacomo Travisani, presente na coletiva no Vaticano, explicou a sua ideia: ele imaginou todas as pessoas avançando juntas, "graças ao vento da Esperança que é a Cruz de Cristo e o próprio Cristo".

O logo mostra quatro figuras estilizadas para indicar toda a humanidade dos quatro cantos da terra. Cada uma delas abraçando-se mutuamente, indicando a solidariedade e a fraternidade que deve unir os povos. A primeira figura está agarrada à Cruz. As ondas subjacentes são agitadas para indicar que a peregrinação da vida nem sempre se faz em águas calmas.

A parte inferior da Cruz é alongada, transformando-se numa âncora, que domina o movimento das ondas. As âncoras com frequência são usadas como metáforas de esperança.

A imagem mostra como a viagem do peregrino não é individual, mas sim comunitária, com os sinais de um dinamismo crescente que se move cada vez mais em direção à Cruz.

"A Cruz não é estática", sugeriu Fisichella, "mas dinâmica, inclinando-se para encontrar a humanidade como se não a deixasse em paz, mas sim oferecendo a certeza da sua presença e a tranquilidade da esperança."

Um Jubileu é "ordinário" se celebrado após o período habitual de 25 anos, e "extraordinário" quando é proclamado por algum evento notável.

O último Jubileu ordinário teve lugar no ano 2000 durante o pontificado do Papa S. João Paulo II. Em 2015, o Papa Francisco proclamou um Ano Santo Extraordinário de Misericórdia.