sexta-feira, 7 de outubro de 2022

FESTA DA MÃE DE DEUS 12 de Outubro


Fique esperto



A Arquidiocese de Teresina realiza no próximo dia 12 de outubro a 16ª Festa da Mãe de Deus, em honra a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil cujo tema é “Maria, conserva-nos em comunhão”,.


A programação terá início às 6h30 com a celebração da Santa Missa campal ao lado da Igreja São Benedito, seguida de procissão pela Avenida Frei Serafim até o Centro Pastoral Paulo VI, finalizando com a coroação de Nossa Senhora Aparecida.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

SANTO DO DIA 6 DE OUTUBRO




São Bruno





Hoje, lembramos do santo que se tornou o fundador da Ordem dos Cartuxos com seus seis companheiros. Essa Ordem é considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, pelo exercício do silêncio, solidão, jejuns, penitências e orações, e que atravessou a história sem reformas e perdura até hoje na mesma radicalidade. Filho de família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1030. Quando alcançou idade, ele foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio e se deixou seduzir. Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local e chegou a estudar na escola catedralícia de Reins. Adquirido o grau de doutor e nomeado Cônego do Capítulo da catedral, foi designado em 1056 escolaster, isto é, Reitor da Universidade. Foi um dos maestros mais renomados de seu tempo : “(…)um homem prudente, de palavra profunda”.

Bruno encontra-se cada vez menos à vontade numa cidade onde existem muitos motivos de escândalo por parte do alto clero e, inclusive, do Arcebispo. Depois de ter lutado com sucesso contra esses problemas, Bruno experimenta o desejo de uma vida mais entregue exclusivamente a Deus. Em 1080, Concílio de Lyon, a ordem de Gregório VII, o Papa destitui definitivamente o arcebispo Manasés e ordena a sua expulsão de Reims. Ao voltar para sua cidade, Bruno recebe o convite para o arcebispado, mas recusa o cargo. Tornando-se cinquentenário e cônego, ele amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa. Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se para uma região chamada Cartuxa, com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. No mês de junho de 1084, o mesmo bispo conduziu Bruno e seus seis colegas (fundadores da Ordem) ao deserto do maciço montanhoso de Chartreuse (Cartuxa), que dará seu nome à Ordem. Ali constroem seu eremitério formado com algumas casinhas de madeira que se abrem a um corredor largo e comprido, que permite acesso, sem sofrer muito com as mudanças de clima e tempo, aos lugares de vida comunitária: a igreja, o refeitório e o Capítulo. Assim, eles viveriam em quartos chamados celas isolados, mas com esse corredor que dava acesso aos ambientes comuns. São Hugo os levou para esse local por conta de um sonho que ele teve. Nesse sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso. Após esse sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno, que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete homens, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras. Nelas, São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa, com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus.

Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim do aprofundamento na oração e meditação das coisas divinas, nos ofícios litúrgicos comunitários, na obediência aos superiores, nos trabalhos agrícolas, na transcrição de manuscritos e livros piedosos. O lema da Ordem é: “Stat Crux dum volvitur orbis” (A Cruz permanece intacta enquanto o Mundo dá sua órbita), o que nos faz perceber que tudo passa nessa vida menos a salvação de Cristo na cruz, o mundo gira mas a cruz permanece.

Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), em 1088, logo o chamou para assessor e conselheiro em 1090. Além disso, quis lhe fazer arcebispo, porém, o santo recusou novamente. Um ano depois, pediu com insistência ao Sumo Pontífice e conseguiu voltar à vida religiosa, quando, juntamente com amigos de Roma, fundou, no sul da Itália, o Mosteiro de Santa Maria da Torre, nos bosques da Calábria. Lá veio a falecer, no dia 6 de outubro de 1101, tendo suas últimas palavras uma profissão de fé Eucarística: “Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo”. O corpo foi enterrado no cemitério de Nossa Senhora da Torre e foi encontrado incorrupto em 1515. Em 1514, Leão X autorizou aos cartuxos o culto do fundador. Logo, em 1623, Gregório XV libera o culto a toda a Igreja. O pensamento da morte e do inferno levou-o a fugir da glória e dos homens, mas a glória e os homens o seguiu mesmo depois da morte. Os seus discípulos espalharam-se pelo mundo inteiro, apregoando a santidade do Mestre e a glória do escudo das setes estrelas. Ásperas penitências, prolongadas vigílias, silêncio perpétuo com os homens e conversação incessante com Deus. À porta da cela dos Cartuxos, morrem os rumores do mundo e começa o limiar do céu.

Um depoimento de um de seus irmãos da Calábria: por muitos motivos merece Bruno ser louvado, mas sobretudo por um: foi um homem de caráter sempre igual (estável). De rosto sempre alegre e palavra modesta. Juntava a autoridade dum pai à ternura de uma mãe. Ante ninguém fez ostentação de grandeza, senão que se mostrou sempre manso como um cordeiro. Foi nesta vida, o verdadeiro israelita.

Tocamos aqui, ao que parece, um ponto essencial na atitude espiritual de nosso Santo: alegria, ação de graças. A carta aos monges da Cartuxa extravasava estes sentimentos: “Alegrai-vos, pois, meus caríssimos irmãos, por vossa ditosa sorte e pela liberal mão da graça de Deus para com vocês… Alegrai-vos por ter atingido o repouso calmo e seguro do mais resguardado porto, que não se concedeu a outros muitos pese a seus desejos e esforços”.

O amor à solidão, consagração total a Deus dedicando-se ao único necessário, firmeza de vontade, estabilidade e também sensatez, prudência, equilíbrio humano; natureza inclinada à amizade e à bondade, suavidade nas relações com seus inferiores; enfim, sólidas virtudes espirituais; todos esses rasgos se fundem num conjunto harmonioso que se manifesta pela igualdade de ânimo de São Bruno entre os seus. A raiz de tudo isso está na intimidade que teve sempre o Santo com Cristo.

São Bruno, rogai por nós

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

SANTO DO DIA 5 DE OUTUBRO




Santa Maria Faustina Kowalska





A mística da Misericórdia nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira dos dez filhos do casal Stanislaus, carpinteiro e agricultor, e Marianna Kowalska, que os educaram com grande disciplina espiritual. Muito pobres, só foi possível à Faustina que completasse três anos de estudos. Ela e suas irmãs tinham, por exemplo, apenas um bom vestido que tinham de revezar para ir às missas, cada uma assistia, portanto, a uma missa diferente. Ela também trabalhou de doméstica por um tempo, antes de entrar no convento. Com 18 anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa desde a infância, mas os pais não permitiram. Aos 19 anos, estava dançando em um baile quando viu Jesus coberto de chagas parado junto a si, então, Ele lhe disse: “Até quando hei de ter paciência contigo? Até quando tu me enganarás?”. Faustina disfarçou o acontecido para que sua irmã não percebesse e, assim que pode, abandonou discretamente o baile e dirigiu-se até a Catedral de São Estanislau Kostka , lá ela pediu ao Senhor, em oração profunda, que lhe mostrasse o caminho a ser seguido, logo escutou uma voz que lhe dizia: “Vá imediatamente a Varsóvia, lá entrarás em um convento”.

No outro dia, apenas com a roupa do corpo, decidiu sair de sua casa mesmo sem a permissão dos pais. Ela vagou de convento em convento sendo rejeitada por causa de sua baixa escolaridade e pobreza. Depois de várias semanas de busca, a Madre Superiora do convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia decidiu lhe dar uma chance com a condição de que pagasse pelo ingresso, o que a levou a trabalhar como doméstica por um ano, período em que fazia depósitos na conta do convento até que completasse o montante exigido. Em 30 de abril de 1926, aos 20 anos, ingressou no convento adotando o nome de Maria Faustina do Santíssimo Sacramento. O nome Faustina significa abençoada, afortunada e pode ser uma referência ao mártir cristão Faustinus. Segundo conta em seus diários, poucas semanas depois de seu ingresso no convento, teve a tentação de abandoná-lo. Chegou a procurar a Madre Superiora, porém, não encontrou-a, retirando-se então para seu dormitório. Lá teve uma visão de Jesus, com seu rosto desfigurado por conta das chagas. Ela questionou-o: “Jesus, quem te feriu tanto?”. Jesus respondeu: “Esta é a dor que me causarias se tivesses abandonado este convento. É para cá que eu te trouxe e não para outro; e tenho preparadas para ti muitas bênçãos”. Ela compreendeu que o plano de Deus para ela era que ficasse ali. O tempo que lhe sobrava dos trabalhos e obrigações passava-se em adoração ao Senhor culto no tabernáculo; d’Ele recebeu luzes especialíssimas sobre o mistério da Santíssima Trindade e as demais verdades da Fé, de forma que costumava dizer: “Ele é meu Mestre”

Neste convento trabalhou na cozinha e como cuidadora de outras irmãs. Em abril de 1928, fez votos como freira, seus pais estiveram presentes na cerimônia. Um ano mais tarde, Faustina foi enviada a um convento de Vilnius, Lituânia, onde também trabalhou como cozinheira, ficou por pouco tempo, mas retornou ao local mais tarde, ocasião em que encontrou com Michał Sopoćko, que apoiou sua missão. Um ano depois de seu retorno de Vilnius, em maio de 1930, ela foi transferida para um convento em Płock na Polônia, onde ficou por cerca de 5 anos.

Em 22 de fevereiro de 1931, Irmã Faustina relatou, em seus diários (diário I, sessões 47, 48 e 49), ter tido a primeira revelação de Jesus enquanto Rei da Divina Misericórdia em seu quarto. Segundo ela, Jesus apareceu vestido de branco e de seu coração emanava feixes de luz vermelho e branco. Entre outras coisas, Jesus pediu-lhe que pintasse uma imagem sua, fiel à imagem que se mostrava a ela, tal imagem deveria conter a inscrição: “Jesus, eu confio em vós”. Jesus manifestou a vontade de que esta imagem fosse venerada, primeiro, em sua capela, posteriormente, no mundo todo e solenemente no domingo que sucede ao domingo de Páscoa, Jesus ainda teria dito a ela que quem quer que venerasse tal imagem seria salvo. Por não saber pintar, Faustina solicitou ajuda das irmãs de seu convento, contudo, não recebeu nenhum auxílio. Em 1933, ela começou a ser dirigida pelo Padre Sopoćko, que, ao ouvir suas experiências místicas, procurou submetê-la a avaliações psiquiátricas. Depois que a Dra. Helena Maciejewska deu o parecer de sanidade, padre Sopoćko teve confiança e começou a aconselha-la. Pediu que escrevesse um diário para registrar as mensagens que recebia e conversas que tinha com Jesus, livro que se tornou mundialmente famoso e um verdadeiro guia espiritual para as almas. Faustina contou ao padre sobre a imagem da Divina Misericórdia em janeiro de 1934, ele a apresentou ao artista plástico Eugene Kazimierowski, que finalizou a obra em junho desse mesmo ano. Entretanto, a imagem que tornou-se famosa no mundo inteiro foi realizada pelo pintor Adolf Hyła, feita em agradecimento pela salvação de sua família da guerra.

Ela intuía que, por um tempo, suas mensagens seriam suprimidas, mas depois retomadas (ibidem. n. 378). Foi o que ocorreu por parte da Igreja, em vista da prudência, porém, em 1966, reassumiram sua riqueza. Também escreveu as regras para uma nova congregação que fora negada pelo bispo que a cuidava, era um movimento de natureza contemplativa e devotada a Misericórdia Divina, que futuramente seria fundado. Faustina escreveu (n. 476) a respeito de uma visão envolvendo o Terço da Divina Misericórdia, o propósito das orações do terço são: obter misericórdia, confiar na misericórdia de Cristo e mostrar misericórdia para com os outros. Também relatou (n. 1044) que teve uma visão na qual a Festa da Divina Misericórdia seria celebrada na sua capela local e seria assistida por uma multidão de fiéis; e que a mesma cerimônia também teria lugar em Roma e seria conduzida pelo Papa. Em 1937, Faustina recebeu uma mensagem de Jesus com instruções sobre a Novena da Divina Misericórdia. Esse ano foi marcado pela divulgação das mensagens da Divina Misericórdia, foram impressos os primeiros cartões com a imagem da Divina Misericórdia, também foi publicado um panfleto intitulado Cristo, o Rei da Misericórdia, que incluía o terço, a novena e a litania da Divina Misericórdia.

Santa Faustina sofreu muito por muitos anos com a tuberculose, os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938, sussurrou à irmã enfermeira: “Hoje, o Senhor me receberá”. E assim aconteceu. Foi beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a “Apóstola da Divina Misericórdia”; e foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000.

Doze Promessas da Divina Misericórdia: Pela veneração da imagem, a alma que venera essa imagem não perecerá. Pela imagem, a alma será defendida como glória de Cristo. Pela imagem, terá um vaso com o qual pode buscar graças na fonte da Misericórdia. Pela imagem, a alma que vive à sombra [dos raios da Misericórdia] não será atingida pelo braço da justiça de Deus. Pela Hora da Divina Misericórdia (D. 1320), nada será negado à alma que o peça pelos méritos da Sua Paixão. Pela Divulgação da Divina Misericórdia, durante toda a vida, a alma será defendida por Cristo como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, Ele não será, para elas, Juiz, mas o Salvador Misericordioso. Por se aproximar da Fonte da Vida no dia da Festa da Divina Misericórdia, alcançará perdão total das culpas e das penas. Pela Novena, as almas apresentadas a Cristo (as mencionadas na novena) receberão força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente, na hora da morte. Pelo Terço da Divina Misericórdia, serão envolvidas pela Sua Misericórdia durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte. Pelo Terço da Divina Misericórdia, Cristo se compraz em dar tudo o que Lhe peçam. Pelo Terço da Divina Misericórdia, os pecadores empedernidos (quando o rezem) terão suas almas preenchidas de paz, e a hora da sua morte será feliz; As almas que recorrem à Divina Misericórdia e as almas que a glorificam e anunciam, na hora da morte, serão tratadas de acordo com a Sua infinita misericórdia.

Santa Faustina, rogai por nós!

Dom Ubiratan: Francisco de Assis, um homem atual



Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap, bispo da Diocese de Itaguaí.



Dom Ubiratan: Francisco de Assis, um homem atual


Neste dia 4 nós recordamos o pobrezinho de Assis. São Francisco é um homem atual porque que ele viveu a radicalidade do Evangelho, da Palavra de Deus. Ele é atual porque a Palavra de Deus não cai de moda.



Silvonei José - Vatican News

O Regional leste 1 da CNBB – Estado do Rio de Janeiro - está realizando a sua visita ad Limina ao Santo Padre e aos Dicastérios da Cúrima Roma. Um momento muito especial foi vivido nesta segunda-feira, (03/10) no encontro com o Papa Francisco: mais de uma hora e meia de conversas, olhares e brincadeiras.

Sobre esse importante momento nós conversamos com Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap, bispo da Diocese de Itaguaí.

Dom Ubiratan iniciou recordando que a visita foi aberta com a celebração Eucarística na manhã desta segunda-feira, no túmulo de São Pedro.


"Celebramos as 7h30 da manhã. Foi uma abertura muito importante porque ali nós rezamos por toda a Igreja, pelo Papa, pelos nossos diocesanos, para que São Pedro intercedesse, a pedra da Igreja. Depois do Papa nos recebeu, foi das 9h30 até às 11 horas. Nós tivemos uma hora e meia de encontro com todos os bispos na sala, Clementina e o Papa foi muito espontâneo, estava muito alegre."

Nós tivemos a oportunidade de colocar várias perguntas, - continuou dom Ubiratan - vários questionamentos e também como é ele poderia e pode nos orientar. Foi um diálogo muito bonito, porque tanto nós colocávamos para o Papa as nossas perguntas, quanto também o Papa respondia com muita sabedoria, muita espontaneidade, os impasses do mundo de hoje, as esperanças, os desafios. Então foi uma conversa muito proveitosa.

O bispo de Itaguaí destacou que "além de tudo muito importante desta visita é que nós celebramos a nossa comunhão com o Papa e com a Igreja Universal, então a gente vive e reaviva esta chama da eclesialidade, da comunhão com o Sucessor de Pedro, com o Papa, por fim com toda a igreja com toda a Igreja Universal. Então é uma celebração, um momento de fé, é um momento prático, de conhecimento das pastorais, mas também um momento muito bonito. É um momento de encontro de uma fé, até de um reavivamento da nossa comunhão com a Igreja".
Dom Frei José Ubiratan Lopes, OFMCap, bispo da Diocese de Itaguaí

Algo especial daquilo que o Papa falou aos senhores?

Ele sempre falou muito sobre esperança na Igreja, apesar dos desafios, mas sempre quem dirige a Igreja é o Espírito Santo. Nós fazemos essa caminhada de procura, de busca, mas foram vários assuntos que o Papa colocou, mas de uma maneira especial, ele colocou para nós essa esperança, essa procura, e sobretudo essa preparação pelo Sínodo do próximo ano. A Igreja nesta atitude de escuta, de escutar as bases, escutar o povo, para que de fato o Sínodo que se aproxima possa ser um Sínodo frutuoso, com a contribuição de todos.

O senhor é frei capuchino. Neste dia 4 nós recordamos o pobrezinho de Assis. Que mensagem tem Francisco para os nossos dias?

É a mensagem de São Francisco. Ele é um homem atual porque que ele viveu a radicalidade do Evangelho, da Palavra de Deus. Ele é atual porque a Palavra de Deus não cai de moda. O Evangelho é sempre atual. E come ele viveu a radicalidade do Evangelho, ele é uma atual para os nossos dias. E quanto mais séculos, mais tempo vai passando a figura de São Francisco cresce dia a dia. É uma figura viva depois de oito séculos.

Depois de oito séculos a figura de São Francisco continua cada vez mais viva na Igreja pelo testemunho de vida que ele deu, pela vivência, - ele foi fiel ao Evangelho - ao mesmo tempo serviço, despojamento dele, para servir os menores, os pobres.

Além de tudo o amor que ele tinha pela Ecologia. 800 anos atrás São Francisco não usava a palavra Ecologia, é uma palavra moderna. Mas ele já vivia o cultivo da natureza, das flores. Ele catava a grandeza da luz, do sol, da água, do fogo, do vento, da Mãe terra, né? A Mãe terra, a água o que é útil preciosa e casta. Ele sempre olhava a natureza não como uma maneira de explorá-la, mas ele via a natureza como uma irmãs, que está a nosso serviço, e por isso nós homens e mulheres devemos cultivar e conservar a natureza esse grande dom de Deus

SANTO DO DIA 4 DE OUTUBRO

 


São Francisco de Assis


Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante. Foi batizado em Santa Maria Maior com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de ideia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra. Segundo a maioria dos biógrafos de São Francisco, o caráter e as qualidades melhores lhe vieram da mãe. Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também a fama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas frequentes batalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, ele partiu para uma guerra que os senhores feudais haviam declarado contra a Comuna de Assis.

Entre 1202 e 1205 encontramos um Francisco inquieto. Não é apenas a consequência de uma doença longa e misteriosa. É a inquietude de quem está incerto quanto ao sentido de sua vida. Ele decide ser cavaleiro e vai em nome da honra defender a Igreja e seus interesses, convocados pelo Papa Inocêncio III. Na cidade de Espoleto, sintomas de febre fizeram com que Francisco não pudesse partir. Ali pensou ter ouvido a voz do Senhor, com quem dialogou: “Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo? Servir ao Senhor, é claro. Respondeu o jovem. Então, por que te alistas nas fileiras do servo? Senhor, o que quereis que eu faça? Volta a Assis e ali te será dito, diz a Voz”.

Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do Apóstolo São Pedro e exclamou: “É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!” E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com as escassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de um mendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio.

Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, repugnante à vista e ao olfato, lhe causando nojo. Mas, então, movido por Deus, colocou seu dinheiro naquelas mãos sangrentas e deu-lhe um beijo. Falando depois a respeito desse momento, ele diz: “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”. Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semidestruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”.

Seu Pai se indignava cada vez mais e resolveu exigir que seu filho lhe devolvesse tudo quanto recebera dele, levou perante o bispo para que o julgasse. Francisco, ciente da sentença de Cristo: “Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim” (Mt 19,29), sem vacilar um momento se despojou de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: “Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste”. O Bispo, então, o acolheu. Daquele momento em diante, cantando “Sou o arauto do Grande Rei, Jesus Cristo”, afastou-se de sua família e de seus amigos e entregou-se ao serviço dos leprosos, e à reconstrução das Capelas da cidade.

Quando estava quase encerrando a reconstrução da capelinha de Santa Maria dos Anjos, perguntava-se o que faria, o que Deus quereria dele. Então, certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: “É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!” E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: “Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”!

A partir de então, Francisco saiu a pregar percorrendo as vizinhanças e levando o Evangelho. Não tinha intenção nenhuma de adquirir seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar. Porém, logo Bernardo de Quintaval se juntou a ele e pelo caminho juntou-se aos dois Pedro de Catânia. Por três vezes abriram o livro do Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21). “Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3). “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24). “Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco” – exclamou Francisco, que subitamente viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir. Finalmente encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores.

Em 1209, Francisco e seus companheiros foram até o Papa Inocêncio III para pedir a aprovação de seu carisma. Ele ficou maravilhado com o propósito de vida daquele grupo e, especialmente, com a figura de Francisco, a clareza de sua opção e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele o homem que há pouco vira em sonho, segurando as colunas da Igreja de Latrão, que ameaçava ruir. O Papa reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava Francisco a viver radicalmente o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja. Por isso, deu a seu modo de viver o Evangelho a aprovação oficial. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregarem o Evangelho nas igrejas e fora delas.

Francisco inspirou Clara para a santidade, dela surgiu as clarissas. Tomás de Celano diz: “Então, se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”.

Todos os anos, de 15 de agosto a 29 de setembro, Francisco tinha o costume de preparar-se com uma quaresma de oração e jejum para a festa de São Miguel Arcanjo. No ano de 1224, ele teve a visão do Serafim alado e recebe os estigmas. Seu estado de saúde piora muito a partir daí. Era final de agosto, em 1226, pede para ser levado à Porciúncula. No dia 3 de outubro, à tarde, Francisco, morreu cantando “mortem suscepit”. No domingo seguinte é sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis. No dia 16 de julho de 1228, Francisco foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Tornou-se o padroeiro dos animais, pela sua admiração e relação estreita com a natureza. Também foi elevado a padroeiro principal da Itália, em 1939 por Pio XII.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

IGREJA DE SÃO BENEDITO

 Igreja da Avenida  Frei Serafim  finaliza festejo de São de São Benedito 

A Igreja de São Benedito, finalizou ontem dia 4 de outubro as festividades do seu Padroeiro, São Benedito. O início da festa do dia 4, começou com a procissão  e terminou com a santa missa  na Igreja São Benedito. Contou com a participação de vários fieis, amigos, padres e muitos paroquianos de outras Igrejas que vieram participar e outros agradecer as graças recebidas.


Nos cinemas da Itália, a estreia do filme sobre as viagens do Papa


 Nos cinemas da Itália, a estreia do filme sobre as viagens do Papa
O filme dedicado às viagens internacionais de Francisco em mais de 9 anos de pontificado, "In viaggio", chega a 190 salas de cinema e a mais de 100 salas paroquiais na Itália nesta terça-feira (4). O diretor, Gianfranco Rosi, explica que é um trabalho experimental: "um filme no qual me senti um espectador. Quer ser um tributo a quem procura mudar as coisas, enfrentando os dramas do nosso mundo. Quando olha a multidão, parece que o Papa olha cada um nos olhos".




Andressa Collet, Fabio Colagrande - Vatican News


"A força deste trabalho é ter sintetizado 9 anos de viagem e mais de 600 horas de material em apenas 80 minutos. Um trabalho enorme que eu chamo, portanto, de experimental", revelou em entrevista à Rádio Vaticano - Vatican News, o diretor do filme "In viaggio", Gianfranco Rosi. A obra foi apresentada, fora da competição, no 79º Festival Internacional de Veneza e tem estreia marcada nos cinemas italianos nesta terça-feira, 4 de outubro, festa de São Francisco.

O documentarista, vencedor do Leão de Ouro em Veneza em 2013 com 'Sacro GRA' e do Urso de Ouro em Berlim em 2016 com 'Fuocoammare', assumiu um desafio sem precedentes ao fazer um filme baseado, em sua maior parte, por imagens do Arquivo do Vaticano relativas às visitas apostólicas feitas pelo Papa. O documentário conta, assim, os quase 10 anos de pontificado de Jorge Mario Bergoglio através de 37 viagens, do Brasil a Cuba, dos Estados Unidos à África, até o sudeste asiático, visitando 59 países - uma peregrinação aos lugares dos dramas do nosso tempo feita com "liberdade absoluta de edição", conta o diretor, que também irá acompanhar o filme por diversas cidades italianas: Roma, Milão, Turim, Bolonha e Nápoles.

"Um Pontífice que não fica parado em Roma, mas se torna ele mesmo um peregrino e nos leva aos cantos do mundo afligidos pelos dramas do nosso tempo. Eu estava interessado sobretudo em mostrar sua jornada fora do Vaticano, como se através do olhar do Papa e dos temas que ele aborda em seus discursos, fosse possível desenhar um mapa da condição humana. Por outro lado, cada filme para mim é um desafio e aqui foi uma questão de transformar o material de reportagem em uma linguagem mais próxima do cinema. Desenhar o retrato de um homem a partir de centenas e centenas de horas de material de arquivo. Eu queria mostrar que era possível fazer um filme sobre o Papa, evitando uma abordagem ideológica e teológica, mas restituindo uma história universal."

O filme apresenta com frequência uma enquadratura muito sugestiva: da câmera que registra o Papa de costas, no papamóvel, quando atravessa as ruas de diferentes cidades e lugares. O que lhe chamou a atenção nessas imagens?

"São imagens que me fascinaram. Eu quase gostaria de ter feito um filme só com essas imagens: o silêncio e o papamóvel que passa por diferentes lugares do mundo. Nós, que vemos o que o Papa vê, e depois os sons desta multidão: às vezes muito presentes, às vezes rarefeitos. Talvez, no entanto, teria sido um filme excessivamente experimental. Então, especialmente viajando com o Papa, a Malta e Canadá, descobri que quando Francisco olha para a multidão, ele parece olhar todos nos olhos. Gostei destas imagens nas quais, embora o Papa esteja de costas, pode-se sentir que ele tem um contato muito profundo com a multidão. Em contraste, também quis colocar algumas imagens nas quais tem pouca gente nas ruas, como algumas filmadas na África. Certamente, estas imagens silenciosas ainda dão ritmo a todo o trabalho. O silêncio é um elemento muito importante de suspense no filme: o Papa é muitas vezes silencioso, quase como se quisesse recuperar o fôlego e reordenar os seus pensamentos."

Fonte: www.vaticannews.va/pt/

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

SANTO DO DIA 3 DE OUTUBRO


Protomártires do Brasil



Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Esses martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que, padre André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú; e padre Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros. Essa data tem grande importância por serem os primeiros mártires reconhecidos pela Igreja no território Brasileiro. O martírio é sempre recordado com amor e honra, pois é sinal de uma fé que vai até o extremo de dar a vida por Jesus.

No Engenho de Cunhaú, principal polo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do padre André de Soveral. No dia 15 de julho, chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava. Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho, após a missa dominical no dia seguinte (16 de Julho). Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, eles foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares.

A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário padre Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria não pôde ficar no Forte, então, assumiu a sua própria defesa, construiu uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza. Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi e encontrou a heroica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las; depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus.

Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi. No dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário. Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá o chefe indígena potiguar, Antônio Paraopaba, e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados esperavam por eles. Repetiram-se, então, as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia.

Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”. De acordo com os relatos históricos, os invasores holandeses ofereceram aos fiéis católicos a opção de conversão ao calvinismo, mas eles escolheram o martírio. Foram dezenas de mortos nos dois episódios, mas apenas 30 tiveram o processo de beatificação aberto em maio de 1988.

A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados. No dia 15 de outubro de 2017, ocorreu a canonização dos primeiros mártires do Brasil. Esse processo canônico ocorreu por meio do decreto papal chamado de canonização equipolente, que é marcada por três requisitos: a prova da antiguidade e constância do culto ao candidato a santo, o atestado histórico de sua fé católica e de suas virtudes, e a fama de milagres intermediados pelo candidato.

Na cerimônia, o papa Francisco ressaltou alguns aspectos: “Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram “sim” ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus” (Trecho da homilia da celebração).

Protomártires do Brasil, rogai por nós!

CATEDRAL NOSSA SENHORA DAS DORES

A voz das pessoas com deficiência no Sínodo

 A voz das pessoas com deficiência no Sínodo



Irmã Claire-Marie, uma das participantes da iniciativa “La Chiesa è la nostra casa”


FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/


Na Sala de Imprensa da Santa Sé os participantes da A Igreja é a nossa casa", sessão de escuta sinodal na qual participam pessoas com deficiência provenientes dos cinco continentes. Entre eles a irmã Claire-Marie, religiosa com síndrome de Down que evangeliza os jovens de Lourdes, e o padre Justin, jesuíta cego de nascença. As suas propostas e testemunhos recolhidos num documento entregue ao Papa.



Salvatore Cernuzio - Cidade do Vaticano


Claire-Marie escapou do aborto e nunca soube nem mesmo o porquê. Com Síndrome de Down, sua mãe havia sido aconselhada por médicos e advogados a interromper a gravidez. A lei na França teria dado a permissão. Por que ela veio ao mundo é inexplicável: "Foi Nossa Senhora! De fato, eu nasci em 8 de dezembro", faz questão de dizer. Mas logo ao nascer foi abandonada no hospital, Aos oito meses foi adotada por um casal que vivia entre a França e a Polônia. Ela é freira há cerca de dez anos: "Recebi um forte chamado de Deus: 'Quero que me sigas'. Senti-me serena”. Há sete anos vive em Lourdes, onde também encontra 300 jovens por vez para conversar com eles sobre o Evangelho e a beleza de viver a fé.
Uma vida que é uma mensagem


A história desta religiosa de 37 anos poderia até parecer um daqueles tradicionais contos de fadas com final feliz, a ser contado às crianças da catequese. Mas é precisamente sua presença no mundo que envia uma mensagem poderosa. E isto é, que mesmo daqueles que aparecem como “descarte” - usando uma expressão do Papa Francisco -, podem florescer grandes frutos. Ela, a Irmã Claire-Marie, tem cabelos desgrenhados, um físico muito pequeno, quase infantil, com as mãos nodosas de quem trabalha, e sempre ama repetir: "A vida é uma dádiva".
O documento ao Papa Francisco


Nesta quarta-feira, 21, a religiosa esteve na Sala de Imprensa do Vaticano junto com outras quatro pessoas com deficiência de diferentes origens e nacionalidades, que participaram nos últimos meses de uma sessão especial de escuta, organizada pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, em acordo com a Secretaria Geral do Sínodo, no âmbito do caminho sinodal desejado pelo Papa Francisco. Cerca de 35 participantes, representando Conferências episcopais e associações internacionais que já haviam participado nas consultas sinodais diocesanas. Desde maio se engajaram neste diálogo aberto - on-line e ao vivo - com a Santa Sé, com um objetivo específico: "Fazer ouvir nossas vozes".

Testemunhos, histórias, propostas, mas também as denúncias de tantos preconceitos e discriminações presentes tanto na sociedade como na Igreja - onde ainda há sacerdotes que não distribuem a Eucaristia às pessoas com deficiências intelectuais - foram reunidos em um documento enviado à Secretaria do Sínodo. Esta manhã, ao final da Audiência Geral, os cinco representantes do grupo, acompanhados pelo secretário do Dicastério, padre Alexandre Awi Mello, entregaram o documento ao Papa. "Agradecemos ao senhor porque o Sínodo nos deu a oportunidade para tornar a Igreja ainda mais inclusiva”, disse ao Papa Giulia Cirillo, um jovem cadeirante da Comunidade de Sant'Egidio. “Sou eu que agradeço a vocês!”, respondeu Francisco.
O encontro com o Papa Francisco

Claire-Marie, com seu hábito, estava na primeira fila e se lançou em um abraço espontâneo ao Papa: "Ele me pediu para rezar por ele e eu disse: certamente, vamos rezaremos pelo senhor em Lourdes", contou ela ao Vatican News em um francês misturado com italiano, aprendido durante viagens e peregrinações na Itália. Ela gosta de fotos e entrevistas, revela. Ela gosta de aparecer, em suma, porque sua própria presença, como mencionado, é uma mensagem, especialmente em um momento histórico em que na Europa se discute leis a favor do aborto e da eutanásia: "Eu vejo que quando encontro os jovens eles entendem o que significa amar o próximo, mesmo aqueles que têm algum tipo de doença. Explico a eles que a vida é um dom, não algo vinculado às leis”.
Rezar pelos "pobres de coração"


Com sua consorella Annie Rougier, Claire-Marie fundou a Associação Pol de Lumier que ajuda e apoia famílias com crianças trissômicas, acompanhando-as em cursos de catequese. Em Lourdes, para onde foi enviada por Bayon, evangeliza, cuida de Missas e orações para peregrinos, organiza Rosários dominicais. “Agradeço ao Senhor porque tenho uma deficiência, mas ainda tenho dois braços, duas pernas, posso andar, falar, rezar”. E reza "pelos pobres, porque a Igreja está cheia de pessoas pobres... pobres de coração".
Padre Justin Glyn SJ
O testemunho do padre Justino


A ouvir a religiosa está o padre Justin Glyn, um jesuíta da Província australiana. Ele está em pé com uma bengala e óculos binoculares. Sua risada pode ser ouvida de tempos em tempos em toda a sala. Ele ri frequentemente porque é uma pessoa feliz, como se descreve, não obstante os obstáculos que enfrentou, e não foram poucos, mesmo no caminho para o sacerdócio. Cego de nascença, criado na África do Sul, desde criança sentiu a vocação: “Entrei em uma comunidade religiosa, mas me disseresam: o que estás fazendo aqui? Não conheces o mundo, vá embora. E os outros me confirmaram essa ideia”.

Advogado na Nova Zelândia, após o Doutorado decidiu ingressar na Companhia de Jesus. Alguém procurou impedi-lo: “Melhor uma ordem mais educativa...”, mas no final foi aceito. Ele conta ter sofrido algumas vezes na Igreja uma “discriminação sutil”: “Não podes fazer isso, não podes fazer aquilo porque és cego… Talvez deveria ter rezado mais pata ter sido curado… Eu sou o que sou, não posso mudar. Estou feliz com minha vida pessoal e minha fé”.
Abrir a mente


É certo, afirma padre Justino, que a abordagem da Igreja em relação às pessoas com deficiência deve ser mudada: "O papel das pessoas com deficiência não é plenamente considerado. Apesar do Concílio, um pensamento tóxico persistiu na Igreja: é preciso tratar aqueles com deficiência porque pecaram, porque foram punidos ... Agora isso não existe mais e, de fato, com o pontificado de Francisco chegamos um verdadeiro processo de cura. Na Evangelii Gaudium e na Fratelli tutti, é pedido para dar voz às pessoas com deficiência”.

O caminho sinodal é uma oportunidade preciosa neste sentido: "Esperamos - diz o jesuíta - que este processo abra as mentes e os corações de todos, das paróquias às mais altas hierarquias. Precisamos ajudar essas pessoas a terem voz: ainda há aqueles que negam a comunhão às pessoas com deficiências intelectuais, aqueles que negam uma vocação... Esperamos que se inicie um diálogo mais amplo e que se entenda que fazemos parte do povo de Deus".
Scelzo: levá-los a sério


“Riqueza e sabedoria humana”, afirma Vittorio Scelzo, do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida: tudo isso existe na experiência eclesial de pessoas doentes que “sentiam o desejo de ser levadas a sério”. "Não queríamos desperdiçar a ocasião do Sínodo. Somos gratos ao Papa que com seu magistério nos possibilitou conhecer a um povo tão diverso”.
Uma pessoa com deficiência no trabalho do Sínodo


O próximo passo, após a consulta - explica o Dicastério em nota - é “uma mudança de mentalidade que nos leva a dizer 'nós, não eles' quando se fala de pessoas com deficiência; reconhecer que existe um verdadeiro magistério da fragilidade; trabalhar para que nossas comunidades eclesiais se tornem acessíveis, tanto no que diz respeito à remoção de barreiras arquitetônicas quanto para permitir a participação de pessoas com deficiência sensorial ou cognitiva; reiterar que ninguém pode recusar os Sacramentos às pessoas com deficiência; entender que a deficiência não está inevitavelmente ligada ao sofrimento e que as sociedades e a Igreja podem fazer muito para evitar discriminações desnecessárias”.

Nesta perspectiva, surgiu o pedido de que pelo menos uma pessoa com deficiência possa participar dos trabalhos do Sínodo sobre a sinodalidade.

domingo, 2 de outubro de 2022

Confira o decreto de Dom Jacinto Brito sobre a Capela São Miguel Arcanjo

 Confira o decreto de Dom Jacinto Brito sobre a Capela São Miguel Arcanjo




Compartilhe isso:

ELEIÇÕES NO BRASIL - CNBB SE PRONUNCIA SOBRE CANDIDATO CONHECIDO COMO PADRE KELMON

 




ESCLARECIMENTO: CNBB SE PRONUNCIA SOBRE CANDIDATO CONHECIDO COMO PADRE KELMON




Em atenção aos fiéis que enviaram perguntas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:

1- O senhor Kelmon Luís da Silva Souza, candidato que se apresenta como “padre Kelmon”, não é sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana, sem qualquer vínculo com a Igreja sob o magistério do Papa Francisco.

2- Oportuno ressaltar que, conforme vigência na Lei Canônica, os padres da Igreja Católica, em pleno exercício do ministério sacerdotal, não disputam cargos políticos, nem se vinculam a partidos.

Tags:

SANTO DO DIA 2 DE OUTUBRO

 

Santos Anjos da Guarda, companheiros na caminhada



Dogma de Fé

Origens

A existência dos Anjos é um dogma de fé, definida várias vezes e em muitas ocasiões pela Igreja, desde o Concílio de Nicéia ao Vaticano I. Tudo o que lhes diz respeito faz parte de um estudo próprio, denominado “angelologia”. O Magistério eclesial afirma: os anjos são seres totalmente espirituais, sem corpo, imortais e imutáveis, que se tornam visíveis apenas para manifestar a sua ação.

História litúrgica

A memória litúrgica dos Santos Anjos é celebrada em 2 de outubro, desde 1670, por desejo do Papa Clemente X. A Igreja ortodoxa prefere celebrar em 11 de janeiro. Antigamente, a sua festa era celebrada em 29 de setembro, junto com a dos três Santos arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. Porém, sua data foi diferenciada, tornando-se, de modo particular, memória própria dos Anjos da Guarda: primeiro, na Espanha, no século XV; depois, se difundiu em Portugal, Áustria e, por fim, em toda a Europa.
Devoção aos Anjos da Guarda: é mais antiga que aos santos

Na verdade, a devoção aos Anjos é mais antiga que aos santos, de modo especial na Idade Média. Isso, graças aos monges eremitas, que viviam uma vida de recolhimento, silêncio e oração, em companhia só dos seus Anjos da Guarda. Finalmente, em 2005, o Parlamento italiano, inspirando-se na figura dos Anjos da Guarda, introduziu, na mesma data de 2 de outubro, a celebração civil da Festa dos Avós, verdadeiros Anjos da Guarda de suas famílias.

Quem são os anjos?

O termo “anjo” indica uma criatura celeste bem próxima de Deus. Seu nome é citado 175 vezes no Novo Testamento e pelo menos 300 no Antigo, em que vem especificada a função desta milícia sobrenatural, dividida em nove hierarquias: Querubins, Serafins, Tronos, Dominações, Poderes, Virtudes Celeste, Principados, Arcanjos, Anjos. Estes espíritos puros, dotados de inteligência e vontade, são chamados, muitas vezes, mensageiros ou intérpretes das ordens divinas; eles se manifestam, sobretudo, em momentos cruciais da história da salvação. Com efeito, o IV Concílio de Latrão definiu, como verdade de fé, o fato de que, se alguns anjos abusarem da sua liberdade, poderão cair no pecado: foi o que aconteceu com Lúcifer, o mais bonito de todos, que, ao pecar, por orgulho, contra Deus, caiu nas profundezas do inferno.
A função do Anjo da Guarda

As funções, atribuídas aos anjos pela Sagrada Escritura, são as de acompanhar o homem no caminho do bem e oferecer ao Senhor. Além das nossas orações e sacrifícios. De fato, no Batismo, todo cristão recebe, como dom de Deus, o próprio Anjo da Guarda, uma presença invisível, mas real. O anjo o acompanha e guia ao longo de toda a sua existência: é um companheiro de viagem. Ao longo dos séculos, apesar de invisíveis, os anjos foram representados de várias maneiras: adoradores, músicos, túmulos, igrejas, esculturas, pinturas…

Minha oração

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine, Amém! ”
Santo Anjo do Senhor, rogai por nós!

sábado, 1 de outubro de 2022

Papa Francisco - "Um coração aberto para a missão"



EUA. Setenta e cinco anos de presença do PIME: "Um coração aberto para a missão"

PIME nos Estados Unidos, 75 anos de missão a serviço da evangelização dos povos (Vatican Media)



EUA. Setenta e cinco anos de presença do PIME: "Um coração aberto para a missão"
"Chegamos aqui após o fim da II Guerra Mundial: é uma história cheia de fé, audácia e fantasia missionária. O início foi difícil, mas generoso. Não podemos deixar de lembrar os pioneiros desta aventura, que foram capazes de se doar totalmente pelo Evangelho, de se empatizar profundamente com o povo estadunidense e sua cultura, de criar novas comunidades cristãs e de encontrar colaboração em toda a Igreja": conta o diretor do Centro Missionário do PIME em Detroit, nos EUA, padre Daniele Criscione



Por: Vatican News


Ouça a reportagem e compartilhe!

"Nossa missão hoje é a missão sempre antiga e sempre nova: o anúncio do Evangelho que, como testemunha das maravilhas de Deus, é oferecido e semeado na sociedade como uma semente de mostarda."

É o que afirma o missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME) e diretor do Centro Missionário do Instituto em Detroit, nos EUA, padre Daniele Criscione, lembrando que este 2022 marca 75 anos do início da aventura missionária do PIME no país da América do Norte.

"Chegamos aqui após o fim da II Guerra Mundial: é uma história cheia de fé, audácia e fantasia missionária. O início foi difícil, mas generoso. Não podemos deixar de lembrar os pioneiros desta aventura, que foram capazes de se doar totalmente pelo Evangelho, de se empatizar profundamente com o povo estadunidense e sua cultura, de criar novas comunidades cristãs e de encontrar colaboração em toda a Igreja."
Obra evangelizadora do PIME iniciada nos EUA em 1947


LEIA TAMBÉM

28/09/2022

Arcebispo Dal Toso: "As Pontifícias Obras Missionárias são uma família universal"

A obra evangelizadora do PIME - conta o padre Daniele - começou em 1947, quando o cardeal Edward A. Mooney, que conhecia o PIME, tendo sido delegado apostólico na Índia, precisando de sacerdotes para cuidar dos emigrantes italianos na área industrial de Detroit, pensou nos padres do PIME.

Ele os convidou a se estabelecer em Detroit, assumindo a igreja de São Francisco, nos subúrbios norte de Detroit, onde os missionários PIME ainda hoje desempenham seus serviços pastorais.

Seguiram-se outras paróquias administradas por padres PIME, como a paróquia Todos os Santos, também em Detroit, e de Sant’Ana em Nova York, ambas povoadas por emigrantes da América Latina e minorias étnicas.
Resposta generosa do povo à presença do PIME

Desde 2015, teve início também uma presença no Brooklyn, com um acompanhamento pastoral especial da comunidade chinesa. O Centro Missionário PIME em Detroit, centro operacional da presença do Instituto, coordena a organização de várias atividades de animação missionária com a publicação da revista "Mundo Missão".

"A resposta do povo à nossa presença - afirma o padre Daniel - tem sido caracterizada pela generosa participação: isto é comprovado pelas numerosas vocações, pelas atividades de diálogo inter-religioso e pelas muitas pessoas que nos seguem e apoiam a missão evangelizadora da Igreja."

Saber mais visite o site  vaticannews.v



Santo do dia 1 de Outubro

 


Santa Teresinha do Menino Jesus


“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”


A santa de hoje nasceu em Alençon (França), no dia 02 de janeiro de 1873; e morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos e 271 dias. Nascida em uma família de ótimas condições financeiras e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula, Teresa; quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa, que também se tornaram freiras (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Com a autorização do Papa Leão XIII, Teresinha pode entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade.

À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a sua infância, porém, sua história revela um caminho de amadurecimento à custa de muitos sofrimentos, como por exemplo: A perda de sua mãe quando tinha 4 anos e 8 meses, por conta do câncer; a ida de suas irmãs para o carmelo; separar-se de seu pai e vê-lo sofrer de problemas psiquiátricos; por fim, a tuberculose e outros problemas de enfermidade nos seus últimos anos de vida. Tudo isso levou essa mulher a oferecer-se em holocausto à Misericórdia Divina, dia após dia de sua vida, com muita simplicidade e pequenez.

Depois da morte de sua mãe, a menina desenvolveu uma grande sensibilidade e se achava sempre entristecida e abatida, chorava muito. Porém, aos 10 anos, ela fez uma experiência com Nossa Senhora que ficou em sua vida: “No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria, e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu” (História de uma alma).

Teresinha também fez uma profunda experiência com o natal, tendo o menino Jesus como doador de uma “total conversão”, aos seus 13 anos de idade, no ano de 1883. Depois disso, sua vida foi transformada e ela começou a dar grandes passos na vida espiritual. Esse fato foi tão importante a ponto de levá-la a assumir o nome de Teresinha do Menino Jesus.

Ao entrar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Porém, trazia em seu coração o grande desejo de ser missionária, queria anunciar o evangelho aos cinco continentes do mundo. Até que descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor. Assim, serei tudo, e nada impossibilitará meu sonho de tornar-se realidade” (História de uma alma). Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.

Através do amor, desenvolveu a infância espiritual ou pequena via. Essa consiste na extrema confiança em um Deus que é Pai, o que foi consequência do seu relacionamento com seu pai Luís. Ele levou sua filha a olhar a Deus como um pai bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, pôde confiar e se lançar sem reservas nos braços d’Aquele que a leva como um elevador através de sua graça. Esse relacionamento filial gerou um transbordar de caridade, generosidade e gratuidade, por parte da santa que desembocou na vivência com suas irmãs religiosas. Em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, assim buscava sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Tudo isso, levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nessa caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” (História de uma alma), ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17). Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja, no dia 19 de outubro de 1997.

Em seu leito de morte, com apenas 24 anos, disse suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”. Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. Sua beatificação aconteceu em 1923; e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!

Santo 1 de Outubro